<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627</id><updated>2012-02-05T01:37:40.111Z</updated><category term='Música'/><category term='Memória'/><category term='Artigos'/><category term='Cinema'/><category term='Barak Obama'/><category term='Teatro'/><category term='Obituário'/><category term='Europeias 2009'/><category term='Livros'/><category term='Política'/><category term='Crítica e Actualidade'/><category term='Greve Geral'/><category term='fotos'/><category term='Legislativas 2009'/><title type='text'>À Sombra dos Dias</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>91</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-524055609974539817</id><published>2012-02-04T23:34:00.000Z</published><updated>2012-02-05T00:53:10.115Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Destruir vs. Construir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DCZC5pnLz-0/Ty3PWxIpOLI/AAAAAAAAAXg/xGoKHKqRf_U/s1600/semt4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 300px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705444293001951410" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-DCZC5pnLz-0/Ty3PWxIpOLI/AAAAAAAAAXg/xGoKHKqRf_U/s400/semt4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Na visita que fez hoje aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, Jerónimo de Sousa teve o condão de colocar o dedo na ferida com a simplicidade (dir-se-ia dos justos) que caracteriza o líder do PCP. Perante os trabalhadores acossados pelas idiossincrasias do sistema capitalista neoliberal que acossa os trabalhadores portugueses, perguntou muito logicamente o seguinte: porque é que o Governo que põe à disposição da Banca todos aqueles milhões que são do domínio público não é capaz de operacionalizar um equipamento nevrálgico para a produção nacional com 2 ou 3 milhões de euros?&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Jerónimo de Sousa, tal como largos milhares de portugueses, sabem que a resposta é simples: a denominada troika FMI/BCP/UE está cá para destruir o que resta do país. E tem no Governo de Passos Coelho o instrumento ideal para o conseguir. Por sinal, este Governo (ainda assim eleito pelos portugueses, coisa que já se percebeu começar a rarear pela Europa acossada – será preciso lembrar a legitimidade democrática dos governos grego e italiano?) vai imitando em circunstâncias bem mais gravosas o “cavaquismo” de má memória. O papel do “bom aluno” da integração europeia que entre finais da década de 80 e anos 90 ia distribuindo dinheiro em troca da chacina da produção nacional, encontra agora uma fórmula bem mais selvagem e devastadora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Perante a mais-valia daquilo que deveria ser um desígnio nacional, ou seja, a reindustrialização, as gentes perigosas que nos (des)governam impõem sacrifícios sangrando os meios de produção que nos restam. Quase que lembram a política de terra queimada que trouxe a fome a milhares de trabalhadores portugueses nos anos de 80, quando o governo de Cavaco Silva agiu determinantemente no sentido de destruir a “cintura vermelha” da margem sul, liquidando as grandes indústrias de Almada, Barreiro e Setúbal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, casos como o dos estaleiros de Viana do Castelo multiplicam-se de norte a sul com o que ainda subsiste do mundo operário em Portugal. O resultado é o desemprego, o agudizar das desigualdades e o empobrecimento de vastos sectores da população que são empurrados para um esquema de desvalorização do trabalho e/ou desemprego. E, como é evidente, destruir o que ainda subsiste de um sentimento de classe determinante nas lutas contra as brutalidades do capitalismo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, e perante os jogos perigosos da especulação financeira a que a banca portuguesa não passou (evidentemente) imune, os dinheiros da “ajuda externa” e dos contribuintes prepara-se para ser desbaratado na recapitalização dessa mesma banca. Ao apresentarem resultados negativos (pela primeira vez, esclareça-se) os grandes bancos portugueses preparam-se para deitarem mão aos tais 12 mil milhões de euros que a rapaziada do FMI e do BCE colocou à disposição. Mas 2 ou 3 milhões de euros para investimento nuns estaleiros modelo a nível europeu não existem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao exemplo dramático dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, é aqui claro quais as reais intenções deste Governo. Não se trata somente de destruir o Estado social, o valor do trabalho e o que ainda soçobra da Constituição da República Portuguesa que plasmava os valores de Abril. Esta gente quer ir ainda mais além e, impunemente, daqui a algum tempo, quando abandonarem o poder e derem lugar a um outro qualquer governo fantoche, estarão ao fresco, deixando o país arruinado e irreversivelmente isolado em dívidas, sem capacidade para decidir um rumo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o tempo passa, vão papagueando as inevitabilidades e acusando os portugueses mais pobres e os remediados de viverem acima das suas possibilidades. Gente que, aos olhos das Merkeles deste mundo e dos seus comparsas domésticos, nunca deveriam ter deixado os grilhões das galés e o chicote do dono, como ralé preguiçosa que é.   &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-524055609974539817?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/524055609974539817/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=524055609974539817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/524055609974539817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/524055609974539817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2012/02/na-visita-que-fez-hoje-aos-estaleiros.html' title='Destruir vs. Construir'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-DCZC5pnLz-0/Ty3PWxIpOLI/AAAAAAAAAXg/xGoKHKqRf_U/s72-c/semt4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-2966478360871697737</id><published>2012-01-27T23:18:00.005Z</published><updated>2012-02-05T01:37:40.125Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>A traição ainda é o que era</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Talvez seja porque hoje é o dia em que Manuel Carvalho da Silva abandona a liderança da CGTP que me ocorre escrever sobre a UGT e João Proença. Parece que o estou a ver, bonacheirão, nas conferências de imprensa ocorridas por ocasião das duas últimas greves gerais. Como se o sucesso da luta dos trabalhadores portugueses tivesse passado pelo seu contributo. Recordo também uma outra greve em que o anafado Proença estava no estrangeiro, mas fez questão de chamar a imprensa portuguesa para comunicar ter dado indicação para que lhe fosse retirado um dia de vencimento, à semelhança de todos os que aderiram a essa acção de luta. Que altruísmo comovente o do Proença!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora, quando o vimos a assinar com os sujeitos do Governo e o patronato uma autêntica ofensiva contra o trabalho e os trabalhadores portugueses, assistiu-se a mais um &lt;em&gt;one man show&lt;/em&gt; de sacanagem e aldrabice à moda dos Proenças deste país. Contra a classe que ousam afirmar representar; contra a classe que ousam aclamar defender enquanto lhes martelam pregos nas palmas das mãos. Primeiro, veio com a cantilena do mal menor; depois, tal Judas, assina o pacto de traição e desculpa-se acusando a CGTP de o pressionar a manter negociações e colocar a assinatura. Que habilidade aparvalhada a deste Proença!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Independentemente de tudo isso, os mais incautos terão caído na ratoeira como rato à coca de queijo. O favor do Proença ao patronato e as desculpas imorais que foi proferindo atingiram todo o movimento sindical, incluindo a CGTP que, dignamente, abandonou a farsa que os lacaios do patronato – ou seja, o Governo – estavam a montar. E atingiu porque, uma vez mais, arrastou a posição dos sindicatos para a lama ao trair os interesses daqueles que representam, os trabalhadores. E todos sabemos como a imagem das instituições está pelas ruas da amargura!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Surpreendente? Claro que não. Uma vez mais para os incautos, há que propor um olhar para o passado da UGT e dos seus líderes, desde a sua fundação em 1978, após as lutas fracturantes no seio da Intersindical. Há material suficiente a circular para percebermos, de uma vez por todas, que na génese da sua criação estava a divisão dos trabalhadores portugueses e o enfraquecimento das suas lutas. Isso foi, à semelhança do que tem acontecido com os próprios partidos políticos, determinante para a criação de um estado de desconfiança e de falta de credibilidade que, lentamente, assoma e toma conta do regime. À medida de quem puxa os cordéis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por tudo isso, esta traição é mais uma, provavelmente a mais grave até ao momento, mas de facto apenas mais uma. Ou não fosse, para a UGT e os Proenças que por lá militam, a traição uma prática histórica.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-2966478360871697737?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/2966478360871697737/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=2966478360871697737' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2966478360871697737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2966478360871697737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2012/01/traicao-ainda-e-o-que-era.html' title='A traição ainda é o que era'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-1479601558987058944</id><published>2011-12-30T23:04:00.005Z</published><updated>2011-12-30T23:16:52.231Z</updated><title type='text'>Mark Rothko</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-LlexmHzU8TI/Tv5D71K0hLI/AAAAAAAAAXU/00kQlXzcvKI/s1600/marcus-rothkowitz.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 350px; height: 400px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5692061674206692530" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-LlexmHzU8TI/Tv5D71K0hLI/AAAAAAAAAXU/00kQlXzcvKI/s400/marcus-rothkowitz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A propósito de um trabalho sobre &lt;em&gt;Vermelho&lt;/em&gt;, em cena no Teatro Aberto, um perfil sobre Mark Rothko, um dos grandes pintores americanos do século XX.&lt;/strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Poucos artistas teorizaram tanto sobre arte e, mais concretamente, sobre a sua própria criação artística quanto Mark Rothko. Para a dramaturgista Vera San Payo de Lemos, a grande virtude de Vermelho, de John Logan, foi “tratar com muito rigor o legado intelectual de Rothko, registado em inúmeros ensaios, palestras e correspondência.” Apesar de se tratar de uma ficção histórica, “o texto altera pouco os dados históricos e manifesta um conhecimento aprofundado do pensamento de Rothko.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em 1903, em Dvinsk, na Rússia, Marcus Rothkowitz, nome de baptismo de Rothko, é o quarto filho de um farmacêutico judaico que emigra em 1910 para os Estados Unidos da América. Em 1913, a família junta-se a ele e estabelecem-se em Portland, Oregon. Ao longo do seu percurso escolar, Rothko demonstra grande interesse pelo estudo da arte, do teatro e dos clássicos, garantindo uma bolsa de estudos que o leva a ingressar na Yale University, onde estuda com Max Weber. Acabará por abandonar Yale, em 1923, sem ter concluído o curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paixão pelo teatro levam-no a Nova Iorque onde tenta ingressar, embora sem sucesso, no American Laboratory Theater. Acaba por matricular-se na New School of Design e, entre 1925 e 1928, trabalha como ilustrador gráfico. Expõe pela primeira vez em 1928, ao lado de Milton Avery, que se tornará seu mestre e amigo. Em 1933, Rothko tem a sua primeira exposição individual em Nova Iorque, na Contemporary Art Gallery.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1935, ao lado de Adolf Gottlieb funda o grupo The Ten que se baseia nos princípios da pintura realista, na exploração do expressionismo e da pintura abstrata, opondo-se ao conservadorismo dos círculos artísticos da época. Dez anos depois, Rothko é um pintor aclamado e expõe nas mais conceituadas galerias de Nova Iorque. Em 1952, surge ao lado de Clyfford Still e Jackson Pollock na exposição Fifteen Americans, no MoMA. Em 1958, e após alguns colegas o acusarem de “desejar obter um êxito burguês” subvertendo a sua obra, Rothko aceita uma encomenda milionária de murais para o luxuoso restaurante Four Seasons. Mais tarde, abandona o projecto e devolve a totalidade da verba recebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1961, o MoMA acolhe a primeira retrospectiva da sua obra. No ano seguinte, rescinde o contrato com a Sidney Janis Gallery em protesto contra o apoio dado por esta à pop-art. Em 1968, sofre um aneurisma e os médicos proíbem-no de pintar telas com mais de um metro de altura. Um ano depois, doa à Tate Gallery de Londres nove dos murais criados para o Four Seasons, com a premissa de que lhes seja dedicada uma sala em que possam figurar em conjunto. Suicida-se, no seu estúdio, a 25 de Fevereiro de 1970, dia em que os murais chegaram a Londres.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-1479601558987058944?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/1479601558987058944/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=1479601558987058944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/1479601558987058944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/1479601558987058944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2011/12/mark-rothko.html' title='Mark Rothko'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-LlexmHzU8TI/Tv5D71K0hLI/AAAAAAAAAXU/00kQlXzcvKI/s72-c/marcus-rothkowitz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-2450753682063516530</id><published>2011-11-26T17:24:00.012Z</published><updated>2011-11-26T23:16:53.001Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Greve Geral'/><title type='text'>Duas ou três coisas sobre ela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Jb73XqSOUKI/TtEhpEg3v3I/AAAAAAAAAXI/iOqX7WEo-lM/s1600/greve-geral.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 320px; height: 320px; text-align: center; display: block;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679357594560872306" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-Jb73XqSOUKI/TtEhpEg3v3I/AAAAAAAAAXI/iOqX7WEo-lM/s320/greve-geral.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;DA DEMOCRACIA. Não surpreende. Nada surpreende. Mesmo nada, quando alguém diz que uma greve é um direito inalienável dos cidadãos em democracia. E, depois, vêm outros e apuseram, apuseram sem parar a mesma ideia como bons democratas numa bendita democracia. Um direito inalienável dos cidadãos que, esperem que ainda falam os democratas, tem o condão de lixar a vida a quem quer trabalhar, apesar de a greve ser um direito inalienável dos cidadãos em democracia. Isso, senhores, isso de não deixar trabalhar quem quer é imperdoável! Quem se julgam os grevistas para exercer a ditadura sobre os que vão trabalhar? Raios partam os motoristas dos autocarros, os maquinistas dos comboios ou os controladores aéreos que não deviam usufruir desse direito de fazer greve ao mesmo tempo. E repetem os democratas, e os que querem ir trabalhar? E, eu grevista, devia sentir-me culpado, mas não sinto. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;DO COLECTIVO. Ganha-se muito bem em Portugal, sobretudo na função pública, poderia ser a frase que ninguém ousou dizer enquanto se percebiam os números da greve a crescer. Porém, ficou no ar a táctica do implícito, essas entrelinhas, virtude retórica de muitos reputados democratas que vão à rádio e à tv analisar a greve. Porque, voltemos ao implícito, fazer uma greve custa dinheiro a quem a faz. Que porra, é um dia de ordenado e estamos todos mais para o lado do falido que outra coisa. Mas, o que importa é dar três vivas enérgicas a quem, contra tudo e contra todos, vai trabalhar em dia de greve. Os que a fazem que a paguem e, se o que foi trabalhar alguma coisa satisfizer com o caderno de encargos dos grevistas, melhor. Quem manda esses grevistas serem ursos? Não têm outro nome, os grevistas, ursos que sacrificam um dia de salário quando, afinal, já estamos todos irremediavelmente fodidos. Para quê fazer greve, é preciso trabalhar, duas vezes trabalhar, como mandam os gajos que nos fodem. Essa coisa da luta colectiva e da solidariedade entre trabalhadores é tudo balelas do passado. Só não convém esquecer é que se houver folga na foda, os que trabalharam também mamam como os outros mamíferos que são ursos. Mas, não foi sempre assim?, pergunto, eu grevista.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;DA JUSTIÇA. Dói no bolso de quem faz greve. E no bolso do País? Os bandidos não são os tipos que proporcionaram o estado a que chegámos e, consequentemente, a greve. Bandidos são esses milhões de grevistas. E os gajos que se vão manifestar e cortam o trânsito. Se ficarmos gregos como estamos ainda vem para aí outra greve, e outra, e mais outra. Se não fossem as greves a Grécia não estaria falida e vergada como está. Que raio, direito e democracia sim, mas deixar os sindicatos levarem o País à falência não. Até porque isso do poder a andar pela rua só leva à desgraça. É preciso trabalhar para ser produtivo. Salários dignos? Qual quê. É preciso ajustarmos, ajustarmos por um Portugal ajustado aos novos tempos. Com tanto ajuste, ninguem nos agarra! E agora mais uma: honrar compromissos com credores. E outra: vergar, se preciso, os sindicatos. Tudo em nome do interesse nacional. Censuras? Referendos? Somos todos democratas, caramba. A greve sim, mas pequenina, de modo a que se consiga ir trabalhar e não se dê por ela. Até porque Portugal não pode andar a pagar greves. Malhem nos grevistas e deixem-nos trabalhar, pareceu-me ouvir lá dos lados de São Bento. Cá está, o democrata que o disse foi ouvido e avança a polícia para “malhar” nos manifestantes num directo para a tv. Mergulho no silêncio, eu grevista. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-2450753682063516530?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/2450753682063516530/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=2450753682063516530' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2450753682063516530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2450753682063516530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2011/11/duas-ou-tres-coisas-sobre-ela-greve.html' title='Duas ou três coisas sobre ela'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Jb73XqSOUKI/TtEhpEg3v3I/AAAAAAAAAXI/iOqX7WEo-lM/s72-c/greve-geral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-2899077206516736684</id><published>2011-10-27T00:57:00.009+01:00</published><updated>2011-10-31T23:28:05.484Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Sangue do Meu Sangue | entrevista João Canijo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-aINceLOW_EI/Tq6V7wHtPYI/AAAAAAAAAW8/-ojrmfFzBDY/s1600/663ee041a_024912270911.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 238px; height: 320px; text-align: center; display: block;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669633834668080514" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-aINceLOW_EI/Tq6V7wHtPYI/AAAAAAAAAW8/-ojrmfFzBDY/s320/663ee041a_024912270911.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; A 18 de Outubro, após a apresentação de &lt;em&gt;Sangue do Meu Sangue&lt;/em&gt; no Festival de Busan, na Coreia do Sul, consegui, por fim, falar com João Canijo a propósito do seu filme. Fora uma entrevista adiada pela ida do realizador a paragens tão longinquas, mas também por não querer "massacrar" alguem que estaria a padecer de &lt;em&gt;jet leg&lt;/em&gt; nos dias seguintes ao regresso. Assim, lá nos encontrámos na Casa da Imprensa, hoje sede da produtora Midas Filmes. Muito daquilo que falámos ficou de fora, nomeadamente uma nova relação de incesto no cinema de Canijo desta vez por "culpa" da Rita Blanco ou a experiência de suburbio francês vivida pelo realizador e pelo seu director de fotografia aquando dos trabalhos preparatórios de &lt;em&gt;Ganhar a Vida.&lt;/em&gt; Outras tiveram que ser suavizadas porque, aquilo que mais agrada numa conversa com o João Canijo, é ele não se coibir nunca de chamar "os bois pelos nomes" (já tinha percebido isso na primeira ocasião em que o entrevistei mas agora, pela informalidade da conversa, isso foi mais perceptível). A entrevista foi publicada na edição desta semana da &lt;a href="http://issuu.com/lisboacultural/docs/lisboacultural_233"&gt;newsletter Lisboa Cultural&lt;/a&gt;. As (excelentes)fotos são do Francisco Levita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 274px; text-align: center; display: block;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669632396512274418" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-BugE7St1HiA/Tq6UoCkpJ_I/AAAAAAAAAWw/mhclIJ3AkPI/s400/Jo%25C3%25A3o%2BCanijo%2B0030.jpg" /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A REALIDADE NÃO É UM PAÍS ESTRANHO &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Aclamado pelo público e pela crítica,&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Sangue do Meu Sangue&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;continua a ser um sucesso nas salas de cinemas nacionais e a ser celebrado nalguns dos mais destacados festivais internacionais de cinema. A mais recente obra de João Canijo é um exercício sublime de realismo, cru e visceral, onde o meio nunca se dissocia da tragédia que assombra a vida sofrida de três mulheres capazes, no limite, de tudo por amor. Após a apresentação do filme na Coreia do Sul, o realizador concedeu uma entrevista exclusiva à Lisboa Cultural onde fala do flagelo dos bairros periféricos, do agora denominado “método Canijo” e das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Depois de tanto desamor em&lt;/em&gt; Noite Escura &lt;em&gt;e&lt;/em&gt; Mal Nascida&lt;em&gt;, eis &lt;/em&gt;Sangue do Meu Sangue&lt;em&gt;, um filme sobre amor incondicional. Como é que aconteceu esta viragem?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Exactamente porque ambos, mas sobretudo o meu último filme de ficção [&lt;em&gt;Mal Nascida&lt;/em&gt; (2007)], era sobre a falta de amor. Logicamente, quis agora fazer um filme sobre o amor que não é questionado. Esse era o ponto de partida. Depois, esse amor teria de ser vivido num bairro social, da periferia da cidade. À maneira dos americanos, diria que é a história de uma mãe que arrisca perder uma filha para a salvar e de uma tia que se perde para salvar o sobrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;E porquê o bairro social?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Quis situar a acção num sítio onde as pessoas têm de lutar muito pela sobrevivência, onde não têm tempo para elaborar e racionalizar pensamentos sobre os sentimentos. Limitam-se a vivê-los e a tê-los à flor da pela, de uma maneira muito orgânica. E, era isso que me interessava, não aquele tipo de sentimentos disfarçados ou ocultos por camadas de pensamento muito elaborado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;E é assim que mergulha no Bairro Padre Cruz…&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu após muitas viagens no eixo Amadora-Sintra, onde descobri não existirem bairros sociais antigos, já que datam todos do final do século passado. No Bairro Padre Cruz encontrei uma malha urbana muito especial e descobri uma casa, não um apartamento, que tivesse sido habitada por duas ou três gerações. Isso era essencial para transmitir a ideia da família que está muito enraizada naquele meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Bairro Padre Cruz surpreendeu-o?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Apesar de ter uma certa ideia do bairro, sim porque pensava ser um aglomerado de prédios de apartamentos e descobri algo completamente diferente. Naquele que é o maior bairro social da Europa, há uma parte antiga, mais pequena, que foi a sua génese. O Bairro Padre Cruz foi construído para alojar os cantoneiros da Câmara Municipal de Lisboa e foi pensado como uma aldeia, com casinhas baixas e com uma particularidade que em nenhum bairro social do salazarismo existe: as ruas pedonais. O que é surpreendente, e tem graça, é que essas ruas têm escadas, são empedradas, sem trânsito e funcionam como pátios comuns…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O ambiente perfeito para o filme…&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Sabe que muitas vezes as coisas próximas são aquilo que não vimos, e que apenas se descobrem por acaso, ou não tanto por acaso. A minha antiga mulher-a-dias, a Sra. D. Felicidade, que trabalhou para mim durante 16 anos e que faz parte da família, vive lá, precisamente na mesma casa que a actual. Acabou por ser a filha dela a servir-me de guia no bairro, permitindo-me, durante três meses, fazer entrevistas junto da população e conhecer aquele meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como descobre aquela casa?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Aquela zona do bairro era para ser demolida (agora, devido à crise, já não vai ser). Cerca de metade daquelas casinhas estavam devolutas, portanto foi fácil ter uma casa vazia que pudéssemos remodelar e adaptar ao filme. As pessoas do bairro também nos ajudaram e a casa que escolhemos foi, por sinal, uma das primeiras que visitámos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O João estuda profundamente o meio onde se passam os seus filmes. Viveu&lt;/em&gt; &lt;em&gt;dois anos num bairro social dos arredores de Paris aquando de&lt;/em&gt; Ganhar a Vida &lt;em&gt;e percorreu centenas de bares de alterne para fazer&lt;/em&gt; Noite Escura&lt;em&gt;. É ai, no contacto directo com a realidade, que começa o “método Canijo”?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Penso que não se pode abordar um assunto que se passa num determinado meio sem o conhecer profundamente. Dou um exemplo: o Guillerme Arriaga, argumentista do [Alejandro G.] Iñarritu, quando ganhou um prémio em Cannes, foi questionado sobre o tempo que demorava a escrever um argumento; respondeu “agora que já tenho mais prática, demoro dois anos e meio”. Isto sucede porque faz exactamente a mesma pesquisa. Eu não posso falar sobre um bairro social sem conhecê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;E como aplica o “método” aos actores?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Desta vez fui mais radical e fiz exactamente como queria [risos]. O argumento foi escrito com os actores desde o início. O tema era o amor incondicional num bairro social, havia uma mãe e uma filha, definiu-se que a mãe era mãe solteira e havia uma irmã e outro filho. Depois seguiu-se a construção das personagens, com os actores a definirem profundamente quem eram e a irem trabalhar nas profissões que escolheram para as suas personagens: a Rita Blanco foi trabalhar para um restaurante; a Anabela Moreira trabalhou num cabeleireiro do Centro Comercial Babilónia, na Amadora; a Cleia Almeida e a Teresa Tavares estiveram num supermercado… Depois, fomos definindo as relações entre as personagens e as situações que poderiam acontecer…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Foi, portanto, um work in progress?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Completamente. Que acabou testado durante um mês de improvisações, já com as cenas escritas, respeitando os movimentos emocionais dessas mesmas cenas, sendo dai que saiu o guião definitivo.&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 268px; height: 400px; text-align: center; display: block;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669628999472525682" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-pJZbdKbya6Y/Tq6RiTnQMXI/AAAAAAAAAWk/Rb2XpW37SZA/s400/Jo%25C3%25A3o%2BCanijo%2B0008.jpg" /&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Deixe-me só voltar aos actores e ao desenvolvimento das personagens nas suas profissões… Até que ponto é que essa experiência dá realismo e consistência às interpretações?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que o senso comum pensa, adaptar uma personagem a um meio não é imitar figuras desse mesmo meio. O processo passa por permitir que o meio entre dentro do actor por contágio. Um exemplo simples: eu sou do Porto e já não tenho grande sotaque; se estiver lá uns dias, o sotaque e o modo de construir as frases voltam naturalmente. E, repare, não estou a imitar ninguém. Acontece, naturalmente, por contágio. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Todo este processo garante uma autenticidade perturbadora às personagens de&lt;/em&gt; Sangue do Meu Sangue &lt;em&gt;e, curiosamente, a personagem do Nuno Lopes – o dealer – surge no filme como um pai extremoso, nada fazendo antever o “monstro” que é.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Toda a autenticidade parte do trabalho e da entrega dos actores e, tal qual como na vida real, as pessoas são assim. Lembro que há uns bons anos atrás, num restaurante no Algarve, na mesa ao lado da minha, estava um edil que agora anda com problemas com a justiça a jantar com a família; não imagina como ele era um avô babadíssimo com os netos… [risos]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O filme sublinha o fascínio, por um lado, e o desconhecimento, por outro, dos mundos co-existentes na sociedade portuguesa. Refiro-me, por exemplo, à justificação que a Márcia (Rita Blanco) encontra para o caso da filha com um homem casado e bem-sucedido e o desconhecimento revelado por Maria da Luz (Beatriz Batarda), a senhora da alta-sociedade, em relação à existência de uma realidade que ela não conhece ou não quer ver.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Como em todos os meus filmes desde &lt;em&gt;Sapatos Pretos&lt;/em&gt; quero que o espectador veja uma parte do Portugal que as pessoas sabem que existe mas não conhecem. O meu cinema é político nesse sentido, porque tenho a convicção que é muito difícil pôr o português a olhar para si próprio. Lisboa, por exemplo, não é, de modo algum, aquilo que aparece nos bilhetes-postais. Eu próprio fiquei surpreendido quando descobri que o melhor do subúrbio é o bairro social – a construção selvagem, sem espaço e sem convivialidade, é muito pior. Infelizmente, os lisboetas de hoje são maioritariamente pessoas que habitam os subúrbios. E essa fórmula de eixo Amadora-Sintra já se espalhou por todo o país… vou, precisamente, fazer um documentário sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;É um director de actrizes?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Não me considero um director. Descobri há muito tempo que não se dirigem actores, trabalha-se com eles. Mas, claro que prefiro trabalhar com actrizes porque gosto dessa capacidade de entrega e de disponibilidade que é biologicamente inerente à mulher. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-2899077206516736684?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/2899077206516736684/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=2899077206516736684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2899077206516736684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2899077206516736684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2011/10/sangue-do-meu-sangue-entrevista-joao.html' title='Sangue do Meu Sangue | entrevista João Canijo'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-aINceLOW_EI/Tq6V7wHtPYI/AAAAAAAAAW8/-ojrmfFzBDY/s72-c/663ee041a_024912270911.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-6847438338271002996</id><published>2011-10-22T23:54:00.003+01:00</published><updated>2011-10-23T12:53:54.768+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Números para a desinformação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Soube-se há dias, pela imprensa, que o Banco de Portugal, essa instituição de credibilidade imaculada, concluiu que os funcionários públicos ganham 15% a mais que os trabalhadores do privado. O estudo, incólume e com toda a certeza rigoroso no uso do método cientifico, aponta o interessante número de 1.491 euros como média de ordenado no Estado e, como o horário de trabalho no público é mais reduzido que no privado, o valor hora vale, em média, 10,50 euros contra apenas 5,50 no privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estes dados soma-se uma conclusão (natural): os quadros técnicos superiores ganham mais no privado que no público; o inverso sucede quando se tratam de trabalhadores menos qualificados. Segundo a imprensa, nada mais a assinalar! Nem sequer uma explicação acerca da forma como se chegou a estes valores. Apenas o olhar sobre os resultados de um estudo que aparece menos de uma semana depois de Passos Coelho ter atacado violentamente os funcionários públicos e os pensionistas, e ter usado, precisamente, estes argumentos para legitimar o corte nos subsídios de férias e natal (até porque já toda a gente esqueceu as horas extraordinárias que vão passar a valer metade no Estado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já alguém disse, as médias são sempre muito perniciosas. Neste tipo de estudo é essencial questionar qual foi o universo-alvo. Terão sido apenas os funcionários públicos (e da administração local) ou estarão incluídos os trabalhadores das empresas públicas, institutos públicos, fundações ou outras entidades que têm regras de gestão autonomizada, muitas delas na esfera do direito privado? Repare-se que, em inúmeras instituições públicas, uma parte considerável dos contratos de trabalho obedecem a regras semelhantes às do sector privado e os ordenados não correspondem, efectivamente, às tabelas de vencimentos em vigor na administração pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro número que pairou sobre a cabeça dos portugueses ao longo da semana foi o das vítimas da medida criminosa defendida pelo Orçamento do Estado para o próximo ano: mais de 400 mil portugueses, sendo que (segundo o governo) 88%  dos pensionistas ficam fora da medida (será porque têm pensões que não atingem o ordenado mínimo nacional?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por entre os números, dados como estes escamoteiam os baixos salários que se praticam em Portugal, fragmentam o universo dos trabalhadores, corrompem a razão e legitimam uma medida que, evidentemente, também vai ter repercussão no sector privado. A imprensa portuguesa, cada vez mais amorfa e obediente a vontades estranhas à liberdade e ao direito de informar, vai fazendo o jeito e, assim, contribui para a desinformação. À boa maneira da propaganda de guerra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Apenas uma nota&lt;/em&gt;: às declarações de Passos Coelho, parafraseando Cavaco há mais de dez anos - ele que, por sua vez, usava a imagem do &lt;em&gt;Leviathan&lt;/em&gt; de Hobbes -, “atacar o monstro” não pode ser destruir o País. Neste momento, o “monstro” é o sistema com que este governo pactua e, pior ainda, protege à custa de empurrar Portugal para o sub-desenvolvimento.    &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-6847438338271002996?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/6847438338271002996/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=6847438338271002996' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6847438338271002996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6847438338271002996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2011/10/numeros-para-desinformacao.html' title='Números para a desinformação'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-8609285212227901573</id><published>2011-10-19T00:14:00.002+01:00</published><updated>2011-10-19T11:13:08.081+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Da doença nacional</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Que Portugal é um país doente já ninguém duvida. Dois sintomas claros são o silêncio e o esquecimento. Para não ser forçado a recuar aos que estão ligados ao agravamento sucessivo da maleita, não deixa de ser curioso o silêncio do ex-primeiro-ministro ou do ex-ministro das finanças que, perante os ataques deste novo governo, deveriam ter a dignidade de defender a honra. Ou então, numa postura condigna com o estatuto de antigos governantes, colocarem-se à disposição do povo, através dos múltiplos instrumentos do Estado de direito, para serem prestados esclarecimentos acerca do estado a que chegámos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente, estarei a ser assolado por algum sopro de frio islandês ao desejar pensar os ex-governantes de Portugal como gente de bem e os portugueses como um povo determinado a não pensar que a democracia se esgota nas urnas de voto. Mas, voltando à vaca fria, deixem-me confessar que gostaria de acreditar no velho provérbio “quem não deve, não teme”, bem como, em algo que deveria ser por cá muito mais do que uma abstracção, quer para os agentes políticos quer para os cidadãos. Refiro-me, naturalmente, à justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de anunciar as medidas terroristas e criminosas (como o tempo, tragicamente, dará razão a esta adjectivação!) contidas no Orçamento do Estado, no último fim-de-semana o primeiro-ministro sugeriu que quem gere mal a coisa pública deve ser julgado pelos tribunais. Apesar de todos sabermos que tal não passou de um desabafo inconsequente de alguém que seria certamente réu nesse projecto de intenção, não deixa de ser estranho o silêncio daqueles que, afinal, querem ser esquecidos. Nem que seja por momentos (para depois, à semelhança de outros, voltarem como se nada se tivesse passado), a isso chamar-se-ia &lt;em&gt;honra&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, honra e justiça são, em Portugal, matérias do silêncio e do esquecimento. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-8609285212227901573?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/8609285212227901573/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=8609285212227901573' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8609285212227901573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8609285212227901573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2011/10/da-doenca-nacional.html' title='Da doença nacional'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-658470238190837619</id><published>2011-10-13T22:18:00.004+01:00</published><updated>2011-10-14T00:43:27.626+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>E a Grécia aqui tão perto</title><content type='html'>Há quem diga, numa talvez pouco graciosa (e até mesmo sensacionalista) teoria da conspiração, que o FMI elegeu a Grécia, e consequentemente Portugal, para exercícios empíricos de pressupostos económicos inéditos. Ou seja, a gregos, mas também a portugueses, como europeus de segunda que são, serve à medida a carapuça de cobaias. Basta querer, que os homens de mão de lá, como os de cá, estão sempre à altura do mandamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se é o FMI que lidera o improvável plano mas, seja lá quem for, e montando o puzzle da inverosímil teoria, vamos percebendo que nós, os portugueses, somos mais gregos do que julgávamos. Historicamente e, sem contar com o legado cultural e filosófico herdado, durante o século XX sofremos a penumbra da ditadura; fomos praticamente contemporâneos na entrada para a CEE; fomos quase gémeos no modelo de desenvolvimento apontado pelos iluminados burocratas de Bruxelas para os nossos países; fomos perfeitos a eleger os piores políticos que, consequentemente, formaram maus governos; e, agora, partilhamos austeridade que se confunde cada vez mais com brutalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os gregos chegaram primeiro ao declínio imposto e/ou conspirado (vá-se lá saber...), os portugueses caminham vertiginosamente para os apanhar. Sendo o cinto dos trabalhadores gregos mais folgado que o dos portugueses, o desastre demorou quase dois anos a instalar-se em toda a plenitude. Por aqui, com ou sem conspiração do FMI, depois do Orçamento do Estado para 2012 apresentado por Passos Coelho, temos a garantia que vamos ser gregos mais depressa do que esperávamos. Por este caminho, a taça que não desejamos vai mesmo ser nossa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-658470238190837619?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/658470238190837619/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=658470238190837619' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/658470238190837619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/658470238190837619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2011/10/e-grecia-aqui-tao-perto.html' title='E a Grécia aqui tão perto'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-4881900363821288820</id><published>2011-07-21T22:58:00.000+01:00</published><updated>2011-07-22T16:12:24.165+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Obituário'/><title type='text'>Lucian Freud</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-H_jKModLf1M/TimRN2m5TzI/AAAAAAAAAWQ/fM60SdL8o74/s1600/freud_naked-girl-asleep.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632192476186496818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 395px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-H_jKModLf1M/TimRN2m5TzI/AAAAAAAAAWQ/fM60SdL8o74/s400/freud_naked-girl-asleep.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;em&gt;Naked girl asleep&lt;/em&gt;, II (1968)&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;I want paint to work as flesh... my portraits to be of the people, not like them. Not having a look of the sitter, being them ... As far as I am concerned the paint is the person. I want it to work for me just as flesh does&lt;/strong&gt; - &lt;/em&gt;Lucian Freud (1922 - 2011)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-4881900363821288820?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/4881900363821288820/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=4881900363821288820' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/4881900363821288820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/4881900363821288820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2011/07/lucian-freud.html' title='Lucian Freud'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-H_jKModLf1M/TimRN2m5TzI/AAAAAAAAAWQ/fM60SdL8o74/s72-c/freud_naked-girl-asleep.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-7567630847420864921</id><published>2011-07-10T16:34:00.008+01:00</published><updated>2011-07-22T15:59:45.964+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Letargia Lusitana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ao contrário do expectável num Portugal crítico e são de pensamento, o governo de Passos Coelho e Paulo Portas goza, nestes dias de estio, daquilo que normalmente se designa de “estado de graça”. Perante a crise das crises, convenhamos que é obra! Ainda mais quando há à-vontade suficiente para anunciar ainda mais medidas de austeridade sob as previamente anunciadas aquando das negociações com o FMI e a União Europeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, os maquiavelismos da opinião dominante triunfaram ao enformar os portugueses no discurso da inevitabilidade das medidas (o acto eleitoral de 5 de Junho foi inequivocamente demonstrativo); por outro, o governo tem sido hábil na gestão de expectativas, respondendo com agilidade populista e demagógica às sensações mais viscerais sustentadas pelos portugueses médios em relação à administração pública e à classe política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao último ponto, Passos Coelho marcou pontos ao reduzir ministros e nomear tecnocratas supostamente “independentes” para alguns ministérios nevrálgicos. A estratégia acabou por neutralizar o impacto do assalto aos lugares nas secretarias de Estado e ainda deu à opinião pública uma imagem de distanciamento da decadência dos aparelhos partidários. Acima de tudo, a cosmética montada por este governo passou por encontrar legitimação através de uma equidistância razoável dos detentores de cargos públicos das máquinas partidárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, embutido numa inteligência puramente neo-liberal e positivista, o governo procurou legitimação na ideia de inoperância do Estado, conquistando simpatias ao apontar as privatizações e a alienação de serviços públicos como medidas fundamentais. De facto, este discurso anti-Estado, que tem ressoado ao longo de décadas, instituiu esse mesmo Estado como grande inimigo do &lt;em&gt;glam&lt;/em&gt; pequeno-burguês que qualquer português, com rendimentos nivelados na média nacional, nutre pelo sector público e pelos seus agentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado desta estratégia está à vista no estado de letargia em que os portugueses vivem perante o maior ataque de sempre aos direitos dos trabalhadores, ao Estado e ao País. Privatizações, alienação de posições de defesa da soberania nacional em sectores estratégicos da economia, cortes salariais, desvalorização e ataques à função pública são apenas algumas das medidas que parecem ser encaradas como inevitáveis, e até como sinal de “modernização” de Portugal. É incrível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto se desmonta o País para o vender em pedaços, vão acontecendo os casos de "lana-caprina", tipo Fernando Nobre e eleição da primeira mulher como Presidente da Assembleia da República, ou ainda o “terrível” ataque dos braços armados da especulação financeira que nos vão considerando “lixo". E, enquanto esfregamos um olho, a austeridade avança em nome da defesa do interesse nacional, sem que na realidade se mexa uma palha para defender o País e o povo português. Bem pelo contrário, como demonstra o desinvestimento político e financeiro em tudo aquilo que poderia retirar Portugal do descalabro em que mergulhou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-7567630847420864921?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/7567630847420864921/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=7567630847420864921' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7567630847420864921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7567630847420864921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2011/07/letargia-lusitana.html' title='Letargia Lusitana'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-3989157003618300546</id><published>2011-06-13T21:57:00.004+01:00</published><updated>2011-06-13T22:12:37.289+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memória'/><title type='text'>Seis anos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-S-3eZAsbxGU/TfZ5vmq7NPI/AAAAAAAAAWI/NOvOKXc6UXM/s1600/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617811443932673266" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-S-3eZAsbxGU/TfZ5vmq7NPI/AAAAAAAAAWI/NOvOKXc6UXM/s400/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;É urgente inventar alegria,&lt;br /&gt;multiplicar os beijos, as searas,&lt;br /&gt;é urgente descobrir rosas&lt;br /&gt;e rios e manhãs claras.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eugénio de Andrade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fico a pensar que o País não os pode esquecer nunca. Morreram há seis anos atrás e não vislumbro na imprensa de hoje uma linha sobre eles. Apenas seis anos passados...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-3989157003618300546?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/3989157003618300546/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=3989157003618300546' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/3989157003618300546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/3989157003618300546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2011/06/seis-anos.html' title='Seis anos'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-S-3eZAsbxGU/TfZ5vmq7NPI/AAAAAAAAAWI/NOvOKXc6UXM/s72-c/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-6905922037916662365</id><published>2011-06-05T23:51:00.010+01:00</published><updated>2011-06-06T00:53:39.535+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Nota breve sobre as legislativas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3xyWnTeFk_w/TewSHJAKF_I/AAAAAAAAAWA/HH86d3z-ZZU/s1600/x.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 193px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614882749309130738" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-3xyWnTeFk_w/TewSHJAKF_I/AAAAAAAAAWA/HH86d3z-ZZU/s400/x.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passos Coelho, uma mistura de espírito intelectual tipo Sócrates com a mirabolante vaga ideia de ser tão ou mais liberal que os liberais nórdicos, ganhou as eleições e vai casar o seu partido, “&lt;em&gt;liberal na economia, conservador nos costumes&lt;/em&gt;”, com aquele partido que vive de um homem só. Em suma, digamos que a direita voltou ao Poder, se bem que nunca de lá saiu nas últimas décadas. A agravar, as linhas da governação estão todas traçadas por imposição externa, se bem que a promessa é fazer ainda mais que o anunciado (ou seja, usando a transaparente “opinação” de Maria João Avillez há duas horas atrás, “&lt;em&gt;temos que varrer esse entrave que são os direitos adquiridos&lt;/em&gt;”). &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Dada a hora tardia e o nervosismo das decepções democráticas, quero apenas deixar a minha indignação sobre uns quantos amigos que, não escondendo a aproximação ao PS, estão a dirigir a sua fúria contra o PCP – o BE parece não entrar nas contas após o trambolhão de hoje. Em suma, culpabilizam a esquerda que chamam “extremista e retrógrada” por não alinhar com a sua “&lt;em&gt;esquerda moderna&lt;/em&gt;”, e assim ter aberto o caminho à direita. Sem me querer alongar numa matéria extensa e repleta de factos, sugiro apenas que, nesta noite cinzenta de verão, façam da insónia um acto de reflexão. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Para começar, questionem que esquerda é esta que, ao longo de seis anos (não vale sequer a pena discutir Soares ou Guterres), governou o País. Questionem o que é ser a “&lt;em&gt;esquerda moderna&lt;/em&gt;” e tracem um paralelo com as governações ultra liberais de direita na Europa. Questionem porque se lesa o Estado e se penalizam os mais fracos quando se opta por salvar as mais-valias dos accionistas das grandes empresas. Questionem quase tudo o que andaram a fazer ao longo destes anos e vejam o estado a que chegámos. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Temos o direito de mudar de vida e, um dia, queremos crer que o querer também. Por ora, vamos chamando a estes que chegam &lt;em&gt;a&lt;/em&gt; direita, sabendo que se fosse com a “&lt;em&gt;esquerda moderna&lt;/em&gt;”, de Sócrates e companhia, o caminho não seria muito diferente. Por isso, há quem se recusa a alinhar e a proteger essa desonesta e falaciosa retórica apregoada em nome de algo que não existe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-6905922037916662365?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/6905922037916662365/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=6905922037916662365' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6905922037916662365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6905922037916662365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2011/06/nota-breve-sobre-as-legislativas.html' title='Nota breve sobre as legislativas'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-3xyWnTeFk_w/TewSHJAKF_I/AAAAAAAAAWA/HH86d3z-ZZU/s72-c/x.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-3729797211658410519</id><published>2011-04-24T00:14:00.003+01:00</published><updated>2011-04-24T00:17:53.597+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>A impostura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Conta Boaventura Sousa Santos, à saída da reunião com os representantes do FMI/BCE/UE no papel de director do Observatório para a Justiça, que se sentiu perante um interrogatório durante a reunião que com eles manteve. O tom sobre o modo como a troika tem conduzido as audições só pode surpreender os mais incautos. O próprio representante do Comércio e Serviços considerou mesmo que “a troika é bastante hermética” e houve quem deixasse escapar que a postura “está longe de ser a de alguém que vem negociar”. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não deixa de ser caricato que se vá ouvindo e lendo por aí que estas audições têm um carácter negocial e, como se ouviu a um ex-dirigente do PSD, a troika define-se enquanto “um conjunto de negociadores” das referidas instituições. Em suma, “negociações” e “negociadores” são, nesta matéria, imposturas retóricas que parecem fazer subir a cotação dos que se rendem a uma espécie de beija-mão em nome de eventuais proveitos próprios. Nada mais. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;As reuniões mantidas com os partidos políticos vão no mesmo sentido. O PSD está, no essencial, com o receituário da troika, pelo que terá sido isso que Catroga terá anunciado; Paulo Portas, com a habitual argúcia do discurso de campanha, fez gala em referir que lembrou os “negociadores” das limitações constitucionais e da absoluta necessidade de travar as grandes obras públicas. Todos felizes, consideraram-se parte das “negociações”. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;À margem da impostura, o PCP e o BE recusaram o folclore montado em torno deste circo. Com razão, apesar do coro de vaias que depressa alastrou, e que em tempos de disputa eleitoral pode fazer mossa. Lucidamente, a esquerda denunciou as pretensas “negociações” e lembrou que cabe ao governo legitimamente eleito (e ainda em funções) ter uma verdadeira palavra negocial. E, perante a humilhação e o rebaixamento desta situação para Portugal, haja quem tenha uma resposta de verdade contra a impostura, em respeito pelo País e pelo povo português. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-3729797211658410519?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/3729797211658410519/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=3729797211658410519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/3729797211658410519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/3729797211658410519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2011/04/impostura.html' title='A impostura'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-6875122422803153584</id><published>2011-04-19T12:46:00.006+01:00</published><updated>2011-04-24T00:18:34.927+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>48</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zwUUoxZJRXk/Ta12KI_46UI/AAAAAAAAAVk/dQQUo0bryl0/s1600/48_CARTAZ%2BMEDIA.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 278px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5597259828477618498" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-zwUUoxZJRXk/Ta12KI_46UI/AAAAAAAAAVk/dQQUo0bryl0/s400/48_CARTAZ%2BMEDIA.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ntre as múltiplas inquietações colocadas ao espectador perante &lt;em&gt;48&lt;/em&gt;, a primeira talvez seja perceber o que é que a fotografia mostra e, simultaneamente, oculta, sugerida pelo tipo de emoção que assalta o oprimido no momento em que o opressor o faz pousar para um retrato. Cada foto de cadastro vinda dos arquivos da polícia política tem um rosto que conta uma história maculada de dor, sofrimento, humilhação e medo; mas reserva, também, uma inacreditável capacidade de resistência perante a violência. Porque, assim se pode contar a história de um país ao longo de 48 anos de ditadura. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Aclamado em dezenas de festivais de cinema nacionais e internacionais, vencedor de vários prémios – incluindo o Grande Prémio do Festival de Réel, em França, e o Prémio FIPRESCI no Dok Leipzig, Alemanha –, o filme de Susana de Sousa Dias parte das fotos de cadastro dos presos políticos para estruturar, através da imagem, ou na ausência dela, e da palavra, ou nos silêncios, um olhar transversal sobre a ditadura. Não se confinado apenas à experiência da tortura exercida nos cárceres da PIDE, o filme propõe, pela sua cadência e forma, um convite à reflexão prolongada sobre o modo como o regime manipulava a ordem social, se impunha na vida privada e exercia o poder através do medo e da violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;excerto do artigo publicado na edição 208 da Lisboa Cultural, de 18 de Abril de 2011&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-6875122422803153584?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/6875122422803153584/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=6875122422803153584' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6875122422803153584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6875122422803153584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2011/04/48.html' title='48'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zwUUoxZJRXk/Ta12KI_46UI/AAAAAAAAAVk/dQQUo0bryl0/s72-c/48_CARTAZ%2BMEDIA.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-8724696293246832663</id><published>2011-03-11T22:41:00.008Z</published><updated>2011-03-12T00:18:10.835Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Tempos num País à rasca</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-T_rR7LxPApk/TXq2u5Mjm7I/AAAAAAAAAVc/y77UAE810yw/s1600/socrates_teixeira_dos_santos_FotoLusa.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582975604822875058" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-T_rR7LxPApk/TXq2u5Mjm7I/AAAAAAAAAVc/y77UAE810yw/s400/socrates_teixeira_dos_santos_FotoLusa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A pouco mais de 24 horas da manifestação da “geração à rasca” e a oito dias da manifestação nacional da CGTP-IN (naquele que será denominado o “&lt;em&gt;dia da indignação e protesto&lt;/em&gt;”, 19 de Março) José Sócrates e Teixeira dos Santos anunciam mais uma versão (a quarta) do famigerado PEC, o desastroso “plano” que arruína o País e a grande maioria dos portugueses, mas parece fazer crescer as maiores fortunas nacionais, conforme noticia o &lt;a href="http://www.dn.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1803310"&gt;Diário de Notícias &lt;/a&gt;na sua edição de hoje. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Tal acontece cerca de 36 horas passadas sob a tomada de posse de Cavaco Silva para mais um mandato, onde o já habitual discurso dúbio e inconsequente fez, por mero tacticismo politiqueiro, pairar algum incómodo no partido do Governo. Talvez por isso, Sócrates e Teixeira apresentaram o PEC 4 sem dar &lt;em&gt;cavaco&lt;/em&gt; ao Presidente da República, horas antes da chegada a Bruxelas para a Cimeira da Zona Euro, onde o &lt;em&gt;capataz&lt;/em&gt; da Senhora Merkel, Durão Barroso, se regozijou pelo novo pacote de medidas de austeridade, tidas como “muito importantes para convencer os mercados”. A meio da tarde, os “&lt;em&gt;mercados&lt;/em&gt;” respondiam a Barroso com as taxas de juro a atingir quase 8% na dívida portuguesa a cinco anos.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Entre tempos, e perante o autismo de um Primeiro-Ministro acossado que já não se coíbe de disparar em todas as direcções e um Presidente da República que sempre foi parte da causa do problema e nunca uma solução, o Bloco de Esquerda ainda apresentou uma moção de censura chumbada à nascença. Apesar de toda a oposição parlamentar bradar em uníssono pelos “pobres portugueses”, e da direita vir o aplauso ao discurso de véspera de Cavaco Silva – onde até coube o aviso de estarmos a ultrapassar o “&lt;em&gt;limite do suportável&lt;/em&gt;” quanto aos planos de austeridade –, foi claro para todos que, não obstante termos um Governo que já não existe (e aquilo que resta responde a Berlim, não aos portugueses), os aliados no desastre nacional preferem manter a maçã podre ao invés de evitar que os efeitos do mal nos leva por um caminho sem retorno.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Por tudo isto, e mais do que nunca, é tempo de sair à rua no dia &lt;strong&gt;12&lt;/strong&gt; e no dia &lt;strong&gt;19&lt;/strong&gt;. Não somente em nome de uma “geração à rasca” (por sinal qualificada, precarizada e mal paga), mas em nome de todos aqueles a quem as lógicas perniciosas deste sistema depredador não se cansam de empurrar para o empobrecimento e a exploração. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-8724696293246832663?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/8724696293246832663/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=8724696293246832663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8724696293246832663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8724696293246832663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2011/03/tempos-num-pais-rasca.html' title='Tempos num País à rasca'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-T_rR7LxPApk/TXq2u5Mjm7I/AAAAAAAAAVc/y77UAE810yw/s72-c/socrates_teixeira_dos_santos_FotoLusa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-3448463213935888346</id><published>2011-01-16T22:51:00.007Z</published><updated>2011-01-17T14:02:50.596Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>O Amor e a Revolução segundo o jovem Brecht</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TTN2se4-TVI/AAAAAAAAAU8/BiJJoD0C7-s/s1600/tnsj_TamboresnaNoite_mupi%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562920471311043922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 244px; CURSOR: hand; HEIGHT: 335px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TTN2se4-TVI/AAAAAAAAAU8/BiJJoD0C7-s/s400/tnsj_TamboresnaNoite_mupi%255B1%255D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;scrita nos finais da década de 1910, na ressaca da I Guerra Mundial e da Revolução Bolchevique na Rússia, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tambores na Noite&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é uma das primeiras peças escritas por Bertolt Brecht, à época tido como um poeta boémio, assaz leitor de Rimbaud, mulherengo e anarquista. Segundo testemunhos posteriores do autor, o texto foi tido como “&lt;em&gt;um perfeito exemplo da vontade humana&lt;/em&gt;”, renegado pelo próprio alguns anos mais tarde por sentir que apenas o escrevera por necessidade de dinheiro. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Na verdade, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Tambores da Noite&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (que, ao que se sabe, Brecht nunca encenou), foi um sucesso junto do público burguês, algo que o autor lamentava pelo motivo de que “&lt;em&gt;aquelas pessoas que entusiasticamente me queriam vir apertar a mão eram precisamente o pacote de gente ao qual eu tinha desejado dar um murro na cara&lt;/em&gt;”. Como se o teor de uma peça que pretendia surtir o efeito de desmascarar “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;pecados mortais da pequena burguesia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”, acabasse por atingir o público como balas de “&lt;em&gt;um canhão que dispara miolo de pão&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;As motivações financeiras de Brecht manifestam-se, segundo o próprio, na introdução de uma história de amor que seria suficiente para suscitar o “&lt;em&gt;interesse público&lt;/em&gt;”. Mas, a trama amorosa que serve de fio condutor a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tambores na Noite&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; acaba por ser uma denúncia feroz, provavelmente imprevista pelo próprio autor e até pouco perceptível pelo público burguês que aclamara a peça à época da estreia.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Tendo como cenário a cidade de Berlim, aquando da revolta dos espartaquistas, em 1918, a história de amor que une a filha de uma família pequeno-burguesa, Anna Balicke (Sara Carinhas), ao noivo que se julgava morto na guerra, Andreas Kragler (Paulo Freixinho), é corrompida pela decadência dos hábitos burgueses, pejados de vícios privados e de insanáveis contradições, às quais Brecht não se coibe de fazer uma crítica impiedosa. O olhar sobre a moralidade burguesa acaba mesmo por encontrar uma vítima, Anna, uma personagem talhada para fazer do homem "&lt;em&gt;não um objecto de uso comum mas sim um artigo de luxo barato&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas acaba por ser nessa mesma teia viciosa que rodeia Kragler – um anti-heroi brechtiano por excelência – no regresso à pátria (onde acaba engastado na revolta proletária e incerto dos seus sentimentos e motivações amorosas) que vai acabar por fazê-lo vacilar, preferindo ficar com Anna, mesmo sabendo-a grávida de outro homem. Como sublinhou Brecht em carta a George Grosz, aquilo que “&lt;em&gt;interessava era obviamente a questão da posse&lt;/em&gt;” como algo que surge transversalmente aos hábitos burgueses e aos acessos dos proletários revoltosos, e que com algum cinismo se poderia resumir num famoso alerta proferido outrora pelo próprio: “&lt;em&gt;Não se ponham com esse olhar tão romântico&lt;/em&gt;!” &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Cumprindo a tradição do melhor Brecht que vai voltando a surgir nas salas portuguesas, a encenação de Nuno Carinhas, apesar de um ou outro excesso, propõe uma abordagem apurada a um texto onde é possível descortinar todas as características do teatro brechtiano, embora entroncadas numa estimulante dose de caos e incerteza. A imaginação faz-se elemento essencial num espectáculo onde, a par do “&lt;em&gt;drama familiar e burguês contaminado pelo que se passa no exterior&lt;/em&gt;”, persiste o fascínio pela visão poética do jovem Brecht, como se na última cena (de uma beleza plástica notável), ao som de &lt;em&gt;Innocent when you dream&lt;/em&gt; de Tom Waits, se encerrasse a síntese de todo um universo. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Versão integral do artigo publicado na edição 195 da Lisboa Cultural (17 de Janeiro de 2011) a propósito da estreia, em Lisboa, da produção do Teatro Nacional de Sâo João, no TNDM II.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Nota final: esta versão inclui, evidentemente, aspectos críticos que não surgem na versão publicada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-3448463213935888346?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/3448463213935888346/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=3448463213935888346' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/3448463213935888346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/3448463213935888346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2011/01/o-amor-e-revolucao-segundo-o-jovem.html' title='O Amor e a Revolução segundo o jovem Brecht'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TTN2se4-TVI/AAAAAAAAAU8/BiJJoD0C7-s/s72-c/tnsj_TamboresnaNoite_mupi%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-2589508468220127375</id><published>2010-12-21T18:12:00.004Z</published><updated>2011-01-05T23:52:03.115Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Angel City</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553200804175914322" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TRDutZNRpVI/AAAAAAAAAUo/SKYdzEChV84/s400/Angel%2Bcity%2B2.jpg" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Deserto de Almas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A dramaturgia de Sam Shepard regressa aos palcos da capital com &lt;em&gt;Angel City&lt;/em&gt;, numa produção d´A Barraca, encenada por Rita Lello. Uma comédia negra acerca da Hollywood dos grandes estúdios, que propõe uma reflexão inquietante sobre as fragilidades da condição humana.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Apesar de escrito na década de 1970, e ser considerada uma peça menor no reportório do dramaturgo norte-americano Sam Shepard, &lt;em&gt;Angel City&lt;/em&gt; parece ter ganho com o passar do tempo uma dimensão muito mais premente do que aquela que lhe foi reconhecida à época. Como parábola ao poder que de cima se impõe aos seus súbditos, a acção da peça desenrola-se numa penthouse sobre a “cidade dos anjos”, onde numa grande janela (ou tela de cinema) se projectam imagens povoadas por personagens aprisionadas nas suas próprias ambições, quase despojadas de identidade, que funcionam como “amostra de uma sociedade voraz e autofágica”, o que, nas palavras da encenadora Rita Lello, confere ao texto de Shepard uma “radical universalidade”. &lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Numa análise focalizada, a peça é um olhar corrosivo ao modo depredador como os grandes estúdios de Hollywood exercem as suas lógicas de mercado sobre os argumentistas, afectando “uma forma de arte legítima” [Sam Shepard] como é a escrita para cinema. Algo que hoje, perante todos os vícios da produção de filmes em Hollywood, parece ganhar uma ainda mais evidente actualidade. Num sentido mais lato, &lt;em&gt;Angel City&lt;/em&gt; propõe uma reflexão sobre as vicissitudes do processo criativo perante a incapacidade de resistência humana ao desejo de dinheiro e poder. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;As personagens são prisioneiras das suas próprias ambições, subjugadas ao poder de Wheeler, um empresário da indústria de cinema, que não se coíbe em afirmar “Eu sou o negócio, Eu estou no cinema; Eu planto imagens nas cabeças das pessoas… eu espalho-lhes a doença; Eu tenho esse poder”. Aparentemente longe de se deixar engolir pelo deserto de valores que rodeia Wheeler (Ruben Garcia) e os seus acólitos, Rabbit Brown (Sérgio Moras), um jovem argumentista fora do “sistema”, é desafiado a salvar um filme que personifica toda a ambição desmedida do empresário. A grande dúvida é saber até quando o artista conseguirá suportar as suas próprias fragilidades e não sucumbir à irresistível avidez do poder.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;foto de João Carvalho &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://issuu.com/lisboacultural/docs/newsletter_193"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 237px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558852569623015554" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TSUC9cMlsII/AAAAAAAAAU0/kJki3dxDdKw/s320/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;artigo publicado na edição 193, de 3 de Janeiro de 2011, da Lisboa Cultural &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-2589508468220127375?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/2589508468220127375/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=2589508468220127375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2589508468220127375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2589508468220127375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/12/angel-city.html' title='Angel City'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TRDutZNRpVI/AAAAAAAAAUo/SKYdzEChV84/s72-c/Angel%2Bcity%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-6532631593827668758</id><published>2010-12-05T15:35:00.009Z</published><updated>2010-12-08T20:50:42.900Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>A reserva moral da Nação e as opções de classe</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TPuzOdP9VBI/AAAAAAAAAUg/rn3kidqVxLw/s1600/cavaco6aq.png"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 393px; DISPLAY: block; HEIGHT: 278px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547224426988000274" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TPuzOdP9VBI/AAAAAAAAAUg/rn3kidqVxLw/s400/cavaco6aq.png" /&gt;&lt;/a&gt;Os cenários de crise profunda têm quase sempre a virtude (e a tragédia) de revelar, com uma lucidez progressivamente impressiva, o estado de decrepitude em que os povos mergulham. Hoje, e no confronto com uma crise económica e financeira, clarificam-se opções pretéritas e, inevitavelmente, as suas repercussões acabam por pôr a nu a crise do regime político, a decadência moral das elites e o estado de insatisfação de um povo. Sem recusar o determinismo histórico e as consequências futuras desta conjuntura, parece ser cada vez mais evidente que a verdadeira crise está agora a impor-se e que as suas réplicas vão progressivamente fazer cair as máscaras nos tempos próximos, o que conduzirá necessariamente à mudança e à ruptura. Mas, isso levar-nos-ia por um outro caminho que aqui não se pretende, para já, explorar.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A crise portuguesa ainda não está integralmente interiorizada, independentemente da percepção cada vez mais flagrante de que a nossa vida não mais voltará àquilo que foi nos últimos anos. Os sinais são evidentes, até no discurso popular e nas manifestações de insatisfação quase generalizada, demonstrada, a exemplo, de um modo activo na última greve geral ou até nesse preocupante e explosivo estado de anomia em que os portugueses parecem submergir, mesmo quando são atacados por todos os lados. Até porque, à semelhança dos santos com pés de barro, também o regime vai tentando criar representações que incorporem uma reserva moral para resistir e manter no silêncio das “inevitabilidades” uma legitimação popular. Precauções, antes que estale e se esboroe em mil pedaços, em nome de evidentes opções de classe.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A actual reserva moral da Nação, segundo os fazedores de opinião do País, é bem sintomática do estado de decadência deste nosso povo peninsular. O seu nome é Aníbal Cavaco Silva, ex-Ministro das Finanças, ex-Primeiro Ministro, actual Presidente da República e, uma vez mais, candidato a Chefe de Estado para que, imagine-se o desplante, continue a fazer com que as coisas não fiquem pior do que estão. Para se ser esta “reserva moral” em quem os portugueses confiam é necessário que o santo pareça autêntico e que as décadas de responsabilidade na governação do País se tornem matéria de mistificação, conduzindo mesmo a personagem à negação daquilo que efectivamente é: o político profissional português com mais anos em cargos públicos de relevância executiva e governativa.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Perante a encarnação em Cavaco Silva da figura de inevitável “reserva moral da Nação”, é difícil não sentir que o País se encontra numa crise ainda mais profunda do que aquela que os dados da economia apontam. A nossa própria tendência sebastianista na espera daquele que nos guia, leva-nos a perdermo-nos no nevoeiro enleante que resguarda quem obrigatoriamente devíamos reconhecer. E, esta acaba por ser a maior tragédia deste povo, mesmo em tempos de crise. Cavaco Silva aparece nas sondagens como vencedor das Presidenciais do próximo ano logo à primeira volta, e toda uma máquina de propaganda eficazmente oleada, branqueia com uma impunidade imoral as suas responsabilidades, como se debaixo daquilo que diz não poder controlar tivesse as mãos limpas. Como as de Pilatos, acrescentaria.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A classe que aposta em Cavaco Silva e arrasta os portugueses com ela personifica este inefável e destrutivo “centrão” que corrói Portugal. A reserva moral que elegeram é a mesma que, impávida e serena, ataca o povo português com a austeridade e não age quando se procura justiça e equilíbrio nos sacrifícios pedidos perante as ameaças externas, personificadas pelo grande capital financeiro internacional e pelo directório de interesses que domina a União Europeia. É um autêntico mundo ao contrário, onde ninguém ousa julgar à luz da lei a redução de salários nem os milhares de despedimentos fraudulentos, mas que brada um &lt;em&gt;aqui d´el rei &lt;/em&gt;se os “princípios jurídicos” forem violados na taxação de milhões de euros aos accionistas das grande empresas.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A opção de classe – e, importa nestes tempos difíceis não temer o uso de termos que, efectivamente, se procuraram diluir na espuma das decadentes sociais democracias europeias – ficou bem vincada na última quinta-feira, no Parlamento, quando uma proposta do Partido Comunista Português, visando penalizar o estratagema usado pelas maiores empresas nacionais cotadas em bolsa na antecipação da distribuição de dividendos aos accionistas, foi chumbada. Com a anuência dramática da bancada do Partido Socialista (foram precisas hábeis jogadas de bastidores, e até mesmo a chantagem, para que a proposta não fosse votada favoravelmente), a fuga ao fisco de milhões e milhões de euros foi legitimada, mascarada prontamente com as opiniões dos seus fazedores nas fronteiras da legitimidade do ordenamento jurídico tributário vigente em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547224423234847026" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TPuzOPRIwTI/AAAAAAAAAUY/kFnwdqY3B5c/s400/parlamentoAP.jpg" /&gt;Miséria de imprensa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O caso do chumbo à proposta do PCP foi louvado em Editorial, na edição de sexta-feira do jornal Público. Intitulado “&lt;em&gt;A lei é dura, mas não deixa de ser lei&lt;/em&gt;”, começa com um &lt;em&gt;lead&lt;/em&gt; bem elucidativo da manobra de legitimação do sentido de voto da direita parlamentar, constituída por PS, PSD e CDS: “&lt;em&gt;Mais importantes do que os valores morais, o que deve ser atendido na antecipação dos dividendos é a lei&lt;/em&gt;”. O texto prossegue aflorando o conflito entre “&lt;em&gt;uma certa visão da moral pública e o primado da lei num Estado de Direito&lt;/em&gt;”, conduzindo o leitor para a imperiosa necessidade da “&lt;em&gt;universalidade da lei e da igualdade dos cidadãos face às suas imposições&lt;/em&gt;”. Para concluir, podemos ler uma frase bem à medida do beijo à mão do dono (por acaso o Grupo Sonae): “&lt;em&gt;Pode não ser a solução mais simpática num país onde a maioria dos cidadãos foi condenada a perder rendimento; mas qualquer iniciativa legal feita à medida para a travar poderia ter ainda efeitos mais nefastos&lt;/em&gt;”. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;No seu estilo de ultra-liberal ressabiado, o antigo director do mesmo jornal, José Manuel Fernandes assina, numa pequena caixa, o seu contentamento face ao chumbo da proposta comunista, tido como uma boa notícia porque “&lt;em&gt;por mais popular que fosse a proposta – em Portugal é sempre popular taxar os supostos ricos a torto e a direito… –, ela corresponderia à violação de um princípio básico de estabilidade do quadro legal fundamental ao exercício de qualquer actividade económica&lt;/em&gt;”. Numa analogia ao grupo económico do patrão, Fernandes remata: “&lt;em&gt;porque a decisão de taxar os dividendos das SGPS é idiota e só as levará a mudarem as suas sedes para outros países, nomeadamente para a Holanda&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O que não deixa de ser interessante nesta incondicional defesa dos princípios jurídicos do Estado de direito pela parte dos jornalistas que assinam estas colunas é o artigo da página 3 daquela edição do Público. Ali pode ler-se num antetítulo que os “&lt;em&gt;Fiscalistas&lt;/em&gt; (estão) &lt;em&gt;divididos sobre tributação&lt;/em&gt;” logo, as conclusões tão conclusivas do editorial do jornal e do “opinador” Fernandes parecem enfermar em excesso de zelo. Independentemente disso, o que interessa realçar é que com uma conivência imoral da nossa miserável imprensa, a moral pouco importa nestas questões. Noutras, nomeadamente naquelas que têm a ver com direitos de trabalhadores, o debate nunca atinge este nível de veemência na defesa do Estado de direito e nos princípios de defesa do ordenamento jurídico português.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Fica a dúvida para os portugueses se, perante uma indesmentível opção de classe por parte da direita parlamentar, a “reserva moral” da Nação não deveria ter uma palavra clara a dizer. Ou não fosse ela, segundo se diz, o próprio Presidente da República. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-6532631593827668758?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/6532631593827668758/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=6532631593827668758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6532631593827668758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6532631593827668758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/12/reserva-moral-da-nacao-e-as-opcoes-de.html' title='A reserva moral da Nação e as opções de classe'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TPuzOdP9VBI/AAAAAAAAAUg/rn3kidqVxLw/s72-c/cavaco6aq.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-8119413929622441738</id><published>2010-11-25T21:53:00.003Z</published><updated>2010-11-25T22:19:18.596Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Greve Geral'/><title type='text'>Greve Geral - Registos#5</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TO7cNldBWDI/AAAAAAAAAUQ/WF1evdOeIfk/s1600/IMGP2158.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 349px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543610317289904178" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TO7cNldBWDI/AAAAAAAAAUQ/WF1evdOeIfk/s400/IMGP2158.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TO7cNaXeFRI/AAAAAAAAAUI/oEAF1XKAAEw/s1600/IMGP2155.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 389px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543610314313831698" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TO7cNaXeFRI/AAAAAAAAAUI/oEAF1XKAAEw/s400/IMGP2155.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt; 24 de Novembro - &lt;strong&gt;Paços do Concelho&lt;/strong&gt; - fotos: FB&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-8119413929622441738?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/8119413929622441738/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=8119413929622441738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8119413929622441738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8119413929622441738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/11/greve-geral-registos5.html' title='Greve Geral - Registos#5'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TO7cNldBWDI/AAAAAAAAAUQ/WF1evdOeIfk/s72-c/IMGP2158.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-8717776534233831350</id><published>2010-11-25T21:35:00.002Z</published><updated>2010-11-25T21:47:21.341Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Greve Geral'/><title type='text'>Greve Geral - Registos#4</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TO7YvAF6BbI/AAAAAAAAAT4/PM4IXo7_79A/s1600/IMGP2144.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 339px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543606493329884594" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TO7YvAF6BbI/AAAAAAAAAT4/PM4IXo7_79A/s400/IMGP2144.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TO7YupkWhTI/AAAAAAAAATw/tj5EVSCbThU/s1600/IMGP2150.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543606487283565874" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TO7YupkWhTI/AAAAAAAAATw/tj5EVSCbThU/s400/IMGP2150.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TO7YtMqkeII/AAAAAAAAATo/04KzsyS2jmc/s1600/IMGP2137.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543606462345148546" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TO7YtMqkeII/AAAAAAAAATo/04KzsyS2jmc/s400/IMGP2137.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;24 de Novembro - &lt;strong&gt;Edifício Central do Município&lt;/strong&gt; - Campo Grande - fotos: FB &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-8717776534233831350?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/8717776534233831350/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=8717776534233831350' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8717776534233831350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8717776534233831350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/11/greve-geral-registos4.html' title='Greve Geral - Registos#4'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TO7YvAF6BbI/AAAAAAAAAT4/PM4IXo7_79A/s72-c/IMGP2144.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-1518831297617494473</id><published>2010-11-24T20:51:00.005Z</published><updated>2010-11-25T21:49:24.199Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Greve Geral'/><title type='text'>Greve Geral - Registos#3</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543222460833147282" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TO17dXjtKZI/AAAAAAAAATY/eWGgDhE9D0k/s400/ng1385445.jpg" /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TO17esQ4odI/AAAAAAAAATg/Dr0i18ZTVPM/s1600/ng1385603.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543222483571220946" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TO17esQ4odI/AAAAAAAAATg/Dr0i18ZTVPM/s400/ng1385603.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt; &lt;strong&gt;24 de Novembro&lt;/strong&gt; - fotos: Agência Lusa/DN&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-1518831297617494473?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/1518831297617494473/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=1518831297617494473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/1518831297617494473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/1518831297617494473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/11/greve-geral-registos3.html' title='Greve Geral - Registos#3'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TO17dXjtKZI/AAAAAAAAATY/eWGgDhE9D0k/s72-c/ng1385445.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-7830618549978762871</id><published>2010-11-24T11:47:00.004Z</published><updated>2010-11-25T21:49:43.811Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Greve Geral'/><title type='text'>Greve Geral - Registos#2</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TO16QsU21eI/AAAAAAAAATQ/kscnli-YV2Q/s1600/0000232231.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; 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MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; DISPLAY: block; HEIGHT: 233px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542878703925842866" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TOxC0FST07I/AAAAAAAAASY/-fCf_yrfnvw/s400/319463.jpg" /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; DISPLAY: block; HEIGHT: 233px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542878689901726882" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TOxCzRCszKI/AAAAAAAAASQ/IdlWCVKsHtg/s400/319462.jpg" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Aeroporto de Lisboa&lt;/strong&gt; - &lt;strong&gt;23 de Novembro&lt;/strong&gt; - fotos: Público&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-7969433827803522255?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/7969433827803522255/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=7969433827803522255' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7969433827803522255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7969433827803522255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/11/greve-geral-registos.html' title='Greve Geral - Registos'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TOxC0FST07I/AAAAAAAAASY/-fCf_yrfnvw/s72-c/319463.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-1872496828116128755</id><published>2010-10-19T16:47:00.012+01:00</published><updated>2010-10-23T19:08:33.394+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A América de Jørgen Leth</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TL29s98zSfI/AAAAAAAAASI/RT0NsaJYpIc/s1600/scenes_1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529784497722313202" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TL29s98zSfI/AAAAAAAAASI/RT0NsaJYpIc/s400/scenes_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;66 Scenes from America&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1981) e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;New Scenes from America &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(2002), recentemente exibidos no Doclisboa, são duas abordagens absolutamente obrigatórias sobre as imagens e iconografias da América. Reflexos de um olhar quase sempre estático, conduzido em planos fixos, pacientemente contemplativos, resume, em cenas liminares que têm o condão, uma a uma, de contar uma pequena história, o fascínio imanente de uma América de arranha-céus e grandes espaços. Essa América tão omnipresente, tão familiar e pejada de produções na nossa retina e no nosso imaginário. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Depois, há Andy Wharhol a comer &lt;em&gt;fast food&lt;/em&gt; do Burger King (&lt;em&gt;a seco&lt;/em&gt;, porque, confessou o realizador ao público na passada segunda feira, &lt;em&gt;ninguém se lembrara de comprar uma bebida&lt;/em&gt;) ou o barman do &lt;em&gt;Sardi´s&lt;/em&gt; (bar de Manhattan que Leth escolheu por saber que por lá paravam Gena Rowlands e John Cassavetes) a demonstrar como se faz um &lt;em&gt;bloody mary&lt;/em&gt; ou um &lt;em&gt;dry martini&lt;/em&gt;. Pelo caminho, como num &lt;em&gt;road movie&lt;/em&gt;, há uma viagem serena pela paisagem que recorrentemente evoca o génio de John Ford (Leth confessou ser um dos seus mestres), ou que mergulha no depoimento minimal de americanos comuns, ou que se fixa em pormenores da sofisticação inócua das imagens (a exemplo, a modelo loura dentro de uma limusina, com a Brooklin Bridge e Manhattan como cenário), ou que faz o retrato da paisagem material e humana da América profunda.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Vinte anos depois da primeira experiência, Leth, pressionado pelo seu câmara Dan Holmberg que mais uma vez o acompanhou, volta à América para uma sequela que resulta numa reconstrução revista e actualizada do primeiro filme. A marca da cultura &lt;em&gt;pop&lt;/em&gt; subsiste, mas menos fulgurosa (ou apenas ainda mais familiar?). Nova Iorque continua sofisticada e ilusória; ainda tem o &lt;em&gt;Sardi´s&lt;/em&gt; e, também, as &lt;em&gt;torres gémeas&lt;/em&gt; (que haveriam de desaparecer antes do final das filmagens, não surgindo numa das últimas cenas do filme – por sinal, a única em que o plano não é fixo). A outra América aparenta permanecer quase igual, estática e imutável nos seus grandes espaços, nas estradas desfocadas pelo calor ou nas pequenas cidades do deserto. Até os &lt;em&gt;cowboys&lt;/em&gt; resistem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Nas &lt;em&gt;New Scenes&lt;/em&gt;, já não há Andy Warhol &lt;em&gt;himself&lt;/em&gt;, mas ainda há Robert Frank e Dennis Hopper em carne viva, e até Elvis e Marilyn, mas em papelão! Há a música de John Cale (o ex-Velvet Underground, porque para Leth, Wharhol era um deus, e Cale &lt;em&gt;é como se fosse uma espécie de pedaço de deus que permanece aqui na terra&lt;/em&gt;), música amarga e dolente, como um requiem, surgindo a espaços. Porque afinal, há quem diga, e mesmo quem sinta, que a América toda perdeu a inocência no dia 11 de Setembro de 2001. Jørgen Leth ainda a captou, no dia em que a América a perdeu! (&lt;em&gt;apesar de andar pela América profunda quando as torres cairam&lt;/em&gt;, dixit)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-1872496828116128755?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/1872496828116128755/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=1872496828116128755' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/1872496828116128755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/1872496828116128755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/10/america-de-jrgen-leth.html' title='A América de Jørgen Leth'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TL29s98zSfI/AAAAAAAAASI/RT0NsaJYpIc/s72-c/scenes_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-7329993521542013002</id><published>2010-10-10T00:52:00.014+01:00</published><updated>2010-10-10T23:44:41.163+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>"Fab Four from Dublin"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TLEAYD2jYYI/AAAAAAAAASA/Ioe_2ZW3wXk/s1600/20101002233810(1).jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526198631111287170" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TLEAYD2jYYI/AAAAAAAAASA/Ioe_2ZW3wXk/s400/20101002233810(1).jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;az ainda algum sentido ser inocente ao ponto de vibrar com uma banda de rock´n´roll? Não sei, muito sinceramente, se sim se não, mas confesso que me continua a dar um gozo muito especial “agarrar” os U2 e tê-los comigo por perto. Talvez por isso, o concerto do último sábado, em Coimbra, foi memorável. Mais ainda, porque ali se sintetizou o reencontro pungente do poder libertador do rock com algumas das canções que fizeram a banda sonora da minha vida. Chamemos-lhe omnipresença, porque das entranhas da Irlanda católica só podia mesmo ter nascido algo divinal, e tal não se resume somente a Joyce ou a Becket, nem mesmo ao deus da contenda que a norte continua a fermentar discórdia.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Os U2 continuam a ser magnânimes. Eles existem para lá das polémicas com as posturas de “miss peace in world” de um certo Bono nos fóruns de Davos e afins, ou com os interesses algo obscuros que a marca U2 vai tendo no sentido inverso ao discurso proferido publicamente. Discurso esse que, sejamos francos, roça tantas vezes o pueril, por mais que muita gente, mundo fora, sinta Bono Vox e os seus companheiros como missionários do rock a contribuir para um mundo melhor. Não me apetece entrar por esse sinuoso caminho da controvérsia, até porque, à sombra dos dias, o que desejo é mesmo “a real glimpse of rock´n´roll”. E nisso, o mundo melhor dos U2 é, de facto, o da música que têm produzido ao longo de mais de 30 anos de grandes, muito grandes, canções.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ais de duas horas no meio de uma multidão que arreigou os temas inconfundíveis que a guitarra de um tal de The Edge não deixa de sustentar incessantemente entre uma certa tradição popular irlandesa e os recursos ilimitáveis da música pop. A ele, juntam-se um Bono teatral q.b. (mas mais humanizado e despojado de artifícios do que havia visto na Pop Mart Tour, em 1997) e os metódicos, mas discretos, Clayton e Mullen Jr. Os quatro de Dublin produzem, como já vem sendo hábito nas últimas décadas, um dos maiores espectáculos do mundo. O resto, como é devido a uma banda chamada U2, cabe ao público.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E, numa Coimbra embalada entre a tradição centenária de cidade estudantil e a “garra” irlandesa coube mesmo a harmonia perfeita entre os que actuam e os que assistem. O que seria dos U2 se, ao invés da música, tivessem ido à universidade? A resposta dos fãs poderia ser, provavelmente, a de não terem sentido a emoção de cantar um clássico como &lt;em&gt;I still haven´t found what I´m lookin´for&lt;/em&gt; perante o olhar dos seus criadores. Nem, de certo, continuaríamos a vibrar incessantemente com aqueles quase cinquentões que são, mesmo, a maior banda rock do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-39a3d65088745a61" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v10.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3D39a3d65088745a61%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331312267%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D19B313FB5F8E62F78B901A14AA330EB0D1EE16BC.64101D701965FA9564411493ED0207327F59C807%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D39a3d65088745a61%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DE7OkZTrA23vQrw6GL2L52DDz_o0&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v10.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3D39a3d65088745a61%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331312267%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D19B313FB5F8E62F78B901A14AA330EB0D1EE16BC.64101D701965FA9564411493ED0207327F59C807%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D39a3d65088745a61%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DE7OkZTrA23vQrw6GL2L52DDz_o0&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;With or without you&lt;/em&gt;. Coimbra, 2 de Outubro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;foto e video: &lt;em&gt;FB&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-7329993521542013002?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/7329993521542013002/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=7329993521542013002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7329993521542013002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7329993521542013002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/10/fab-four-from-dublin.html' title='&quot;Fab Four from Dublin&quot;'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TLEAYD2jYYI/AAAAAAAAASA/Ioe_2ZW3wXk/s72-c/20101002233810(1).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-2772030601987323148</id><published>2010-10-04T17:53:00.005+01:00</published><updated>2010-10-04T18:01:49.258+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A propósito da "Festa do Cinema Francês"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TKoHogMIu1I/AAAAAAAAAR4/sRVSSNAhj3g/s1600/capa.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524236285340334930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 309px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TKoHogMIu1I/AAAAAAAAAR4/sRVSSNAhj3g/s400/capa.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poucas cinematografias no mundo se podem orgulhar de ter exercido uma tão forte influência sobre o cinema como a francesa. A França não só “inventou”, como teve o engenho de assumir as rupturas necessárias para projectar o cinema como forma plena de expressão artística. Da escola vanguardista dos anos 20 à &lt;em&gt;nouvelle vague&lt;/em&gt;, nos anos 50 e 60, foram os franceses que criaram o realismo poético, que deu ao mundo obras tão influentes como &lt;em&gt;A Atalante&lt;/em&gt;, de Jean Vigo ou &lt;em&gt;A Grande Ilusão&lt;/em&gt;, de Renoir.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Após o fulgor da &lt;em&gt;nouvelle vague&lt;/em&gt;, com cineastas maiores como Goddard, Trauffaut ou o recentemente desaparecido Claude Chabrol, o cinema francês foi acusado de entrar numa fase de decadência, reflexo da incapacidade de evitar a colagem de rótulos muitas vezes simplistas por parte do grande público. Sem cedências ao óbvio, a França continuou a produzir cineastas de primeira linha, dos quais se destaca, a exemplo, André Téchiné, homenageado com uma retrospectiva integral na 11ª edição da Festado Cinema Francês, que esta semana se inicia em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Numa altura em que os blockbusters produzidos em Hollywood dominam a exibição comercial um pouco por toda a Europa, a Festa do Cinema Francês dá a conhecer, em Portugal, novas obras e novas tendências de uma cinematografia que, tradicionalmente, ruma contra a corrente e que, quando não se rende ao facilitismo de fórmulas importadas, mantém uma coerência assinalável, seja por via dos novos talentos que despontam, seja pela constante reinvenção de cineastas já consagrados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Texto para o editorial da edição 181 da Lisboa Cultural, publicada a 4 de Outubro&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-2772030601987323148?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/2772030601987323148/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=2772030601987323148' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2772030601987323148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2772030601987323148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/10/festa-do-cinema-frances.html' title='A propósito da &quot;Festa do Cinema Francês&quot;'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TKoHogMIu1I/AAAAAAAAAR4/sRVSSNAhj3g/s72-c/capa.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-333646319120054697</id><published>2010-09-26T01:22:00.008+01:00</published><updated>2010-09-27T21:56:32.444+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Porque lutar é um dever cívico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TJ6UfXSJhYI/AAAAAAAAAQw/iUm5ea4-Trw/s1600/IMGP0056.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 278px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521013459749799298" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TJ6UfXSJhYI/AAAAAAAAAQw/iUm5ea4-Trw/s400/IMGP0056.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; No próximo dia 29 de Setembro, a CGTP- Intersindical promove duas grandes manifestações em Lisboa e no Porto. As acções integram-se na jornada europeia de luta que terá como expressão máxima as duas grandes greves gerais marcadas pelos principais sindicatos da Grécia e da Espanha. Em causa, os planos de austeridade que se abatem sobre os trabalhadores de quase toda a Europa, sendo de sublinhar que é precisamente naqueles dois países que as medidas decretados pelos governos, sob pressão constante da União Europeia, incluíram um ataque directo aos salários, com reduções efectivas nos vencimentos dos trabalhadores (*). &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Em Portugal, enquanto PS e PSD alimentam o folhetim do “mau” e do “vilão” (pois, já ninguém acredita no “bom” vindo de quem vem), uma extraordinária campanha vem sendo montada para que os planos de austeridade sejam agravados, provavelmente, ainda este ano. Basta-nos estar atentos às vozes do pensamento único que proliferam no campo mediático, com o chorrilho habitual dos comentadores, para perceber que está em marcha uma estratégia feroz de legitimação do agravamento da austeridade sobre os trabalhadores e o povo português. Escudados numa certa cobardia e num tacticismo puramente eleitoralista, nem o PS nem o PSD assumiram ainda a redução de salários na Administração Pública nem a cessação do subsídio de natal, porém, tudo se prepara para que o novo capítulo desta tenebrosa ofensiva inclua este tipo de medidas.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Interessa, portanto, desmontar com clareza esta estratégia de propaganda omnipresente acerca da inevitabilidade dos planos de austeridade. Não é inconsciência nem irresponsabilidade dos sindicatos oporem-se com toda a firmeza às soluções encontradas pelos governos para responder a uma situação que ninguém ousa considerar fácil de resolver. A crise existe de facto, e a situação agrava-se, mas é necessário não esquecer que, em 2008, a opção dos governos passou por injectar (muito) dinheiro dos contribuintes na salvação do sector financeiro. Em economias mais fragilizadas, como a portuguesa, a medida revelou-se desastrosa para as contas públicas e agravou naturalmente os défices. Os “riscos sistémicos” que justificaram a salvação de alguns bancos, e a injecção de capital público (ou seja, dinheiro nosso!) em todas as instituições bancárias, foi trágica, uma vez que arrastou outros sectores para uma crise profunda.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;De modo a legitimar a atribuição de “prémios” aos agentes do agiotismo e da especulação que provocaram a crise, os decisores recorreram ao exemplo da “crise de 1929” quando os Estados deixaram falir bancos e as economias aprofundaram a crise. Assim, pôs-se em marcha um plano de salvação das instituições financeiras porque, alegadamente, continuariam a ser mantidas linhas de crédito para os outros sectores da economia. O resultado é sabido: os bancos acabaram por dificultar o crédito, estrangulando toda a actividade económica, e reforçaram ainda mais o seu poder económico e financeiro, tomando os Estados reféns dos seus próprios interesses. Um pouco por toda a parte, os lucros da banca aumentaram e os seus accionistas ficaram ainda mais ricos.&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 268px; DISPLAY: block; HEIGHT: 301px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521013120129318546" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TJ6ULmGUPpI/AAAAAAAAAQo/IScXS26PX_c/s400/IMGP0062.JPG" /&gt;Em Portugal, uma economia periférica e debilitada pelos enormes fluxos de capital que se movimentam à margem da legalidade, o lucro cresce em tempos de crise, apesar do discurso da vitimização com que o sector financeiro vai abordando a opinião pública e o próprio Estado. Não deixa de ser curioso que, numa conjuntura tão adversa para os trabalhadores, a banca tenha o descaramento de evocar o preço do dinheiro nos mercados financeiros para justificar o garrote que impõe ao País após largos milhões de euros com que todos nós contribuímos para que os accionistas das instituições tenham amealhado os maiores lucros de sempre. O despudor continua com a situação a nível internacional: o Banco Central Europeu empresta dinheiro aos bancos privados a taxas de juro na ordem dos 2 %; por sua vez, a banca privada revende esse dinheiro a uma taxa de juro superior a 6% de juro a Estados como o Português, o que torna, de facto, toda esta situação insustentável.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mantendo os privilégios do sector financeiro intocáveis e assumindo despudoradamente os interesses dos grandes grupos económicos, a União Europeia virou-se, sobretudo, para as economias periféricas da zona euro, impondo medidas de austeridade que se reflectem no trabalho, no emprego e no nível de vida das populações. Acessoriamente, assiste-se à tomada de parcelas de soberania dos Estados e ao ataque mais feroz contra direitos fundamentais do Estado Social de que há memória. Entendendo ao serviço de quem está a União Europeia, percebe-se que o caminho tem de ser de ruptura com este estado de coisas, imputando a austeridade aos obreiros da crise e, em primeira instância, reformando o sistema, através do ataque à economia paralela e aos mecanismos de fuga de capitais dos Estados.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Pela transversalidade social dos efeitos da austeridade, a jornada de luta europeia de 29 de Setembro assume-se como um momento decisivo no combate às políticas que conduziram, e se perfilam continuar a conduzir, à crise e ao empobrecimento os povos da Europa. A dimensão internacional do protesto é uma demonstração de revolta por uma situação limite, onde cada vez mais se reconhece o falhanço do projecto Europeu delineado em Bruxelas e as políticas neo-liberais exercidas pelos governos europeus, ao serviço dos interesses dos grandes grupos económico-financeiros.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Por tudo isto, &lt;strong&gt;a participação na jornada de luta de 29 de Setembro perfila-se como um dever cívico dos trabalhadores portugueses&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(*) Também a Irlanda prepara paralisações e manifestações, sendo que foi, recorde-se, o primeiro estado membro da zona euro a reduzir vencimentos a funcionário públicos. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;fotos: FB&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-333646319120054697?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/333646319120054697/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=333646319120054697' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/333646319120054697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/333646319120054697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/09/porque-lutar-e-um-dever-civico.html' title='Porque lutar é um dever cívico'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TJ6UfXSJhYI/AAAAAAAAAQw/iUm5ea4-Trw/s72-c/IMGP0056.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-1229304039251938665</id><published>2010-09-01T16:45:00.003+01:00</published><updated>2010-09-01T16:56:58.986+01:00</updated><title type='text'>Pôr do Sol</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TH523VwZ0aI/AAAAAAAAAQY/LXwxIL-yRMs/s1600/IMGP0826.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 413px; DISPLAY: block; HEIGHT: 273px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511973687053111714" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TH523VwZ0aI/AAAAAAAAAQY/LXwxIL-yRMs/s400/IMGP0826.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; P&lt;/span&gt;rimeiro de Setembro, em terra firme. Ou, o regresso a Lisboa que me anuncia invariavelmente o outono. Posso continuar a ter todo o tempo para mim sem pensar sequer nos afazeres do trabalho, mas soa-me sempre a domingo, aquele dia da semana em que penso mais na segunda que no sábado. E assim vou recordando o lento pôr do sol do tempo de férias. De preferência, sem ser em terra firme, com os pés na areia, vendo a espuma das ondas anunciar o princípio de todo um mar infinito. Como se o tempo não tivesse fim.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: &lt;em&gt;FB&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-1229304039251938665?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/1229304039251938665/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=1229304039251938665' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/1229304039251938665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/1229304039251938665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/09/por-do-sol.html' title='Pôr do Sol'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TH523VwZ0aI/AAAAAAAAAQY/LXwxIL-yRMs/s72-c/IMGP0826.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-2335822533952627300</id><published>2010-08-12T22:36:00.012+01:00</published><updated>2010-08-12T23:59:49.427+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Um editorial sobre cinema</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi preciso vir o meio de Agosto, e andar às voltas com a oferta cultural da cidade - que não sendo parca, é curta em novidades -, para decidir fazer, na próxima edição da Lisboa Cultural, um destaque ao cinema que se vai exibindo, por essa cidade fora, ao ar livre. Não tendo por hábito aqui publicar o que produzo no meu trabalho, decidi abrir a excepção. Porque é de cinema que se trata, transcrevo o Editorial da próxima edição (que só estará disponível na segunda-feira que vem). &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez, porque tenha sido, até agora, o Editorial que mais prazer me deu escrever, apesar de, semana após semana, lamentar não ter mais 250 palavras para lhes dar outra cor. Tiranias... &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O&lt;/span&gt; cinema ao ar livre voltou a estar na moda. A tradição de projectar filmes ao ar livre em noites quentes de Verão parece ser, cada vez mais, um formato de sucesso, como demonstramos nesta edição da Lisboa Cultural. Escolhemos apenas três pólos de exibição de cinema que prometem animar o que resta de Agosto, e no caso das segundas feiras no Largo da Achada e dos fins de semana de Fitas na Rua, as noites de cinefilia ao relento prolongar-se-ão até Setembro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;L&lt;/span&gt;onge da lógica dos &lt;/em&gt;blockbusters&lt;em&gt; e das escolhas mais evidentes, as programações que destacamos apostam, sobretudo, no cinema de autor, convidando o público a reencontrar filmes que há uns anos atrás até seria possível ver, ou rever, em sala, nas muito aguardadas reposições de Verão. Hoje, perante o fenómeno do &lt;/em&gt;home cinema&lt;em&gt; e da lógica cada vez mais perversa da rede de exibição comercial na qual programadores deram lugar a distribuidores, não há praticamente qualquer hipótese de reencontrar um clássico do cinema fora da sala da Cinemateca. O que é, no mínimo, lamentável.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;P&lt;/span&gt;or tudo isto, os ciclos de cinema ao ar livre que lhe propomos recuperam também esse saudável reencontro com a memória do cinema. No Largo da Achada, passam as primeiras obras de grandes realizadores, incluindo as de cineastas portugueses como Fernando Lopes e Pedro Costa. Na itinerância do Fitas, podemos reencontrar um dos melhores filmes de David Lynch (&lt;strong&gt;Mulholland Drive&lt;/strong&gt;) ou aproveitar, lá mais para a frente, para rever um clássico absoluto de Sergio Leone (&lt;strong&gt;O Bom, o Mau e o Vilão)&lt;/strong&gt; ou o saudoso &lt;strong&gt;Belle de Jour&lt;/strong&gt;, de Buñuel, que alguns da geração de 90 terão descoberto numa célebre reposição de Verão em cópia nova.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E&lt;/span&gt;m suma, desejamos-lhe bom cinema para o que resta deste Verão.&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em jeito de nota de rodapé, e ainda no âmbito da cinefilia, relembro que &lt;em&gt;O Feiticeiro de Oz&lt;/em&gt; está de parabéns. E garanto que, 71 anos depois da estreia, continua a encantar... a minha filha mais nova já é fã e até sonha ter uns sapatos mágicos vermelhos como os da Dorothy.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-2335822533952627300?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/2335822533952627300/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=2335822533952627300' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2335822533952627300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2335822533952627300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/08/um-editorial-sobre-cinema.html' title='Um editorial sobre cinema'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-5680399136884438573</id><published>2010-07-30T11:22:00.004+01:00</published><updated>2010-07-30T11:29:00.758+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Obituário'/><title type='text'>António Feio</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TFKoVRD16PI/AAAAAAAAAP4/Mwc-fSekQPQ/s1600/antonio_feio2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499643178283034866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 237px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TFKoVRD16PI/AAAAAAAAAP4/Mwc-fSekQPQ/s400/antonio_feio2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A&lt;/span&gt;ntónio Feio confessava combater a doença trabalhando; e assim o fez até ao fim, como se o teatro o prendesse à vida. Ao longo de uma carreira de 40 anos inteiramente dedicados à representação e à encenação, deu-nos momentos únicos e inesquecíveis. Fez-nos quase sempre rir, e mesmo quando as forças lhe faltavam, continuou a querer fazer-nos rir. &lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos ter saudades, António. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-5680399136884438573?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/5680399136884438573/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=5680399136884438573' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/5680399136884438573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/5680399136884438573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/07/antonio-feio.html' title='António Feio'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TFKoVRD16PI/AAAAAAAAAP4/Mwc-fSekQPQ/s72-c/antonio_feio2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-6898859857765901244</id><published>2010-07-20T23:26:00.005+01:00</published><updated>2010-07-20T23:38:05.242+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>A Terrível Ofensiva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TEYkFF-Vd_I/AAAAAAAAAPw/wQehnnnzXYQ/s1600/0000178692.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496120065173846002" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TEYkFF-Vd_I/AAAAAAAAAPw/wQehnnnzXYQ/s320/0000178692.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O cenário de crise em Portugal começa agora a promover um exponencial de derivas selváticas contra o Estado social que, governo após governo, tem sido vilipendiado imoralmente pela traição sucessiva (mas, aparentemente, legitima nos nossos regimes democráticos!) do contrato eleitoral. Como se não bastasse o neoliberalismo mais aberrante mascarar-se de “esquerda moderna” – basta pensar no fenómeno de &lt;em&gt;Terceira Via&lt;/em&gt; que Giddens arquitectou para Blair e que tanta influência teve em Portugal no pós-cavaquismo – e introduzir algumas das mais nefastas medidas no ataque às grandes conquistas sociais do modelo europeu continental, a direita neoliberal, tão radical e destrutiva quanto qualquer outra, sente chegar o momento de arrasar em definitivo com o que ainda subsiste do modelo social-democrata que vingou na Europa Ocidental desde o final da II Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Curiosamente, e quando se percebe que a Comissão Barroso em Bruxelas se ancora cada vez mais nos poderes e ditames do grande capital financeiro, fortemente apostado em fulminar as periferias ou simplesmente exercer uma economia depredadora de meios e recursos nos países economicamente mais frágeis, o PSD de Passos Coelho dá voz nacional aos anseios desta tendência. Ao atacar princípios fundamentais contemplados na Constituição da República Portuguesa, o radicalismo neoliberal que o actual líder do PSD já não esconde propõe a destruição dos alicerces constitucionais do próprio regime democrático – através do reforço os poderes presidenciais –, do Estado social – através do princípio da universalidade e gratuitidade da saúde e da educação – ou dos direitos dos trabalhadores – promovendo a troca da “justa causa” agora inscrita por uma dúbia “razão atendível” como sustentação para os despedimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O ataque subjacente neste projecto retira, em termos genéricos, a Constituição ao povo português, argumentando que a Lei Fundamental é a causa liminar dos atrasos estruturais do país. A legitimar muitos destes princípios tem estado toda uma &lt;em&gt;intelligenzia&lt;/em&gt; regimental que oculta despudoradamente as causas da crise do capitalismo e remete para o Estado social o ónus do problema. Não surpreende pois que, ostentando a bandeia da modernidade e o princípio da responsabilidade, este anteprojecto de cariz marcadamente ideológico venha a colher entre nós alguma popularidade e a influenciar os obreiros da “esquerda moderna”. É, no fundo, apenas mais um elemento que encaminha o país para um futuro cada vez mais incerto e preocupante, talvez pensado num quadro mais vasto que o interno. &lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;foto: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;i on line&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-6898859857765901244?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/6898859857765901244/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=6898859857765901244' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6898859857765901244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6898859857765901244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/07/terrivel-ofensiva.html' title='A Terrível Ofensiva'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TEYkFF-Vd_I/AAAAAAAAAPw/wQehnnnzXYQ/s72-c/0000178692.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-2208085678248794032</id><published>2010-06-20T23:42:00.006+01:00</published><updated>2010-06-21T00:06:48.900+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Obituário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>José Saramago</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TB6a8ZL17kI/AAAAAAAAAPo/xNI95VFfKms/s1600/0000180894.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484991758527229506" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TB6a8ZL17kI/AAAAAAAAAPo/xNI95VFfKms/s400/0000180894.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;16 de Novembro de 1922 – 18 de Junho de 2010&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ocasião dos noventa anos de Álvaro Cunhal, José Saramago publicou, na revista Pública, um texto em que falava sobre o “&lt;em&gt;sentimento de orfandade que nos toma&lt;/em&gt;” quando pensamos em figuras da grandeza do líder histórico do PCP. Na passada sexta feira, pela hora de almoço foi a vez do próprio Saramago fazer encarnar esse sentimento de orfandade naqueles que o liam e desejavam continuar a lê-lo. Saramago morreu. Deixou de aqui estar. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Apesar de ser público que o escritor se encontrava doente e extremamente debilitado, foi impossível contornar aquele abalo invisível de quem prefere pensar que há homens que nunca morrem. Eu fui um desses. Um entre milhares, provavelmente!, que se sentiram trespassados por esse anuncio violento que os fez inanes. O sentimento de orfandade, carregado de um pesado vazio, entre a comoção e o desejo de evasão do momento, como se me falhasse um familiar ou um amigo próximo.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Saramago acompanhou (e continuará a acompanhar) muitas horas da minha vida com o seu maior legado: os livros. Vi-o, pessoalmente, penso que por duas vezes, ambas na Festa do Avante!, ainda antes do Prémio Nobel. O único livro que me autografou está aqui a meu lado, recordando-me perfeitamente estar a viver a ressaca de “&lt;em&gt;O Ano da Morte de Ricardo Reis&lt;/em&gt;” quando se deu o encontro que resultou neste autógrafo - eu que não cultivo autógrafos nem superava a timidez perante quem tanto admirava.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Encontro num velho caderno da época (a que chamo “&lt;em&gt;diário&lt;/em&gt;”) a narração do momento: reparei na presença do autor, comprei o livro e depois dirigi-me a Saramago com um conselho pueril, do tipo “Nunca deixe de escrever”, enquanto colhia na segunda folha, a tinta azul, uma breve mensagem – “&lt;em&gt;a Frederico, com a simpatia de…&lt;/em&gt;”. Felizmente, demoraram muitos anos para que Saramago deixasse de escrever e aquele autógrafo único na minha biblioteca viria a ser a marca de um Nobel. A partir daí, colher um autógrafo de Saramago passou a significar horas de espera e não mais me cruzei presencialmente com o escritor.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Olhando para trás, talvez o Saramago &lt;em&gt;escritor&lt;/em&gt; tenha deixado de ser tão interessante a partir do momento em que ganhou o Nobel. O Saramago &lt;em&gt;cidadão&lt;/em&gt; (do mundo, ibérico sobretudo), esse sim, cresceu, libertou-se ainda mais, como se se soltasse. Tornou-se indomável, e se nem sempre com ele conseguíamos concordar, sabíamos que ali permanecia uma voz constante e interventiva desta pátria decadente, por mais que o acusassem de quase tudo. Portanto, com a morte de José Saramago, não se perde só o escritor de língua portuguesa mais notabilizado no mundo, perde-se também mais uma das “&lt;em&gt;nossas&lt;/em&gt;” reservas morais. E isso, nos dias que correm talvez seja ainda mais trágico.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;No final do polémico e controverso “&lt;em&gt;Caim&lt;/em&gt;”, o seu último romance publicado, lê-se “&lt;em&gt;A história acabou, não haverá nada mais que contar&lt;/em&gt;”. Duvido que assim seja, mas aquela foi, de facto, a última história que Saramago nos contou. Porque agora sim, parou de escrever. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;foto: Fundação José Saramago&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-2208085678248794032?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/2208085678248794032/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=2208085678248794032' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2208085678248794032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2208085678248794032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/06/jose-saramago.html' title='José Saramago'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/TB6a8ZL17kI/AAAAAAAAAPo/xNI95VFfKms/s72-c/0000180894.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-2489159468978595660</id><published>2010-06-04T23:17:00.002+01:00</published><updated>2010-06-21T00:39:44.956+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>A Crise e os seus Artífices</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A crise embala e chega ao país da crise perpétua, Portugal. Até porque apesar de poder ser, o ano nem sequer é de eleições. Rebuçados que sabem a presente envenenado, do tipo aumentos acima da inflação a funcionários públicos em ano de botar voto ou descidas subtis do IVA, servem para enganar papalvos e fazer render as más argumentações. Tem-se visto quando, por &lt;em&gt;a&lt;/em&gt; mais &lt;em&gt;b&lt;/em&gt;, a economia, essa ciência que lembra ocasionalmente a meteorologia mas com maior propensão de erro, vai dando indicações por encomenda e aponta o rumo certo para fazer pagar aos do costume o saque e o disparate. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não é difícil elencar os artífices da desgraça, apesar do holofote se colocar quase sempre sobre os actores em palco. Sem absolver esses futuros beneficiários do mundo dourado da política portuguesa, lembro que Constâncio é hoje um dos vice-presidentes do Banco Central Europeu. Sampaio e Guterres gozam uma reforma dourada em instituições supranacionais de cosmética ético-política. Durão finge comandar ao longe a esburacada nau europeia. Depois há outros, os que brincaram à raspadinha da política nacional e descobrem o caminho da fortuna; o elenco é frondoso como uma árvore de patacas (muitas patacas!) e inclui criaturas como Jorge Coelho, Dias Loureiro, Cardoso e Cunha, Armando Vara, os fabulosos economistas da escola cavaquista, os juriconsultos que patrocinam verdadeiros assaltos aos dinheiros públicos, e etc. Todos eles pairando, como deuses no Olimpo, acima da triste crise da ralé.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Cá em baixo, no fosso submerso da nebulosa dourada, estão esses, os que trabalham para viver, se levantam cedo para enfrentar o trânsito, se locomovem em transportes apinhados, correm para apanhar os filhos em escolas sofriveis e ainda dormem sobressaltados pelo medo de perder o emprego ou que dinheiro que ganham não chegue para as despesas mais elementares. São esses os párias que pagam a crise ininterrupta do País; são os contribuintes de um Estado que os traí, que usa parte dos seus rendimentos para engordar a vaca dos vizinhos ricos que por sinal andam há décadas a arquitectar o edifício da crise.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Eles existem. Eles mentem nas televisões e nos jornais todos os dias. Eles fazem esquecer os factos de antes de ontem para legitimar a necessidade da austeridade sobre a arraia miúda. Eles silenciam os casos de corrupção e abuso de poder no desempenho de funções públicas que dezenas ou centenas de políticos fizeram perpetuar até se banalizar. Eles ocultam quantos beneficiaram interesses privados em detrimento dos interesses públicos. Eles não assumem que a banca e os monopólios privados parasitam há anos este País e o seu povo. Eles evadem-se de apontar culpas aos que estiveram no BPN ou no BPP. Eles não reclamam a necessidade de haver uma justiça onde também haja culpados… Eles olham-se no espelho; e a crise é nossa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-2489159468978595660?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/2489159468978595660/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=2489159468978595660' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2489159468978595660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2489159468978595660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/06/crise-e-os-seus-artifices.html' title='A Crise e os seus Artífices'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-5772840608055443218</id><published>2010-05-09T12:36:00.008+01:00</published><updated>2010-05-09T13:12:52.882+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>O fim da Europa do sonho?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/S-ae_8BuyAI/AAAAAAAAAPg/BnhVKE6CABU/s1600/conflitos-grecia-dezembro-13g.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 278px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469233618770380802" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/S-ae_8BuyAI/AAAAAAAAAPg/BnhVKE6CABU/s400/conflitos-grecia-dezembro-13g.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A crise que abala a Europa, com eventual epicentro na Grécia, revela, num primeiro momento, todas as fragilidades da União Europeia. Mas revela também, de forma inegável, os moldes em que se erigiu este projecto supra-estatal de Europa, sendo cada vez mais evidente o carácter tecnocrático e burocratizado das suas instituições. Considerando as fragilidades a que a crise do euro está a dar eco e os princípios institucionais (mas também ideológicos) que regem a máquina, a Europa enquanto projecto evidencia cada vez mais os sinais de que se estabeleceu contra os povos e os Estados europeus, sobretudo contra os menos poderosos e periféricos.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Com via aberta para se sobrepor a todos os interesses e aspirações dos povos e nações da Europa, o poder financeiro foi ditando a estruturação da construção europeia, evidenciando-se ainda mais a partir dos anos de 1990, quando o fim do bloco socialista abriu caminho para uma fase de destruição do Estado Social, que até aqui caracterizava o ímpeto social-democrata na Europa ocidental em contraponto ao socialismo. A evidenciá-lo está a constatação, sem exageros, de que os agentes financeiros privados e os seus braços especulativos são os verdadeiros donos da Europa, assegurando os destinos dos Estados e ditando as regras desde que a política e até mesmo a economia se demitiram de o fazer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o que esta crise anuncia, por mais que se consolidem planos e reformas messiânicas que passam, sem excepção e uma vez mais, por empobrecer as grandes massas de europeus, é o fim da grande ideia de prosperidade e riqueza que tornou a Europa, desde os finais da II Guerra Mundial, o continente no mundo onde melhor se vivia. Até quando se verificará essa qualidade de vida quando o que se avizinha são as lógicas mais destrutivas da voracidade dos interesses capitalistas? Sem pejo ideológico, talvez se recomendasse uma leitura de Lènine, mais concretamente o opúsculo “O Imperialismo – Fase Superior do Capitalismo”, para entender que os indicadores que levaram a Europa à guerra em inícios do século XX talvez comecem, de novo, a verificar-se. O próprio General Loureiro dos Santos tem no prelo um livro, intitulado “As Guerras que já aí estão e as que nos esperam”, que adverte sobre a profunda instabilidade dos tempos que vivemos, demonstrando com lucidez e pertinência algumas evidências que anunciam mudanças estruturais à escala mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O sonho da Europa parece estar a definhar-se. Os tempos que aí vêm perspectivam inúmeros focos de instabilidade social e as receitas apontadas para salvar os anéis evidenciam um incremento cada vez mais violento e feroz do poder dos mercados sobre os Estados. A Grécia, que tanta tradição na vanguarda das ideias e do pensamento da humanidade imprimiu, anuncia o princípio de mundo novo em tempos cada vez mais incertos. Por este caminho tortuoso, estará louco quem não se mostre reticente quanto ao futuro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-5772840608055443218?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/5772840608055443218/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=5772840608055443218' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/5772840608055443218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/5772840608055443218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/05/o-fim-da-europa-do-sonho.html' title='O fim da Europa do sonho?'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/S-ae_8BuyAI/AAAAAAAAAPg/BnhVKE6CABU/s72-c/conflitos-grecia-dezembro-13g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-5616839268674121498</id><published>2010-03-28T20:16:00.000+01:00</published><updated>2010-03-28T20:17:59.639+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Ali na Grécia, como aqui...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para salvar o sector financeiro os Estados passaram cheques em branco. Com o dinheiro dos contribuintes! Hoje, a banca, braço do poder financeiro e sector charneira da crise, recuperou e assume-se com uma renovada força contra os Estados. E aí estão, os banqueiros saqueando-nos, seja pelas artimanhas do mercado, seja pela voracidade especulativa! Ali na Grécia, como aqui… &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Reportemo-nos aos factos. O Goldman Sachs ajudou a Grécia, em segredo, a obter crédito no valor de milhares de milhões de euros. Depois, para contornar as sempre dúbias regras europeias que limitavam o nível da dívida pública, a firma de Wall Street aconselhou o governo de Atenas a recorrer a engenhosos artifícios contabilísticos e financeiros. Como resultado, a factura destes estratagemas adensaram a volumosa dívida grega. Num vergonhoso jogo de “quem ganha, quem paga”, um tal de Lloyd Blankfein, presidente da Goldman Sachs, recebeu um bónus de cerca de 10 milhões de dólares. E o resultado para os trabalhadores gregos resume-se à perda do equivalente anual a um mês de salário. Ali na Grécia, como aqui… &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A Grécia parece estar agora nas mãos do governador do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, e não é estranho que este arauto da economia de mercado venha apelar à “vigilância intensa e quase permanente” da União Europeia. Ou seja, a Grécia vai ser forçada a renunciar à sua soberania económica para diminuir o défice de 12,7 por cento do produto interno bruto (PIB) em 2009, para 3 por cento em 2012. Ali na Grécia, como aqui…&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Receita proposta pelo “socialista” primeiro-ministro: desvalorização dos salários da função pública em 10%; aumento da idade da reforma para os 67 anos; flexibilização das leis laborais e consequente incremento do trabalho precário e da liberalização dos despedimentos; extensão dos baixos salários a sectores cada vez mais vastos; continuação da privatização dos bens e serviços públicos. Ali na Grécia, como aqui…&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-5616839268674121498?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/5616839268674121498/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=5616839268674121498' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/5616839268674121498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/5616839268674121498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/03/ali-na-grecia-como-aqui.html' title='Ali na Grécia, como aqui...'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-2929410491874935064</id><published>2010-03-22T16:31:00.004Z</published><updated>2010-03-22T16:39:25.249Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Alma Russa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/S6ecfsJbjYI/AAAAAAAAAPY/1z86U9JPcI0/s1600-h/ivanov.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451497942195867010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 143px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/S6ecfsJbjYI/AAAAAAAAAPY/1z86U9JPcI0/s200/ivanov.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Anton Tchekhov definiu, um dia, a essência da sua obra do seguinte modo: “&lt;em&gt;Queria apenas dizer a todos, com honestidade e franqueza: observai-vos próprios, vede como é detestável e aborrecida a vida que levais! O mais importante é fazer com que os homens compreendam isto, pois caso aconteça hão-de criar, necessariamente, uma vida diferente, uma vida melhor&lt;/em&gt;”. Mergulhando no mundo de Nicolai Ivanov, um pequeno proprietário rural endividado, compreende-se que a angústia domina toda a sua existência. A mulher sucumbe à tuberculose e aqueles que o rodeiam vivem uma vida fútil, engrenada em pequenos vícios e ocasionais vigarices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada na vida de Nicolai Ivanov parece significar luz ou redenção, nem a dedicação da mulher enferma que tudo sacrificou em prol do amor, nem a paixão secreta acalentada pela filha dos endinheirados Lebedev; a salvação de Nicolai já não é terrena porque tudo se resume à sua desesperada aclamação “&lt;em&gt;Atormento-me! Toda a gente me atormenta&lt;/em&gt;”. Como se o caminho se definisse numa espiral de acontecimentos que fazem antever a tragédia em que culminará a sua vida. Nicolai está consumido pela culpa, perseguido por fantasmas alimentados numa consciência em crise, como alguém que, como ele próprio diz, se sente “&lt;em&gt;esmagado pelos seus actos inúteis&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;excerto do texto publicado na &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Lisboa Cultural 153 - Ivanov&lt;/em&gt; está em exibição, até 27 de Março, no Teatro Municipal Maria Matos &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-2929410491874935064?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/2929410491874935064/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=2929410491874935064' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2929410491874935064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2929410491874935064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/03/alma-russa.html' title='Alma Russa'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/S6ecfsJbjYI/AAAAAAAAAPY/1z86U9JPcI0/s72-c/ivanov.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-6926829140926352120</id><published>2010-02-14T21:54:00.007Z</published><updated>2010-06-21T00:40:26.439+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>O Pântano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/S3hyxrsoAoI/AAAAAAAAAPQ/TQW3YPPYI2Q/s1600-h/ng1103234.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 186px; FLOAT: right; HEIGHT: 288px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438222747918926466" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/S3hyxrsoAoI/AAAAAAAAAPQ/TQW3YPPYI2Q/s400/ng1103234.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Não estou a ser original. Já alguém no PS caracterizou, um dia, este país como um pântano. Provavelmente, a fórmula adjectivante ia bem mais além daquilo que supúnhamos. A última semana foi reveladora. E por mais que se lancem no ar as teses da cabala ou umas conspirações engenhosas, o nervosismo e o desnorte com que algumas das mais altas instâncias do país se expuseram demonstram o quanto tudo isto tem de pantanoso.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Há uns largos meses atrás, e na sequência de um badalado artigo do Bastonário da Ordem dos Advogados, escrevi sobre José Sócrates. Não fiz uma análise do político, longe disso. Debrucei-me, sobretudo, sobre o caso Freeport e aquilo que me parecia ser uma maquinação orquestrada por pessoas directa ou indirectamente ligadas ao governo PSD/CDS para atacar, primeiro, o candidato do PS, depois, o primeiro-ministro. Isto sem esquecer que o percurso político e pessoal do individuo José Sócrates não é propriamente dos mais recomendáveis.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;De facto, quase tudo em Sócrates é turvo. À semelhança de uma parte considerável da actual classe política portuguesa, ali está representado aquele tipo de homem que se fez dentro da máquina do partido. As pessoas que o rodeiam representam o mesmo, logo, Sócrates é um igual entre os seus pares. Acções que ressoam a pequenas golpadas, enganos e truques, currículos imaginativamente forjados e algumas mentiras. Grave? Com certeza, mas para infelicidade do rumo do País, representam um pouco daquilo com que lidamos diariamente. Porque, infelizmente, a seriedade e a rectidão do carácter é coisa pouco usual nos dias que correm.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Cinco anos de poder, sem contar com seis anos de governação de António Guterres, tornaram o PS o partido que mais tempo liderou o País nas últimas duas décadas. A ocupação da estrutura governativa permitiu a promoção de novas elites políticas que foram ocupando a máquina estatal. Da estrutura governativa à justiça, passando pelos cargos de decisão intermédia, pela gestão dos interesses empresariais do Estado, pelas instituições de supervisão e entidades reguladoras, o Poder foi tomado por iguais entre iguais.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Enquanto cidadão comum, ao assistir a entrevistas como aquelas que o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça prestou às televisões esta semana, ao ler diariamente as páginas dos jornais, ao presenciar o silêncio ensurdecedor do Procurador-Geral da República, ao tomar conhecimento do afastamento de cronistas e jornalistas, ao receber mensagens no e-mail denunciando estranhas situações passadas em universidades públicas, entre tantas outras escandaleiras que por aí proliferam, sinto que o meu País foi tomado de assalto. Alegoricamente, e recorrendo a um &lt;em&gt;plot&lt;/em&gt; de filme de terror, quem o tomou foi uma espécie de exército das trevas que o transformou num pântano. Será mesmo assim?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-6926829140926352120?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/6926829140926352120/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=6926829140926352120' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6926829140926352120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6926829140926352120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/02/o-pantano.html' title='O Pântano'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/S3hyxrsoAoI/AAAAAAAAAPQ/TQW3YPPYI2Q/s72-c/ng1103234.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-3373095174948394332</id><published>2010-02-05T22:04:00.004Z</published><updated>2010-02-06T11:35:56.261Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Diz que é uma espécie de democracia...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/S2yWi1oZgEI/AAAAAAAAAPI/nqB2MvXJWUQ/s1600-h/292125.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 91px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434884375585587266" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/S2yWi1oZgEI/AAAAAAAAAPI/nqB2MvXJWUQ/s200/292125.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; ... &lt;strong&gt;q&lt;/strong&gt;uando a informação é isenta e neutral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é! E isto não é uma defesa de Mário Crespo, nem quero que as minhas declarações a um jornal nacional figurem na página on-line da Fundação Sá Carneiro.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;Aquilo que questiono é o porquê de uma manifestação tão considerável de funcionários da administração pública e local ser absolutamente relegada da agenda mediática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;Para não deixar dúvidas acerca destas breves linhas, vejam o &lt;em&gt;i,&lt;/em&gt; o &lt;em&gt;DN&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;Expresso&lt;/em&gt;… isto, para não falar dos telejornais desta noite.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;De facto, para mentes simplistas, poder-se-ia dizer que aquilo que os sindicatos querem é propaganda. Ora, qualquer grande agitação de massas deste género visa inscrever na opinião pública e na agenda políticas as reivindicações. Até porque só é possivel debater se a generalidade da opinião pública tiver em seu poder informação suficiente para o fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma questão deixo no ar, transcrevendo Robert Dahl, um insuspeito teórico da democracia liberal: &lt;em&gt;what underlying conditions favor democracy?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Usem o dicionário se preciso, mas reflictam… O que está em causa é a qualidade de uma democracia onde a informação é selectiva ao ponto de silenciar factos e acontecimentos. E este é um problema de todos nós, e não só deste ou daquele sector.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-3373095174948394332?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/3373095174948394332/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=3373095174948394332' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/3373095174948394332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/3373095174948394332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/02/diz-que-e-uma-especie-de-democracia.html' title='Diz que é uma espécie de democracia...'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/S2yWi1oZgEI/AAAAAAAAAPI/nqB2MvXJWUQ/s72-c/292125.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-8104553694327066744</id><published>2010-01-23T23:47:00.005Z</published><updated>2010-01-24T00:38:01.302Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica e Actualidade'/><title type='text'>O Europa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/S1uLOYcqKYI/AAAAAAAAAPA/t5U7nX2juA8/s1600-h/2688758478_ded0d22a2b.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430086854922348930" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/S1uLOYcqKYI/AAAAAAAAAPA/t5U7nX2juA8/s400/2688758478_ded0d22a2b.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Temo que da Lisboa da minha infância, aos poucos, nada reste. Aquela velha Lisboa, renascida de Abril, tinha elementos absolutamente míticos para mim. Eram eles, os grandes cinemas, por sinal, heranças da ditadura.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Deslumbrava-me sempre quando, de automóvel, cruzava o Saldanha e me perdia no magnânime cartaz do Monumental. Recordo o Alvalade, onde vi, por exemplo, a “Música no Coração” numa reprise de verão. O Império, que há-de sempre ficar ligado a “Lawrence da Arábia”, filme que me fez sentir com areia nos pés de miúdo no final de uma matinée. O Pathé, onde a minha avó me levou a ver um filme da “Sisi” interpretado pela deslumbrante Rommy Schneider, uma das minhas paixões de tenra infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Disso, nada mais existe. O Monumental é um edifício dito moderno de gosto duvidoso e na memória registo melhor os tempos em que ali nada existia do que aquele tão belo cinema em que vi, entre outros filmes, o “Ben-Hur” (também numa abençoada reprise de verão). O Alvalade é hoje um condomínio e por lá está um multiplex que se quer alternativo mas ao qual auguro um futuro algo inconsistente. No Império, louva-se um &lt;em&gt;senhor&lt;/em&gt; que rende muita massa e, de bom, só a iniciativa de ver resgatado aos vendilhões da fé o histórico Café Império (o que, diga-se, é hoje digno de ser um sinal de modernidade por aquelas paragens). Quanto ao Pathé, a triste sina é ser um edifício devoluto que, de tão emparedado numa zona em constante decadência, ainda não foi alvo da cobiça da pior espécie que este País produziu: os patos-bravos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ontem, a cidade de Lisboa soube, definitivamente, que iria perder outro local mítico: o velho Cinema Europa, em Campo de Ourique. É certo que o Europa a funcionar é algo que não recordo. Ligo-o às emissões de televisão que por lá se fizeram – os directos do Júlio Isidro e os concursos do Carlos Cruz, talvez. Lembro-me de lá passar frequentemente numa determinada altura da minha vida com o edificio fechado, e de sentir que não me era indiferente pela sua beleza arquitectónica, a fazer lembrar salas desaparecidas tão intimamente ligadas à minha infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Agora, sabe-se que o Europa vai mesmo abaixo. Independentemente do IPAAR, ou seu sucedâneo, o reconhecer como edifício com características arquitectónicas muito específicas, nunca o classificaram, vá-se lá saber porquê! Diz-se que serão preservados alguns aspectos do actual edifício, como o alto-relevo e os vitrais. E, se a Câmara de Lisboa arranjar uns trocados talvez seja possível reservar-se um piso (provavelmente o térreo) para um centro cultural de base local. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Porém, para sempre, aquele cinema, aquela sala histórica de Campo de Ourique morrerá. Em nome de um desenvolvimento pacóvio que está a destruir a cidade, a extrair-lhe vida e a matar lentamente os bairros que perdem pessoas e motivos para continuarem a existir enquanto verdadeiros centros da comunidade. O que interessa é sempre a rentabilidade financeira que um qualquer condomínio, futuramente habitado por gente que estaciona o automóvel na garagem e quando saí à rua ruma a um shopping de subúrbio, trará a uns quantos tratantes aos quais nada mais interessa que um ocasional bezerro de ouro. A custas, uma vez mais de Lisboa e dos lisboetas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-8104553694327066744?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/8104553694327066744/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=8104553694327066744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8104553694327066744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8104553694327066744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/01/o-europa.html' title='O Europa'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/S1uLOYcqKYI/AAAAAAAAAPA/t5U7nX2juA8/s72-c/2688758478_ded0d22a2b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-6843386079456948417</id><published>2010-01-19T16:06:00.013Z</published><updated>2010-06-21T00:44:26.475+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica e Actualidade'/><title type='text'>Essa Liberdade de Expressão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estou provavelmente em ressaca de “Caim”. Quero ter a liberdade de discutir com deus, mas também com os homens. Sinto que as verdades deste mundo violam simplesmente algumas regras predefinidas… o quanto odeio predefinições, por achá-las pacóvias e mesquinhas, nascituras de ocasos aleatórios de decadência extrema. Porventura, mesmo castradoras e exangues nas abordagens. Porque o maravilhoso na nossa individualidade somos nós, e por mais que seja dolorosa, tenhamos que conviver com ela, a debilitada individualidade.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas, comecemos pelo princípio da narrativa, que pomposamente assim se chama por não querer o autor apelidá-la de episódica ou meramente fugaz, porque assim são as normas do português vivo e olvidado das palavras ainda não contempladas nos mistérios da objectividade e da síntese.&lt;br /&gt;À séria, acabo de ler, no último número da revista do “Clube de Jornalistas”, o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;“&lt;em&gt;Há um jornal na praça que se orgulha de escrever tudo em trinta linhas e usar 100 palavras, uma coisa dessas. As razões decorrem do facto&lt;/em&gt; {o autor é brasileiro e usou “fato”} &lt;em&gt;de que o jornalista despreza o público nativo. Ele tem a certeza de que a maioria é composta por imbecis. (…) Eles tentaram se adaptar à imbecilidade dos leitore&lt;/em&gt;s”&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A autoria destas palavras vem de &lt;strong&gt;Mino Carta&lt;/strong&gt;, jornalista brasileiro de origem italiana, ex-editor de algumas das mais importantes publicações brasileiras, e a crítica assenta que nem uma luva no perfil editorial da revista &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt;, a mais vendida e difundida no Brasil. Reconhecem-na com certeza, na nossa lusitana praça, feita de &lt;em&gt;is&lt;/em&gt; de informação ou &lt;em&gt;públicos&lt;/em&gt; decompostos em combustão, para aqui não acrescentar essa espécie descrita como &lt;em&gt;diários de... &lt;/em&gt;etc. e tal (sem favoritismos, digo eu que prezo a palavra de honra)? &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não vou esgrimir os argumentos de um jornalista brasileiro que considera o jornalismo brasileiro “&lt;em&gt;medíocre&lt;/em&gt;”. O nosso também é; Olá, meus caros amigos, se é!&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Há 10 anos, trabalhei num dos maiores jornais nacionais e depressa me apercebi que o jornalismo é um fúlgido exercício de manutenção da tentadora fogueira de vaidades em que mergulhámos; eis o 4ª poder tornado poder estéril, tacanho e opressor, como todo o poder. Belos tempos em que se produziam jornalistas de carne e osso que entendiam o universo jornalistico como o caminho da verdade, olhando o mundo como um todo, enfrentando mordaças e becos inevitáveis. Rectas criaturas, louvado seja deus!&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Bairro Alto, lembram-se? Explicito bem o burgo nacional destes seres, hoje "imundos" e ocasionais escritores, os que o são, aos olhos de puritanos e conservadores de espirito. E relembro, essa universidade conjugada num verbo inexistente, sempre universal, declinado em factos dignos como o de &lt;em&gt;ser &lt;/em&gt;livre. Mesmo que os tempos detenham o método pernicioso de fazer parecer aquilo que não se é, &lt;em&gt;livre,&lt;/em&gt; pois então! Duvidam? vejam os nomes de que lá sairam: pelo menos um nobel e mais uns quantos de costela hirta e esfíncter recto (apesar de honrosas excepções, que é nisto que se é humanamente belo, apesar de tudo o mais!).&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Assustador, é quando me apercebo o que se passa, hoje! Creio cada vez mais na falácia da nossa academia que é burra, castradora e estupidificante. E, sem temores, o nosso mundo vai mal quando o supletivo é o conteúdo. Somos uma farsa. A nossa liberdade é uma farsa. Como o verbo o é!&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ai, o verbo o é! Duvidam?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-6843386079456948417?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/6843386079456948417/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=6843386079456948417' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6843386079456948417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6843386079456948417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/01/essa-liberdade-de-expressao.html' title='Essa Liberdade de Expressão'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-6935954705602051295</id><published>2010-01-17T23:25:00.005Z</published><updated>2010-06-21T00:18:33.517+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>"Caim" ou uma digressão pelo Antigo Testamento</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/S1Ocn9BAxtI/AAAAAAAAAOU/l0VZxvh3pCM/s1600-h/ng1206868.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 191px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427854186119218898" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/S1Ocn9BAxtI/AAAAAAAAAOU/l0VZxvh3pCM/s400/ng1206868.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Não bastavam Sodoma e Gomorra arrasadas pelo fogo, aqui, no sopé do monte Sinai, ficara patente a prova irrefutável da profunda maldade do senhor, três mil homens mortos só porque ele tinha ficado irritado com a invenção de um suposto rival em figura de bezerro, Eu não fiz mais que matar um irmão e o senhor castigou-me, quero ver agora quem vai castigar o senhor por estas mortes, pensou Caim, e logo continuou, Lúcifer sabia bem o que fazia quando se rebelou contra deus, há quem diga que o fez por inveja e não é certo, o que ele conhecia era a maligna natureza do sujeito.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;“&lt;strong&gt;Caim&lt;/strong&gt;”, José Saramago&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que raio de deus é este que louvam. O tal, esse ente omnipotente, omnipresente, omnisciente que ama os homens mas traz-lhes a desgraça, ou para simplificar, indo ao encontro do escritor, esse que não nos entende, nem nós o entendemos a ele. Este “Caim”, que José Saramago transformou viajante do tempo e do espaço entre episódios bíblicos do Antigo Testamento, vem marcado por deus e jogado à sua sorte no mundo, e pelo criador talhado há-de fazer das tripas coração para perceber onde está o bem que tanto se proclama vir do céu.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Por que dilemas e provações passará Caim nesta jornada bíblica, narrada à moda dos jograis, que se ainda os houvesse fariam coisa parecida com este grande pequeno livro de Saramago. Caim, o que matou o irmão porque o senhor o renegou. O que foi poupado para ver quão maléfica pode ser a justiça divina, capaz de derramar sangue ou cuspir fogo sobre cidades, ou exasperar-se com a criação e tudo prover inundar. E ali, condenado à existência solitária resta o debate sem fim com ele, o divino, o criador, esse louvado deus de glórias e misérias humanas e sob-humanas. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;foto&lt;/strong&gt;: Diário de Notícias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-6935954705602051295?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/6935954705602051295/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=6935954705602051295' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6935954705602051295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6935954705602051295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/01/caim.html' title='&quot;Caim&quot; ou uma digressão pelo Antigo Testamento'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/S1Ocn9BAxtI/AAAAAAAAAOU/l0VZxvh3pCM/s72-c/ng1206868.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-6372131318973091756</id><published>2010-01-01T16:20:00.006Z</published><updated>2010-01-01T16:55:24.966Z</updated><title type='text'>2010</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;(O primeiro ano da segunda década do milénio, a partir de fragmentos de um humanista ocidental) &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há dez anos atrás, o mundo encontrava-se suspenso por chegar a 2000, e a ameaça anunciada perfilava-se num bug informático que nos arrastaria para o caos. Parece caricato, como caricato parece relembrar o caos que se anunciou e nunca aconteceu. E nem pensar nas referências bíblicas ou nas profecias catastrofistas de Nostradamus e semelhantes charlatães de vistas largas que alimentam os mitos e os ritos de uma humanidade sequiosa por crenças e medos forjados nas incertezas do futuro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas saltemos para o último dia do ano que findou. O ano que deixou para trás uma década onde tudo aconteceu daquilo em que a história dos homens é pródiga: fome, guerra, flagelos, vida e morte, e tudo mais. A nossa civilização rejubilante pintalgada em fogos de artifício, inovações tecnológicas e riqueza a rodos, ou a grande falácia em que nos instalámos, fazendo-nos tão prósperos que abandonámos a natureza mais autêntica da realidade em que vivemos? Porque se agora tudo é global, porque continuamos a pensar que o nosso estado civilizacional baseado em consumo e opulência é uma verdade inquestionável. Será porque teimamos em não entender nada do que se passa à nossa volta e preferimos escondermo-nos nas nossas carapaças de indivíduos tecnológicos?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seria demasiadamente &lt;em&gt;demodê&lt;/em&gt;, para não o considerar fora de tempo, lançar-me aqui num balanço do ano ou da década. Isso nem sequer faz sentido, mais ainda se estamos num estádio de pensamentos e de racionalidades imediatas e descartáveis. Em suma, nada mais seria que uma perda fastidiosa de tempo num feriado em que se pensa o que muda ou pouco muda a partir deste ponto do calendário. O que sucedeu ao longo dos dez anos passados sobre 2000 que nos mereça um registo consistente? - o impensável a 11 de Setembro de 2001? a guerra reeditada no Iraque e no Afeganistão? a crise do capitalismo global? a agonia do planeta?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seguimos na continuação incerta de tempo irregularmente incerto. Vamos tentar perceber para onde nos leva o estado a que chegámos. Continuaremos iludidos, com certeza, até nos surpreendermos; é humano, demasiadamente humano! A crise económica, os fundamentalismos religiosos, os paradigmas que teimosamente persistem. A tudo isto, junta-se um planeta gritando socorro, e a ressaca das frustrações de Copenhaga a apontarem como somos estupidamente suicidas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, aqui estamos. E, daqui a dez anos, como será? - Um novo ano, uma nova década, e tal como hoje, aqui e ali, uns quantos lutando por um mundo melhor, mais livre, mais equilibrado e mais justo. Em nome da humanidade, que essa bandeira seja hasteada por cada vez mais gente, rumo a um futuro necessariamente comum. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-6372131318973091756?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/6372131318973091756/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=6372131318973091756' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6372131318973091756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6372131318973091756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2010/01/2010.html' title='2010'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-6228233276111153660</id><published>2009-12-26T22:52:00.003Z</published><updated>2009-12-29T22:22:12.372Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica e Actualidade'/><title type='text'>A culpa é dos feriados!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A quadra natalícia é propícia à distracção e à quase total alienação das pessoas em relação ao que as envolve. Independentemente da sociedade de informação em que vivemos não dar tréguas, alguns mentores de ideias peregrinas aproveitam, em nome dos grupos de interesse que representam, antecipar algumas estratégias, como que a preparar terreno para o futuro. O poder político também não resiste normalmente à quadra para efectivar algumas medidas que, de outro modo, surtiriam vagas de impopularidade se lançadas no impacto imediato dos dias mais triviais.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Este ano, um tal de Paulo Nunes de Almeida, vice-presidente da Associação Empresarial de Portugal, decidiu brindar os portugueses no dia de natal com uma medida de combate à crise: a redução do número de feriados, e o eventual alargamento da carga horária de trabalho. Trata-se de uma proposta para ser encarada como um “&lt;em&gt;esforço colectivo&lt;/em&gt;” a tomar numa altura em que está em causa “&lt;em&gt;a sobrevivência dos postos de trabalho&lt;/em&gt;”. Segundo esta sumidade do pensamento empresarial português, Portugal ultrapassa em feriados a média europeia, pelo que esta situação deverá ser revista em nome da produtividade do País.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas este representante dos empresários de Portugal, aferindo dos impactos que a medida teria nos meios eclesiásticos (que, como se viu reagiram, pela voz do Bispo do Porto, contra) foi lesto em propor o dia 1 de Dezembro como feriado cobaia a ser extinto. Ora, o dia 1 de Dezembro, feriado que assinala a Restauração da independência de Portugal face a Castela, é perspectivada pelo empresariado português como um artefacto histórico, sem sentido numa época em que estamos inseridos num “&lt;em&gt;contexto ibérico&lt;/em&gt;”. Hábil, Paulo Nunes de Almeida assinala mesmo que este tipo de comemoração é até “&lt;em&gt;um pouco contra-natura&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Demagogia à parte, porque este tipo de argumentação não só ofende a dignidade de um patriota (e, apesar de tudo, ainda os há) como roça mesmo o risível, é preocupante a chantagem permanente que acossa os trabalhadores portugueses. De facto, este tipo de intervenção patética que vem sendo habitual no patronato português - o mesmo que pedincha compensações para aumentar o ordenado mínimo, ou coloca o país a tentar competir com chineses e novos estados membros da União Europeia quando deveria ter dado o salto para outro estádio de desenvolvimento há mais de uma década – revela bem o subdesenvolvimento intelectual em que nos situamos quando nos referimos a empresariado.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Os grandes males que afectam os índices de produtividade em Portugal não estão nos trabalhadores nem nos seus direitos. Eles residem, acima de tudo, no ultramontanismo da maior parte dos detentores dos meios de produção. E não será de estranhar que, com a democracia consolidada como se afirma quase sempre, gente da estirpe deste tal de Paulo Nunes de Almeida não venha acenar com a suspensão do 25 de Abril ou com esse feriado de conotações demasiadamente proletárias que assinala o Dia do Trabalhador. Até porque neste sentido, depressa se entende que a solução passa pelo “&lt;em&gt;esforço colectivo&lt;/em&gt;” dos mesmos de sempre. Para que a riqueza floresça em nome do País mais desigual e com os salários mais baixos &lt;em&gt;per capita&lt;/em&gt; da União Europeia. Mas, veja-se, a culpa provável, até pode ser dos feriados!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-6228233276111153660?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/6228233276111153660/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=6228233276111153660' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6228233276111153660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6228233276111153660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/12/culpa-e-dos-feriados.html' title='A culpa é dos feriados!'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-7900106554194779360</id><published>2009-12-13T00:52:00.002Z</published><updated>2009-12-13T01:07:03.102Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica e Actualidade'/><title type='text'>Um Doce Abandono</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SyQ-Dk4dWvI/AAAAAAAAANs/jsCa6jB4Ojc/s1600-h/constancio_01_090615.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 202px; FLOAT: right; HEIGHT: 293px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414520883167189746" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SyQ-Dk4dWvI/AAAAAAAAANs/jsCa6jB4Ojc/s320/constancio_01_090615.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Portugal não esteve, está ou estará em crise. Portugal é a crise. Que o digam alguns dos nossos compatriotas que, escancarando-se a janela de oportunidade, se puseram ao fresco. Recordemos apenas Guterres e Durão, dois renunciantes ao país da crise que foram ao encontro da diáspora dourada com o rectângulo Atlântico da Europa a meter água por todos os lados. Se para o primeiro havia o medo de se atolar no pântano, para o outro faltava engenho para vestir um manequim de tanga. Retórica metafórica à parte, estes senhores deram o salto na hora certa porque o pior, como se vê, estava ainda por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas as diásporas douradas inerentes a cargos internacionais são para quem pode, não para quem quer – ou o País arriscava a desertificação massiva. Que o diga o governador do Banco de Portugal que, esgotado de cansaço por andar a pregar sacrifícios necessários aos outros enquanto se deleita num dos salários mais fartos do mundo e faz vista grossa às negociatas das instituições de agiotagem lusitanas, se prepara para abandonar o barco. Com o alto patrocínio do camarada José Sócrates que, na sexta-feira passada, formalizou a candidatura do companheiro à vice-presidência do Banco Central Europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Introduzindo neste episódio alguma seriedade, não deixa de ser inquietante que, após o desempenho de Vítor Constâncio à frente do Banco de Portugal, venha o Primeiro Ministro sugerir esta candidatura. Como de inquietações se vai fazendo a crise, o Presidente da República veio ontem subscrever a proposta, argumentando que “o colega dos tempos do Banco de Portugal e contemporâneo de academia tem muita competência para o desempenho do cargo”, honrando assim o eventual bom nome do País no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois dos episódios que rodearam a supervisão deficitária e negligente à banca nacional por parte da entidade com competência para tal, o Banco de Portugal, Vítor Constâncio, um dos principais responsáveis pelos custos infligidos à economia nacional pelo sector bancário, prepara-se para ver reconhecido o seu “competente” trabalho com uma promoção europeia. É demasiado inquietante que Constâncio não tenha respondido como devido pela sua “competência”, e ainda é mais inquietante este doce abandono que se anuncia com o patrocínio das mais altas individualidades do Estado Português. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-7900106554194779360?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/7900106554194779360/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=7900106554194779360' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7900106554194779360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7900106554194779360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/12/um-doce-abandono.html' title='Um Doce Abandono'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SyQ-Dk4dWvI/AAAAAAAAANs/jsCa6jB4Ojc/s72-c/constancio_01_090615.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-4736675542465818869</id><published>2009-12-06T00:18:00.006Z</published><updated>2009-12-17T22:55:13.096Z</updated><title type='text'>O Olhar de Korda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sxr5nnxLurI/AAAAAAAAANk/WoZgVVxRXQ4/s1600-h/Korda+4.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 252px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411912361324559026" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sxr5nnxLurI/AAAAAAAAANk/WoZgVVxRXQ4/s400/Korda+4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Na semana que agora passou estive, em trabalho, na Cordoaria Nacional a fazer o acompanhamento de uma visita pela exposição &lt;em&gt;Korda Conhecido Desconhecido&lt;/em&gt; – com cerca de duzentas fotografias do famoso fotógrafo cubano Alberto Korda, autor da célebre fotografia do Che, &lt;em&gt;Guerrillero Solitario&lt;/em&gt; -, guiada pela comissária Cristina Vives, acompanhada pela filha mais velha do fotógrafo, Diana Díaz, que tive o prazer, no final, de entrevistar. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A experiência da visita à exposição ficou marcada pela riqueza artística absolutamente estimulante da obra de Korda. Um fotógrafo que começou na moda e na publicidade, focando a sua objectiva na beleza feminina, e que depois transportou toda essa visão de sedução para um dos momentos &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sxr5XMxDpRI/AAAAAAAAANU/HO5Fl95HYtU/s1600-h/Korda.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 147px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411912079198364946" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sxr5XMxDpRI/AAAAAAAAANU/HO5Fl95HYtU/s200/Korda.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;mais inspiradores do século XX, a Revolução Cubana. E, sobretudo, para o seu líder, Fidel Castro.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Após a visita, complementada com um arrebatador documentário que incluía uma das últimas entrevistas a Alberto Korda, cheguei à fala com Diana Díaz. Apesar de ela não entender o meu português por mais que tentasse entrecortar as palavras, e de não me sentir disposto a expor o meu medíocre castelhano, um tradutor acabou por levar-lhe as minhas poucas perguntas e fazer a ponte para que conseguíssemos dialogar.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Incidi as questões fulcrais da entrevista baseando-me nas minhas próprias dúvidas enquanto estudioso &lt;em&gt;ad-hoc&lt;/em&gt; do tema que domino com alguma coerência, sublinhando a relação de amizade que ligava o fotógrafo a Fidel Castro até 1968. Eram amigos íntimos, amigos de sempre, homens ligados na amizade que se reconheciam mutuamente pela inteligência e pelos ideais humanistas que os uniam. Diana falou-me de tudo isso, da relação intensa entre o líder político e o fotógrafo durante aqueles anos fulgurantes da Revolução Cubana. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sxr5CuTK9qI/AAAAAAAAANM/p1Eur5T2mW4/s1600-h/Korda+2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 147px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411911727422568098" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sxr5CuTK9qI/AAAAAAAAANM/p1Eur5T2mW4/s200/Korda+2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Depois, cada um seguiu o seu rumo, como se houvesse um destino que ditasse papéis distintos, inconciliáveis para que o percurso de um e de outro se mantivesse simétrico. Mas, garantiu-me Diana, permaneceram sempre ligados por um forte sentimento de amizade e respeito, que só se rompeu em 2001, com a morte de Alberto Korda, em Paris.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Quando se pesquisa e lê o que se escreveu e disse sobre Korda, sente-se que esta separação nunca está bem explicada. Referi essa inquietação a Diana, temendo que estivesse a entrar por um caminho delicado. Abordei a dúvida invocando o ano de 1968, quando o Estado Cubano, através da “Ofensiva Revolucionária”, tomou todos os pequenos negócios privados em Cuba, incluindo o &lt;em&gt;Studio Korda&lt;/em&gt; e consequentemente todo o espólio fotográfico aí reunido.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Apelando ao maior rigor possível na transmissão das suas palavras quanto ao que me iria contar, Diana falou-me do quanto esse excesso revolucionário (as palavras são minhas) magoara o seu pai. Mas Korda manteve-se sempre fiel à revolução, mesmo que a dinâmica política e social caminhasse para uma institucionalização crescente. Ao que me contou, o país institucionalizou-se, a&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sxr5XQ8pPZI/AAAAAAAAANc/pg0Q8bjkzeY/s1600-h/Korda+3.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 147px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411912080320707986" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sxr5XQ8pPZI/AAAAAAAAANc/pg0Q8bjkzeY/s200/Korda+3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;queles que rodeavam Fidel também. Era tempo de Alberto Korda escolher entre a sua própria institucionalização, que garantiria continuar a seguir o líder cubano, ou a liberdade enquanto fotógrafo e artista. Entre tornar-se militar ou quadro do partido comunista, Korda escolheu ser livre, livre para criar e fazer o que mais gostava: a fotografia.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Nas palavras de Diana, Korda teve três grandes paixões na vida, as mulheres, a Revolução (e consequentemente Fidel) e o fundo do mar. Era então tempo de se virar para aquela que a sua objectiva ainda não tivera a hipótese de explorar: o mar. Durante mais de dez anos fez, em Havana, fotografia subaquática; um refúgio e uma vontade.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Como sempre, quando se fala sobre o passado, a minha entrevistada terá deixado muito para contar. Não é objectivo do meio para onde escrevo fazer artigos ou entrevistas de fundo. Porém, no essencial, a virtude daqueles minutos foi trazer mais alguma luz sobre a relação entre dois homens absolutamente fascinantes, ligados pela admiração e amizade &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sxr5CdeUBfI/AAAAAAAAANE/JA7rT0BVKNE/s1600-h/Korda+5.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 147px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411911722905896434" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sxr5CdeUBfI/AAAAAAAAANE/JA7rT0BVKNE/s200/Korda+5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;mútuas. E quando Korda faleceu, Fidel esteve lá para um último adeus.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Concluí a entrevista, apertei a mão a Diana e retirei-me. Durante alguns segundos, quase à saída do espaço expositivo, detive-me a observar uma foto de Korda com Fidel, captada por um fotógrafo não identificado. Ocorreu-me que acabara de estar com a filha de um homem que conheceu e privou com lendas do nosso tempo, Fidel Castro e Ernesto “Che” Guevara. Foi como se por resquícios de tempo e espirais de espaço incerto tivesse eu também privado com eles. &lt;em&gt;Hasta siempre! &lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;fotos: Alberto Korda&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Entrevista disponível em &lt;a href="http://issuu.com/lisboacultural/docs/news_142"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Lisboa Cultural, nº 142&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-4736675542465818869?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/4736675542465818869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=4736675542465818869' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/4736675542465818869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/4736675542465818869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/12/o-olhar-de-korda.html' title='O Olhar de Korda'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sxr5nnxLurI/AAAAAAAAANk/WoZgVVxRXQ4/s72-c/Korda+4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-8732414104880914317</id><published>2009-11-20T23:25:00.010Z</published><updated>2009-11-21T11:04:32.280Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Coppola</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Swclkdf-THI/AAAAAAAAAMs/s85r_1bWXfM/s1600/09scot-xlarge1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 233px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406331186005822578" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Swclkdf-THI/AAAAAAAAAMs/s85r_1bWXfM/s400/09scot-xlarge1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;oje, em conversa com um amigo que esteve presente no Estoril aquando da apresentação de “&lt;strong&gt;Tetro&lt;/strong&gt;”, o último filme de Francis Ford Coppola, ocorreu-me que numa lista prévia que fiz de “&lt;em&gt;filmes da minha vida&lt;/em&gt;” (os quais dou eco num blogue ocasional com o mesmo nome) só incluía um único título do realizador norte-americano, “&lt;strong&gt;Apocalypse Now&lt;/strong&gt;”. Equívoco meu, o qual depressa rectifiquei através de uma breve consulta a um sem-número de notas que dediquei a filmes de Coppola, da saga “&lt;strong&gt;O Padrinho&lt;/strong&gt;” a “&lt;strong&gt;Drácula&lt;/strong&gt;”, passando por “&lt;strong&gt;One From the Heart&lt;/strong&gt;” ou “&lt;strong&gt;Os Marginais&lt;/strong&gt;”. Filmes que inevitavelmente patrocinaram em tom aceso e flamejante o meu amor pelo cinema. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Coppola, que incoerentemente talvez, por circunstâncias errantes dos caminhos da cinéfilia e das modas instaladas cá pelo burgo, se tornou um autor algo negligenciado nos últimos anos, apresenta-se hoje, mais uma vez, como um nome incontornável da história da sétima arte, ao nível dos grandes mestres do cinema clássico norte-americano. Para isso bastou uma vinda a Portugal para um festival de cinema e toda a gente aclama este &lt;em&gt;great director&lt;/em&gt; que deu estampa a alguns dos mais notáveis personagens do cinema moderno: Michael Corleone (Al Pacino), em “&lt;strong&gt;O Padrinho&lt;/strong&gt;”; Coronel Kurtz (Marlon Brando) e Tenente Kilgore (Robert Duval), em “&lt;strong&gt;Apocalypse Now&lt;/strong&gt;”; Leila (Nastassja Kinski), em “&lt;strong&gt;One From the Heart&lt;/strong&gt;”; Motorcycle Boy (Mickey Rourke), em "&lt;strong&gt;Rumble Fish&lt;/strong&gt;"; Conde Dracula, em “&lt;strong&gt;Dracula&lt;/strong&gt;”. São apenas parte de um elenco de personagens que me vincam a memória e me levam a considerá-lo, com a maior das reverências, um dos maiores realizadores da história do cinema.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas nem só de grandes personagens se compreende o cinema de Coppola. Este ítalo-americano de Detroit que fez um punhado de obras-primas ao longo da sua carreira, custeando em prol da arte suprema a sua própria sanidade e a sua sustentação financeira, e que hoje promove os seus filmes mais ou menos experimentais a custas da vinicultura produzida nuns largos hectares californianos, produziu cenas arrebatadoras que assaltam forçosamente o nosso imaginário cinéfilo. Daquela história de amor maior que a vida, numa Las Vegas imaginada em decors de néon, de “&lt;strong&gt;One From the Heart&lt;/strong&gt;” à abertura operática de uma selva a eclipsar-se sob um bombardeamento ao som de “The End”, dos Doors ,nessa demência permanente que foi, e é, “&lt;strong&gt;Apocalypse Now&lt;/strong&gt;”, ou ao desespero silencioso de Michael Corleone a amparar a filha assassinada na escadaria da Ópera de Palermo, em “&lt;strong&gt;O Padrinho III&lt;/strong&gt;”. Três singelos exemplos de arte maior que, como uma dádiva suprema, Coppola registou para a posteridade.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Fez-me bem falar hoje sobre Coppola. Deu-me vontade de agarrar nuns quantos dvds que espreitam das prateleiras lá de casa e dedicar-me a rever muito deste grande cinema. Ainda mais porque, em Coppola, como nos grandes mestres italianos ou em alguns contemporâneos de excepção como Scorsese ou Lynch, se encontram sempre motivos superiores para justificar a mais atenta das revisões. E, enquanto o tempo não me permite uma saltada obrigatória ao King para espreitar este “&lt;strong&gt;Tetro&lt;/strong&gt;”, arrisco a respirar alguns dos filmes da minha vida, como o já citado “&lt;strong&gt;Apocalypse Now&lt;/strong&gt;” (a versão “&lt;strong&gt;redux&lt;/strong&gt;” potencia ainda mais a experiência) ou esse musical único e, ainda hoje, surpreendente que é “&lt;strong&gt;One From the Heart&lt;/strong&gt;”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-8732414104880914317?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/8732414104880914317/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=8732414104880914317' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8732414104880914317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8732414104880914317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/11/coppola.html' title='Coppola'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Swclkdf-THI/AAAAAAAAAMs/s85r_1bWXfM/s72-c/09scot-xlarge1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-8304817185701666523</id><published>2009-11-14T01:20:00.007Z</published><updated>2009-12-13T00:56:56.655Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Caindo de Podre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sv4GE-8t3fI/AAAAAAAAAMk/zM_oT0J2UDw/s1600-h/1cad-ddc5.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 247px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403763285578079730" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sv4GE-8t3fI/AAAAAAAAAMk/zM_oT0J2UDw/s400/1cad-ddc5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;s mais cépticos quanto à Revolução de Abril – alguns dos quais longe de serem apologistas do salazarismo – apontam muitas vezes que o 25 de Abril foi resultado do estado de decadência do regime, ou seja, “&lt;em&gt;o regime caiu de podre&lt;/em&gt;”. Na verdade, a história nunca é tão linear quanto as tentações que regularmente nos levam a conjecturar e afirmar as certezas mais certas, logo, esta afirmação enferma no simplismo se não encontrar troços mais alargados para se sustentar. Não há propriamente sentidos únicos na história, sobretudo quando tratamos a contemporaneidade e nos envolvemos mais com os vivos que com os mortos. Portanto, há inúmeras vias para explorar e desenvolver o assunto, sem retirar ou subestimar seja qual for a perspectiva de análise e grau de distanciamento dos factos.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Olhando para as mais diversas leituras que foram feitas sobre o fim do Estado Novo, é justo percebermos que, para além de outros factores mais complexos, o regime estava de facto “&lt;em&gt;podre&lt;/em&gt;” e isso proporcionou a conjuntura favorável ao golpe que desencadeou a transição para a democracia. No fundo, este fenómeno histórico tinha que acontecer naquele momento porque as fraquezas do poder eram cada vez mais evidentes, sobretudo pelos efeitos da guerra. Em oposição, poderemos fazer a comparação com o que se passou no pós-guerra, logo a seguir a 1945, quando os ventos que sopravam eram favoráveis à mudança, com a derrota do nazismo e do fascismo, e no povo português se desenhava uma explícita vontade de pôr fim à ditadura. Porém, nessa época, o regime teve capacidade de responder e frustrar (através dos recursos mais abjectos e desumanos à mercê de um Estado policial e repressivo) a vontade popular.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Há uns anos atrás, num seminário de investigação em que os oradores compunham um séquito dos mais notáveis da academia portuguesa, daquela que escreve regularmente nos jornais e aparece na televisão e teima em dourar a investigação social com intrincados processos metodológicos e números complexos ao serviço da ciência, considerava-se que a democracia portuguesa era já suficientemente adulta para estar absolutamente consolidada. Num ímpeto intervim, questionando o painel se isso significava uma espécie de fim da história, aventando a hipótese de estarmos de tal forma seguros da nossa democracia que nada a poderia prostrar, independentemente da integração em instituições supra-nacionais, como a União Europeia e a NATO.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Como é evidente, nem estávamos no &lt;em&gt;fim da história&lt;/em&gt; – a tese fez, nos últimos anos, furor com Fukuyama mas depressa se revelou um logro – nem nenhum regime se consolida tão solidamente que não possa ser derrubado ou (recuperando a tese do “&lt;em&gt;regime que cai de podre&lt;/em&gt;”) derrubar-se por si mesmo, independentemente das estruturas supra-nacionais às quais pertencemos. Estando completamente de acordo com a resposta à minha inquietação, senti que o sentido dado procurava um equilíbrio mais científico que racionalmente hipotético, como se não devêssemos sequer equacionar que mesmo as mais evoluídas democracias podem um dia ceder. Até porque esses factores externos, essa espécie de guardiões supra-estatais que mantêm a ordem e vigiam o sistema político do ponto de vista da manutenção do regime mais favorável ao concerto dos Estados membros, podem também falhar. Num resumo, a história anuncia que a democracia, como qualquer outro regime, não será perpétua; a vontade, por mais hipotética que se revele, procura que esta democracia o seja.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Apesar de condicionantes e variáveis de diversa ordem, é ponto assente que qualquer modelo de democracia se constrói permanentemente; é insuficientemente inacabado na medida em que exige dos cidadãos esforços que as paternalistas ditaduras arrancadas à história jamais poderiam conceber. E, assim, chegamos a um ponto fulcral: a construção permanente da democracia como sinal da sua própria consolidação, partindo do princípio quase unânime de que o poder do povo e pelo povo é mais frágil do que qualquer outro, sobretudo se o povo não entender que é ele, mais que uma entidade abstracta colectiva, quem deve comandar, sem limitar apenas ao voto esse mesmo poder. Viveremos então numa democracia?&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O politólogo norte-americano Robert Dahl classificou o que, regularmente, denominamos de democracias de modelo liberal como poliarquias. O que, e de forma muito sucinta, compreende os regimes nos quais o poder se estratifica em múltiplos pontos dispostos horizontalmente, permitindo que, em igualdade de circunstâncias, haja disputa política por grupos plurais e em que a base de participação política é significativamente alargada. Para a maioria dos estudiosos, o modelo de democracia predominante no ocidente é este uma vez que ele reflecte, aparentemente, o modelo norte-americano.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Num aparte, explico o uso do “aparentemente”, porque as democracias (poliarquicas ou em vias de o ser), à semelhança dos regimes ditatoriais, vivem também de aparências e manipulações constantes, sendo duvidosas as estratificações horizontais do poder quando nos confrontamos com factos e dados concretos. Divergem sim, e isso é unânime, nos métodos e nas formas como o Poder constrói as suas formas de legitimação. Talvez por isso, existe a perspectiva de se cultivar formalmente nas poliarquias a figura da separação de poderes, que serve para legitimar opções e actos concretos do sistema político e empreende, com o sufrágio e a liberdade de expressão, a imagem mais vincada de um regime democrático.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Voltando à poliarquia e centrando a análise na observação do caso português, depressa nos apercebemos que enfermamos de igualdade de disputa política (como quase todas as poliarquias do mundo, sobretudo a mais poderosa, os EUA) e ainda mais desigualdades na participação dos cidadãos, seja por uma deficitária cultura cívica, seja por bloqueios geridos pela efectiva partidocracia que caracteriza a sociedade portuguesa. A imperfeita democracia portuguesa (insuficientemente poliarquica, apesar da institucionalização de grupos de pressão e de inúmeros grupos de interesse que apostam na invisibilidade ao contrário do lobbie à maneira anglo-saxónica) esboroa-se agora no rotundo falhanço do seu sistema de separação de poderes e na perversa ligação que envolve os poderes políticos, económicos e judiciais. Este falhanço contamina permanentemente a consolidação do regime democrático, minando a sua credibilidade e a sua continuidade, como se tal pudesse significar um argumento de erosão acelerada do regime.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Enfrentando para além de uma crise externa, uma crise económica estrutural causada em larga medida pela delapidação dos recursos por parte de grupos ligados aos poderes ou a segmentos do próprio poder político executivo, Portugal perfila-se como um novo desafio ao estudo dos fenómenos políticos. Se os politólogos americanos enalteceram o pioneirismo português naquilo que denominaram a terceira vaga de democratização, hoje, pelas falhas estruturais nunca superadas e pelas deficientes supra-estruturas que os agentes políticos erigiram ao longo destes 35 anos, talvez seja caso para questionar se Portugal não poderá vir a tornar-se, de novo, pioneiro num outro sentido. À imagem do velho e tacanho regime que o antecedeu, não estará este também caindo de podre?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-8304817185701666523?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/8304817185701666523/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=8304817185701666523' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8304817185701666523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8304817185701666523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/11/caindo-de-podre.html' title='Caindo de Podre'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sv4GE-8t3fI/AAAAAAAAAMk/zM_oT0J2UDw/s72-c/1cad-ddc5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-6672549373775616648</id><published>2009-11-07T22:23:00.005Z</published><updated>2009-11-07T22:43:58.443Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica e Actualidade'/><title type='text'>O Emprego Certo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Recordo perfeitamente, no dia em que apresentei a minha dissertação de licenciatura, que após o descomprimir do momento fiquei à conversa com os meus avaliadores. O mais velho, um destacado catedrático da praça, não teve qualquer recato em afirmar que o melhor veículo para garantir um emprego certo é, definitivamente, um partido político. E, numa sinceridade espontânea, acrescentou que se fosse jovem admitiria a filiação em qualquer um para se assegurar, sugerindo-me um lacónico "&lt;em&gt;pense nisso&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ao longo dos meus anos de vida profissional no sector público acabei por entender a evidência dessas palavras. Conheci gente de todos os quadrantes políticos e até vi o cartão de um partido resguardar da ameaça do despedimento, mesmo sendo o “poder” do contra. Ali estava a garantia do emprego certo que o catedrático falava, ainda mais porque, efectivamente, aconteceram uns tantos despedimentos "apartidários".&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Hoje, ao folhear um jornal, deparo com a indignação (legítima) da oposição na Câmara Municipal de Loures ao presidente, razão pela qual recordo este episódio. Ao que se apurou, o presidente eleito pelo PS nomeou, para o seu gabinete, a filha e o cunhado, alegando a independência da escolha imanente a um cargo de assessoria que requer a máxima confiança pessoal. Nepotismo, aliado aos interesses do partido, resumem o episódio. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Nada demais, na procura do emprego certo e garantido, e de gravidade menor se olharmos para outros processos bem mais complexos. Eu, permitam-me, considero-o um episódio imoral e sintomático de uma crise profunda dos valores da &lt;em&gt;res publica&lt;/em&gt;. Infelizmente, é um entre muitos por esse país fora. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-6672549373775616648?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/6672549373775616648/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=6672549373775616648' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6672549373775616648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6672549373775616648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/11/o-emprego-certo.html' title='O Emprego Certo'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-9123986952359688465</id><published>2009-11-01T18:33:00.006Z</published><updated>2009-11-01T22:13:26.763Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica e Actualidade'/><title type='text'>O Talentoso Senhor Vara</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Su3WGBpZewI/AAAAAAAAAME/XGw9rYvlQeE/s1600-h/armandovara_25802_19_04_N.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 352px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399206927296723714" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Su3WGBpZewI/AAAAAAAAAME/XGw9rYvlQeE/s400/armandovara_25802_19_04_N.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Consta que de Armando Vara, José Sócrates disse um dia ser vítima de “inveja social”. É um conceito interessante, sobretudo quando todos sabemos ser Portugal um país de “invejosos”. E para não sair do padrão, há que reconhecer que o Senhor Vara tem sido alvo de muitas invejas ao longo da sua meteórica carreira política e “empresarial”, compreendida entre a distrital do PS de Bragança e a administração do maior banco privado português.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Olhando para o currículo do Senhor Vara, e cruzando esse currículo com as inúmeras notícias associadas ao seu nome, basta perdermos o sentido da honestidade e da moral num ápice para nos assumirmos como “invejosos”. Quantos caixas de banco militantes de um partido não invejam aquele que um dia chegou a administrador do banco? E quantos militantes de um partido não invejam os seus companheiros que um dia se tornaram ministros ou secretários de Estado?&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O Senhor Vara é um homem talentoso. Certamente, foi por todo esse talento que conseguiu palmilhar tantos degraus na carreira e hoje ser somente o vice-presidente do BCP. Dir-se-á que o Senhor Vara tem uma enorme queda para o negócio e, em Portugal, isso significa probabilidades de se cumprirem os sonhos mais almejados. Como é evidente, quando se cumprem, surgem as invejas de portuguesinhos medíocres que não passam de caixas de banco ou de meros militantes de base de um partido.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O caminho do talentoso Senhor Vara é tão romanesco como o título deste artigo. Isto, porque é um caminho contado pela “inveja social” da imprensa, voz de um povo de invejosos. O Senhor Vara passou de caixa de banco a político profissional, com António Guterres a fazer dele secretário de Estado da Administração Interna e, depois, seu ministro adjunto. É um percurso arrebatador, até que vêm os invejosos acusar o Senhor Vara de criar uma espécie de instituição fantasma - a Fundação para a Prevenção e Segurança - onde foi só fartar vilanagem. Provas? Zero, porque as invejas não conduzem à justiça, nem na terra nem no céu, ou não fosse um dos pecados capitais.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Quando o PS voltou ao poder, o talentoso Senhor Vara passou a ser administrador da Caixa Geral de Depósitos. «Grande emprego», bramiram os invejosos. E até se inventou por aí que na universidade onde o Senhor Vara cursava Relações Internacionais - a muito notada Independente onde o amigo e camarada Sócrates cursara Engenharia - tocaram sinos a rebate para que saísse a certidão de fim de curso, tida como essencial para que este homem de múltiplos recursos intelectuais assumisse o cargo na CGD. Nada mais que boatos invejosos, como o tempo sempre faz provar neste nosso Portugal.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas a campanha de “inveja social” não dá tréguas ao talentoso Senhor Vara. Uma alegada escuta policial envolve o vice-presidente do BCP numa tal de operação “Face Oculta”, baseada em alegados subornos a políticos e quadros de empresas de capital público. E assim, está feito o homem arguido num processo, com uma mão cheia de camaradas socialistas… Como se costuma dizer e redizer para as bandas do Largo do Rato, «&lt;em&gt;é (mais) uma cabala para atingir o PS&lt;/em&gt;». E, acrescento, o talentoso Senhor Vara, que se torna recorrentemente um caso de polícia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-9123986952359688465?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/9123986952359688465/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=9123986952359688465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/9123986952359688465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/9123986952359688465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/11/o-talentoso-senhor-vara.html' title='O Talentoso Senhor Vara'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Su3WGBpZewI/AAAAAAAAAME/XGw9rYvlQeE/s72-c/armandovara_25802_19_04_N.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-6742141022377615647</id><published>2009-10-09T10:16:00.007+01:00</published><updated>2009-10-09T10:37:40.462+01:00</updated><title type='text'>O Meu Alentejo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Ss8BEkVm7nI/AAAAAAAAAL0/bcQFLZrpCHw/s1600-h/IMGP7328.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390528456971185778" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Ss8BEkVm7nI/AAAAAAAAAL0/bcQFLZrpCHw/s400/IMGP7328.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; A imensidão da paisagem sublime e agreste, sulcada por rastros de suor e sangue de subjugados e sobreviventes, entre sobreiros e oliveiras polvilhadas no horizonte, trigo ao vento esbracejando, poejo e tomilho aromatizando as brisas quentes do Sul, vinhedos carregados do melhor néctar que outrora os deuses e os homens souberam fadar; eis o Alentejo, a terra que me conta as histórias. É ali que está parte do coração de mim, o primogénito da geração urbana que atravessou o Tejo e se fixou na capital há quase quarenta anos atrás. Como se o tempo tivesse por vezes o segredo de não significar nada mais que um sopro quando voltamos onde nem nunca estivemos.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A paz no desejo imenso de reencontrar a planície infinita, entre a alegria de sentir debaixo dos pés as raízes que me estão nos genes e o peso da recordação das tragédias marcadas numa “&lt;em&gt;Seara de Vento&lt;/em&gt;”, como a que Manuel da Fonseca, esse contemporâneo e companheiro de lutas de meu avô Carraça, tão rutilantemente ilustrou, levam-me a sonhar o meu Alentejo. Como se nos meus passos por terras curtidas no braseiro do sol, vivesse um passado onde tantas vezes “&lt;em&gt;os camponeses arrastam as botas cardadas, num ressoar soturno&lt;/em&gt;”. Essa, e tantas outras histórias que fizeram parte do meu imaginário por vezes longínquo dessa ruralidade de tragédia e de sofrimento, mas também de riso e de comédia.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Neste Alentejo habitam as histórias que a minha avó me contava em criança. Eram tempos de dor e crueldade, assentes na brutal exploração do trabalho de sol a sol para riqueza dos senhores da terra. Mas, neste mundo de traços tão vincadamente feudalistas, o latifúndio mergulhava no mistério, até porque, em tempos de breu, os fantasmas surgiam vindos sabe-se lá de onde e torneavam na noite as esquinas caiadas de branco para espanto de caminhantes solitários. E, já que evoco os fantasmas, confesso que jamais esquecerei o arrepio na espinha que me provocava aquela história da viúva eremita que em noites de lua nova, numa encruzilhada remota, falava com o demónio, não para atingir perfeições metafísicas à Fausto, mas para recuperar o marido que deus levara sem aviso prévio.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Para qualquer mal, fosse do sobrenatural ou do natural, havia sempre uma mezinha dada pela terra para a maleita. Desde as ervas para fins muito delicados do corpo e do espírito que cresciam em locais remotos da planície e obedeciam a uma arte precisa para serem colhidas à aguardente misturada em leite bem quente para combater o pingo ou males piores do inverno, passando por todos os tipos de efusões para todo e qualquer problema, a magia soltava-se sempre por terras desse Alentejo narrado em viva voz com brilhantismo e graça pela minha querida avó Cristina. Era ela a mulher que me abria a janela para esse além-Tejo que o meu lado paterno deixara definitivamente para trás; e só agora, passados quase vinte anos sobre o seu desaparecimento, o entendi.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Voltei do Alentejo. Dois dias apenas, ali pela raia, local que presumo não ter laços com a minha família, nem mesmo do lado materno, mais extenso e nómada. Independentemente disso, e como se da Espanha ao mar se compreendesse um mundo, ali está este pedaço de mundo onde se encontra a raiz de onde eu venho. E, como dizem que os alfacinhas não têm terra, tenho para mim a ideia de que neste vasto Alentejo, seja para as bandas do mar seja no caminho de Castela, se guarda algures uma terra que é minha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;foto: &lt;strong&gt;Patricia Passarinho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-6742141022377615647?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/6742141022377615647/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=6742141022377615647' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6742141022377615647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6742141022377615647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/10/o-meu-alentejo.html' title='O Meu Alentejo'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Ss8BEkVm7nI/AAAAAAAAAL0/bcQFLZrpCHw/s72-c/IMGP7328.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-5856853985458697668</id><published>2009-09-29T21:48:00.000+01:00</published><updated>2009-10-01T21:54:07.181+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Legislativas 2009'/><title type='text'>O que fazer com estes votos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SsUVwuJtWUI/AAAAAAAAALs/iNH4Fiq8EG8/s1600-h/graf_result_leg2009.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 226px; FLOAT: right; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387736455985322306" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SsUVwuJtWUI/AAAAAAAAALs/iNH4Fiq8EG8/s400/graf_result_leg2009.png" /&gt;&lt;/a&gt; Ao longo de quatro anos e meio de maioria absoluta na Assembleia da República foi difícil, se não mesmo impossível, ao primeiro-ministro conjugar verbos como ouvir, dialogar, negociar e outros tantos que instruem acções eventualmente construtivas em democracia. Aliando às lacunas ou omissões de conjugação verbal o estado a que chegámos, o resultado está à vista de todos: o PS ganhou as eleições mas perdeu mais de meio milhão de votos e, consequentemente, a maioria absoluta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora, cabe a Sócrates instruir-se na conjugação desses verbos outrora malditos. Nada voltará a ser como dantes, independentemente do eleitorado até lhe ter providenciado um &lt;em&gt;super&lt;/em&gt;-Paulo Portas como garantia de prossecução daquela velha política de sempre. Tudo uma mera questão de tempo mas, com a nuance de obrigar a um diálogo mais extensível no panorama parlamentar, mesmo que à ponta direita do hemiciclo surja o interlocutor privilegiado.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Felizmente que nem todos pensam como eu e, esperançosamente, olham para um novo Sócrates como o ser pensante que equaciona agora o que fazer com estes (muitos menos) votos. Assim, alimentam a esperança (ou quem sabe a fé) numa grande união das &lt;em&gt;esquerdas&lt;/em&gt;, com a agora também reforçada ala esquerda do parlamento. Sinceramente, e perdoem-me os crédulos, acho que Sócrates já decidiu não só o que fazer com os seus votos como com os daqueles que o podem fazer sobreviver nesta legislatura com morte anunciada, lá para meados de 2012. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-5856853985458697668?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/5856853985458697668/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=5856853985458697668' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/5856853985458697668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/5856853985458697668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/10/ao-longo-de-quatro-anos-e-meio-de.html' title='O que fazer com estes votos'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SsUVwuJtWUI/AAAAAAAAALs/iNH4Fiq8EG8/s72-c/graf_result_leg2009.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-8230502394601216039</id><published>2009-09-26T01:03:00.011+01:00</published><updated>2009-09-26T02:47:05.034+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Legislativas 2009'/><title type='text'>Instantâneos de Campanha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;1. Na recta final da campanha das legislativas de domingo, registo com alguma curiosidade os últimos apelos ao voto de José Sócrates e Paulo Portas. Estes dois candidatos argumentam como se o passado fosse uma espécie de realidade paralela onde nem um nem outro tivessem estado e agido enquanto actores políticos.&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sr1hu_244kI/AAAAAAAAALk/IKdN3BZ-dMs/s1600-h/13164345.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; FLOAT: left; HEIGHT: 80px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385568189448512066" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sr1hu_244kI/AAAAAAAAALk/IKdN3BZ-dMs/s200/13164345.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diz Portas, ex-Ministro de Estado de Barroso e Santana, que o CDS “&lt;em&gt;merece o benefício da dúvida&lt;/em&gt;”; pergunta o eleitor: mas o que mudou no ex-ministro Portas para que o candidato Portas possa merecer o “&lt;em&gt;beneficio da dúvida&lt;/em&gt;”? Parece que, espremendo o fruto para extrair o suco, soçobra o mesmo de sempre: muita demagogia, ilustrada num discurso fácil e habilmente "tabloidizado" que aponta a uma transversalidade quase apolitizada. Tudo em prol da senha de entrada no governo que aí venha. Portas é o partido, e cada vez mais se assume do tipo &lt;em&gt;catch- all&lt;/em&gt;, para usar a terminologia de Otto Kircheimer.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sr1hSMUTBLI/AAAAAAAAALc/qXAAf1WPEdg/s1600-h/13166960.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 127px; FLOAT: left; HEIGHT: 98px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385567694576878770" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sr1hSMUTBLI/AAAAAAAAALc/qXAAf1WPEdg/s200/13166960.gif" /&gt;&lt;/a&gt;Sócrates sabe que Louçã já teve melhores dias, tal como ele. Sabendo de antemão o que vale e a desilusão que personificou ao longo destes penosos quatro anos e meio, o ainda primeiro-ministro decide encarnar no mito do “&lt;em&gt;voto útil&lt;/em&gt;” de modo a estancar o descontentamento de alguns tradicionais eleitores do seu partido. Não me ocorre se alguma vez um candidato directo a primeiro-ministro se assumiu tão claramente como sinónimo de “&lt;em&gt;voto útil&lt;/em&gt;” porque, desmontando o conceito, há indícios de que isso represente uma auto-subvalorização perante o eleitorado. É como alguém que sabe que não presta, mas que, a seu ver, representa a única solução a um mal maior. Perante os factos e a necessidade, Sócrates acabou por se assumir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sr1g8MKFzPI/AAAAAAAAALU/dMXApqFFiQA/s1600-h/13166465.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 134px; FLOAT: left; HEIGHT: 98px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385567316576947442" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sr1g8MKFzPI/AAAAAAAAALU/dMXApqFFiQA/s200/13166465.gif" /&gt;&lt;/a&gt;2. Aparentemente, a dinâmica criada pelo Bloco de Esquerda entre as eleições europeias e o inicio da campanha pareciam fazer antever uma votação estrondosa para a dimensão do partido. Apercebendo-se claramente que o descontentamento de uma parcela do eleitorado socialista era captado pelo BE, Louçã transformou-se numa espécie de “Alice” num país de maravilhas que a sua imaginação projectou. Subitamente, o guardião da superior moral da esquerda, até aí embrenhado numa completa e descomprometida inconsequência ideológica que representava o seu maior trunfo para conquistar votos, libertou o seu trotskismo genético e radicalizou o discurso. Pode-se dizer que, provavelmente, Louçã nunca pensou que os seus “socialistas” fossem confrontados com os laivos mais “radicais” do seu programa eleitoral mas, Sócrates teve a habilidade de o denunciar num debate televisivo e, assim, colocou a semente da dúvida no seu eleitorado fugitivo, o qual, obviamente, não se revê em soluções tidas como "extremistas".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De facto, e se as sondagens acabarem por demonstrar semelhança à realidade de domingo, a chave da vitória de Sócrates pode encontrar justificação na quebra táctica do BE. Ao perder parte da parcela do descontentamento socialista, Louçã e o BE dão a vitória ao PS, não obstante conseguirem transformar-se na terceira força parlamentar. Mas, é evidente que, neste caso, o bom não se substitui ao óptimo e lança-se o desafio de, após uma década de existência, o BE ser obrigado a assumir as suas sínteses ideológicas, provenientes da sua própria génese e do seu desenvolvimento enquanto partido. A não ser que Louçã se renda à tentação de ser o &lt;em&gt;limiano&lt;/em&gt; de Sócrates, tornando tudo muito mais transparente… &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sr1gnYxxf0I/AAAAAAAAALM/MRrc5Q-5jzY/s1600-h/ng1196252.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 164px; FLOAT: left; HEIGHT: 81px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385566959187361602" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sr1gnYxxf0I/AAAAAAAAALM/MRrc5Q-5jzY/s200/ng1196252.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;3. Para muitos, a forma quase tímida como Jerónimo de Sousa se comportou nos debates com os seus adversários poderia fazer antever o descalabro eleitoral da CDU. Mas o carisma popular do secretário geral do PCP e a postura quase sempre construtiva do seu discurso demonstraram que Jerónimo vale votos para lá do PCP. A entrevista que deu a Ricardo Araújo Pereira fez mais uma vez prova do seu humor, simpatia, e humanismo, desmistificando os traços rudes e grosseiros com que se continuam a pintar os comunistas na sociedade portuguesa. Para além disso, Jerónimo, apesar de comunista, é um &lt;em&gt;gentleman&lt;/em&gt; e não resistiu mesmo a pedir desculpa aos jornalistas, que o acompanharam ao longo destas duas semanas, pela rotineira ementa de campanha. Febras de porco, para que se saiba.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sr1gUEh0n7I/AAAAAAAAALE/TCkzJipougM/s1600-h/ng1196265.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 155px; FLOAT: left; HEIGHT: 77px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385566627334234034" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sr1gUEh0n7I/AAAAAAAAALE/TCkzJipougM/s200/ng1196265.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;4. O PSD desta campanha foi um partido à imagem de Manuela Ferreira Leite. Pálido e fantasmagórico. Já se suspeitava que sempre que Ferreira Leite usasse da palavra havia votos a perderem-se. Depois, veio a teimosia exponencial na tese da “&lt;em&gt;asfixia democrática&lt;/em&gt;” representada pelo poder socialista, tese esta a que insistentemente recorreu para chegar ao cúmulo de afirmar que os resultados das projecções que derrotam o PSD se devem ao medo instalado na sociedade portuguesa. Pelo caminho, houve demasiada trapalhada e a “&lt;em&gt;verdade&lt;/em&gt;” apregoada foi-se transformando em rábula. Veja-se o “misterioso” caso das escutas de Belém, os votos comprados pelos candidatos arguidos ou o modelo democrático da Madeira. Asfixiada em fantasmas, Ferreira Leite só conseguiu elencar o que não faria se fosse poder. Nada mais. Por tudo isto, vai perder as eleições.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-8230502394601216039?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/8230502394601216039/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=8230502394601216039' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8230502394601216039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8230502394601216039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/09/instantaneos-de-campanha.html' title='Instantâneos de Campanha'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sr1hu_244kI/AAAAAAAAALk/IKdN3BZ-dMs/s72-c/13164345.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-7877787712852876786</id><published>2009-09-16T13:08:00.005+01:00</published><updated>2009-09-26T02:49:53.747+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Desvalorização e Desmotivação</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"O actual quadro legal aplicável ao regime de carreiras dos trabalhadores da Administração Pública e Local é, efectivamente, a maior ofensiva que um governo, em democracia, impôs ao sector público e aos seus recursos humanos. Sob o manto do incremento da produtividade e da competência esta legislatura, sustentada na maioria parlamentar absoluta do Partido Socialista, que agora termina, ao atacar implacavelmente os trabalhadores do sector público, é responsável pela maior horda de legislação lesiva à prestação de serviços públicos de qualidade, seja através do Estado, seja através dos municípios. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De inspiração absolutamente tecnocrática e apresentando um desfasamento completo daquilo que são e devem ser as condições necessárias para a prestação de serviços públicos de qualidade em prol das populações, o quadro legal imposto pela Lei 12-A/2008, e legislação sucedânea e complementar – onde inevitavelmente se inclui o SIADAP (Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho na Administração Pública) -, ataca impiedosamente os trabalhadores do sector público, consumando um objectivo que sabíamos subjacente à política de anteriores governos que, ao longos dos anos, têm apontado os trabalhadores da Administração Pública como uma das principais barreiras ao desenvolvimento do País.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao usar os trabalhadores e os seus direitos laborais como álibi para a sua incompetência, os responsáveis políticos deste e de anteriores governos fomentaram na sociedade portuguesa o estigma de que a responsabilidade pelo falhanço das políticas públicas não resulta tanto das suas opções e da acção executiva dos agentes políticos, mas sim dos trabalhadores e dos direitos que adquiriram ou foram adquirindo com a sua luta desde a Revolução de Abril. Como resultado dessa desculpabilização, os trabalhadores da Administração Pública e Local encontram-se sob uma ofensiva constante que visa, abertamente, colocar entraves à prossecução de serviços públicos de qualidade, encaminhando os segmentos mais rentáveis do sector público para o sector privado. O actual quadro legal, ao mascarar-se de benéfico para a valorização dos recursos humanos do Estado, imprimindo índices de competitividade e produtividade como formas de valorização do trabalho, é o mais evidente dos logros a que nos têm submetido. Deixamos, e seguir, apenas dois exemplos que ilustram o que temos vindo a denunciar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em primeiro, o logro começa com a atribuição de cotas para as notas mais valorizadas (Muito Bom e Excelente), o que, não só é contraproducente como inviabiliza que um determinado serviço público consiga reunir um número alargado de funcionários de excelência. Imaginemos o dilema que assaltará um director de serviços perante uma cota que lhe permitirá apenas atribuir um “excelente”e dois “muito bons” para um universo bem mais alargado de trabalhadores que se encaixam nessas avaliações. Os que ficarem fora das cotas mais valorizadas sentir-se-ão naturalmente discriminados iniciando-se assim, não só, um processo de desmotivação, como de corrosão das relações em ambiente de trabalho. Inevitavelmente, os resultados não poderão corresponder, no futuro, àquilo que aquele director pretendia e que todos, enquanto cidadãos, desejamos e pretendemos para um serviço público de qualidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Num segundo exemplo, o actual quadro legal representa também uma clara ofensiva à valorização pessoal e profissional dos trabalhadores. Para efeitos de progressão na posição remuneratória, o investimento do trabalhador que, a exemplo, opta por fazer estudos pós-graduados ou valorizar-se com formação profissional constante é nulo, uma vez que tudo gira em torno da avaliação que o responsável faça do desempenho profissional do trabalhador. Poder-se-á argumentar que um mestrado ou uma pós-graduação servirão para que o trabalhador incremente melhores resultados ao seu desempenho profissional mas, face à esquematização burocrática e à discricionariedade subjacente aos processos de avaliação, valerá o esforço financeiro, pessoal e familiar decorrente dessa “valorização”?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Realisticamente, cabe a todos nós, trabalhadores da administração pública, movimento sindical e cidadãos, insurgirmo-nos contra todo este processo que não só se revela falacioso como instiga à degradação efectiva do sector público. Este quadro legal, não só visa limitar os vencimentos dos trabalhadores, como no imediato já nos começamos a aperceber, como introduz níveis de precarização do trabalho na Administração Pública e Local que apontam a breve trecho para despedimentos e para um clima de medo e degradação nos serviços públicos. Nós, enquanto sindicato mais representativo dos trabalhadores do maior município do País, continuaremos a lutar e a apelar a todos os nossos associados que estejam connosco nesta luta que, objectivamente, visa revogar este complexo e nefasto quadro legal que aponta à destruição do sector público nacional minando-o de dentro para fora. É preciso não esquecer que este quadro legal é o corolário de uma ofensiva constante vinda do poder político, repartido entre PS, PSD e CDS/PP, apontando, no futuro, à legitimação de medidas ainda mais gravosas contra os trabalhadores do sector público. A nós, resta-nos continuar a denunciá-lo e combatê-lo." &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;FB &lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000066;"&gt;O presente texto será publicado na edição nº 134 do jornal do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, "O Trabalhador da CML".&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-7877787712852876786?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/7877787712852876786/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=7877787712852876786' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7877787712852876786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7877787712852876786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/09/desvalorizacao-e-desmotivacao.html' title='Desvalorização e Desmotivação'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-3312291264215819202</id><published>2009-09-02T00:41:00.001+01:00</published><updated>2009-09-12T19:45:20.035+01:00</updated><title type='text'>Life without internet</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sqvr8KQ7yhI/AAAAAAAAAK8/GOVPhLq_uVs/s1600-h/IMGP6229.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380653598604249618" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sqvr8KQ7yhI/AAAAAAAAAK8/GOVPhLq_uVs/s400/IMGP6229.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda são possíveis momentos unplugged – independentemente dos wireless - nas nossas vidas. Em férias, sobretudo quando a lonjura nos desprende de casa e a vida se faz de calmaria, descoberta e lazer pleno, a civilização (ou aquilo que entendemos que isso seja ou possa ser) pode muito bem ser dispensada. Foi o que me fez sentir a insularidade de uma viagem de férias, onde na aparência, tudo nos parece um lugar distante, como se só existíssemos nós, os nossos e as ondas do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O mundo até poderia ter acabado. A televisão do quarto de hotel nem sequer funcionava em perfeitas condições, logo, foi dispensável… a não ser que jogasse o Benfica! Confesso: não resisti e conectei-me para saber se nos bateríamos vitoriosos em Guimarães e em Poltava. Mas, em férias, e num local onde nem sequer chegam jornais, tudo o resto se tornou dispensável. Telemóvel desligado e apenas dois ou três contactos com casa para saber se tudo ia correndo pelo melhor. O que interessa é amar e desfrutar. Nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas, que jeito dá um ar condicionado num país tropical. E um frigorifico de mini-bar. E um telefone de recepção de hotel para chamar um táxi que nos leve a qualquer lugar fantástico. Não podemos viver sem isso, ou já não sabemos porque estamos impregnados de conforto por dentro e por fora. Ali está um computador com ligação à internet. É inevitável! Mas resisto; para quê corromper minutos de paz a ler mensagens de e-mail ou facebook dos amigos. Haverá tempo para tudo isso ao regressar. E blogues, e teclados de computador tilintando… Nem pensar. Resisti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Doces férias, doces tempos. Ó gloriosa solidão (ou quase) de civilização na sombra dos dias.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Foto: FB&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-3312291264215819202?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/3312291264215819202/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=3312291264215819202' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/3312291264215819202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/3312291264215819202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/09/ainda-sao-possiveis-momentos-unplugged.html' title='Life without internet'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sqvr8KQ7yhI/AAAAAAAAAK8/GOVPhLq_uVs/s72-c/IMGP6229.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-8495178037464599815</id><published>2009-07-31T23:40:00.003+01:00</published><updated>2009-08-09T12:23:10.487+01:00</updated><title type='text'>Cunhal por Saramago</title><content type='html'>Contra o hábito, hoje não sou eu que escrevo aqui. O texto que se segue é de José Saramago e foi re-publicado, com algumas nuances inéditas, hoje (a sua versão original surgiu na revista &lt;em&gt;Pública&lt;/em&gt; em 2003, ainda Álvaro Cunhal vivia), no DN. Para ler e recordar. Sempre... &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364771454322186226" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SnN_NsQHl_I/AAAAAAAAAK0/WSnGU3ec074/s400/Exp_ACunhal.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;ÁLVARO CUNHAL&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Não foi o santo que alguns louvavam nem o demónio que outros aborreciam, foi, ainda que não simplesmente, um homem. Chamou-se Álvaro Cunhal e o seu nome foi, durante anos, para muitos portugueses, sinónimo de uma certa esperança. Encarnou convicções a que guardou inabalável fidelidade, foi testemunha e agente dos tempos em que elas prosperaram, assistiu ao declínio dos conceitos, à dissolução dos juízos, à perversão das práticas. As memórias pessoais que se recusou a escrever talvez nos ajudassem a compreender melhor os fundamentos da raquítica árvore a cuja sombra se recolhem hoje os portugueses a ingerir os palavrosos farnéis com que julgam alimentar o espírito. Não leremos as memórias de Álvaro Cunhal e com essa falta teremos de nos conformar. E também não leremos o que, olhando desde este tempo em que estamos o tempo que passou, seria provavelmente o mais instrutivo de todos os documentos que poderiam sair da sua inteligência e das suas finas mãos de artista: uma reflexão sobre a grandeza e decadência dos impérios, incluindo aqueles que construímos dentro de nós próprios, essas armações de ideias que nos mantêm o corpo levantado e que todos os dias nos pedem contas, mesmo quando nos negamos a prestá-las. Como se tivesse fechado uma porta e aberto outra, o ideólogo tornou-se autor de romances, o dirigente político retirado passou a guardar silêncio sobre os destinos possíveis e prováveis do partido de que havia sido, por muitos anos, contínua e quase única referência. Quer no plano nacional quer no plano internacional, não duvido de que tenham sido de amargura as horas que Álvaro Cunhal viveu ainda. Não foi o único, e ele o sabia. Algumas vezes o militante que sou não esteve de acordo com o secretário-geral que ele era, e disse-lho. A esta distância, porém, já tudo parece esfumar-se, até as razões com que, sem resultados que se vissem, nos pretendíamos convencer um ao outro. O mundo seguiu o seu caminho e deixou-nos para trás. Envelhecer é não ser preciso. Ainda precisávamos de Cunhal quando ele se retirou. Agora é demasiado tarde. O que não conseguimos é iludir esta espécie de sentimento de orfandade que nos toma quando nele pensamos. Quando nele penso. E compreendo, garanto que compreendo, o que um dia Graham Green disse a Eduardo Lourenço: "O meu sonho, no que toca a Portugal, seria conhecer Álvaro Cunhal." O grande escritor britânico deu voz ao que tantos sentiam. Entende-se que lhe sintamos a falta.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-8495178037464599815?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/8495178037464599815/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=8495178037464599815' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8495178037464599815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8495178037464599815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/08/cunhal-por-saramago.html' title='Cunhal por Saramago'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SnN_NsQHl_I/AAAAAAAAAK0/WSnGU3ec074/s72-c/Exp_ACunhal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-29593468352973317</id><published>2009-07-15T00:39:00.004+01:00</published><updated>2009-07-15T00:51:10.353+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>A Coligação de António Costa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ao reflectir sobre o cenário eleitoral em torno de Lisboa, e sobretudo após ter analisado os nomes que António Costa tem captado para a sua trincheira, assalta-me o medo de voltar a ver, de novo, a minha cidade tomada por santanistas e santanetes. Na verdade, e independentemente da acção do PS enquanto governo, a única solução para evitar que o poder na autarquia lisboeta volte, mais uma vez, às mãos de Santana Lopes e seus pares perfilar-se-ia numa ampla coligação de esquerda, envolvendo o PCP e o BE. Sem rodeios, e presumindo que o mais importante de tudo é a cidade e, consequentemente, os lisboetas, tal coligação apresentava-se como um imperativo. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Infelizmente, e conforme se pode ler nos jornais, a presumível coligação de esquerda que parece ter estado na agenda de António Costa tornou-se inviável esta semana. Não sei em que termos o aparelho lisboeta do PS colocou as pedras no tabuleiro mas, após quase dois anos de mandato, presumo que talvez assista alguma razão à esquerda que recusou o acordo. Independentemente das candidaturas de Ruben de Carvalho (CDU) e Luís Fazenda (BE) estarem no terreno, creio que o medo do “cataclismo” santanista seria só por si uma forte razão para este avanço em bloco das forças de esquerda que, como se sabe, representam a maior tendência eleitoral na capital. Porém, Costa e o PS têm tido posições pouco consentâneas com a defesa de interesses inalienáveis a uma verdadeira política de esquerda para a capital. E tudo isso reflectiu-se agora, independentemente das estratégias eleitorais dos partidos perante uma calendarização de brutal exigência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;De facto, ao promover intenções claras de privatização de serviços nevrálgicos da autarquia - como a recolha de lixo ou, agora, a manutenção de espaços verdes -, ao ter sido impelido pelo movimento sindical e pela luta dos trabalhadores a recuar quanto à intenção de despedir centenas de falsos recibos verdes, ao tomar a posição que tomou na “guerra” dos contentores de Alcântara, ao ignorar a degradação constante da vida dos cidadãos na cidade por via da falta de uma visão estratégica com efeitos no terreno (apesar de uma série de processos delineados como a Carta Estratégica, o simplis ou o “pagamento a tempo e horas”), António Costa mostrou, em dois anos de mandato, muito daquilo que o separa de uma efectiva solução política de esquerda. Uma coligação agora, e neste cenário, soaria a utilitarismo puro e simples, ainda mais quando provavelmente se pretendesse incluir José Sá Fernandes ou Helena Roseta como representantes “independentes” dessa ampla coligação à esquerda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Após o desenlace anunciado à partida, a António Costa restará ir a votos acompanhado de Sá Fernandes e, com toda a probabilidade, Helena Roseta. Sá Fernandes significará uma incógnita em termos eleitorais uma vez que, aprofundando a análise em torno do que tem sido o seu mandato enquanto vereador, poderá retirar mais votos do que aqueles que conseguirá captar. Além do mais, Santana Lopes será o primeiro a apontar Sá Fernandes como um dos principais responsáveis pelo descalabro da sua gestão enquanto edil da cidade. Em sequência do embargo ao túnel do Marquês de Pombal, a personagem de Sá Fernandes fornece a Santana uma arma de peso na campanha; é preciso não esquecer que se está perante um político hábil no uso e abuso de argumentos de vitimização, servindo estes tanto para as lutas internas do PSD como para as externas, conforme o seu percurso tem demonstrado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ao tentar Helena Roseta como aliada, Costa tenta estancar mais fragmentação à esquerda. Diz-se que as relações entre os dois não são propriamente uma lua-de-mel, sobretudo porque a ex-deputada do PS tende a fazer-se valer da eventual mais-valia que representam os votos presidenciais de Manuel Alegre nas Presidenciais de 2006, logo pretendendo assumir um maior protagonismo no futuro executivo camarário. Na verdade, esta ambição poderá não parecer assim tão disparatada uma vez que o resultado de Roseta nas “intercalares” de 2007 foi relevantemente expressivo (superior mesmo a PCP e BE). Mas, após tanta inconsequência ao longo do mandato, será caso para questionar o que valerá actualmente Helena Roseta na escolha dos eleitores lisboetas. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Perante tudo isto, eu lamento! Lamento que a tão ansiada coligação de esquerda que outrora foi, apesar de tudo, uma experiência altamente positiva para Lisboa (com certeza a última até ao momento!) não seja possível de reeditar. Lamento que António Costa não represente uma solução de consenso à esquerda e por isso se veja reduzido a uma coligação com “independentes”, seja lá qual for o significado político da expressão (pelo menos em Portugal). Assim, quem fica a ganhar é aquilo que ultrapassando o epíteto da direita representa o pior lado da política portuguesa. Por tudo isto, eu lamento, e só me ocorrem as palavras do meu malogrado amigo Gracindo Neves que não se cansava de dizer “este povo não tem memória, só uma vaga ideia”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-29593468352973317?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/29593468352973317/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=29593468352973317' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/29593468352973317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/29593468352973317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/07/coligacao-de-antonio-costa.html' title='A Coligação de António Costa'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-7203574305166588437</id><published>2009-06-30T21:24:00.006+01:00</published><updated>2009-06-30T21:40:16.534+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Obituário'/><title type='text'>A Morte a Três</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Skp1bFhVvSI/AAAAAAAAAI8/nZ8difDCy2k/s1600-h/michael_jackson(2).jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 160px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353220215282187554" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Skp1bFhVvSI/AAAAAAAAAI8/nZ8difDCy2k/s200/michael_jackson(2).jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Skp1a0Pmx8I/AAAAAAAAAI0/th7kFuKFp7A/s1600-h/farrah-fawcett-.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 144px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353220210644404162" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Skp1a0Pmx8I/AAAAAAAAAI0/th7kFuKFp7A/s200/farrah-fawcett-.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Skp1ai7pkhI/AAAAAAAAAIs/hRV3UBWcDrw/s1600-h/1_3__13437t.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 130px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353220205997298194" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Skp1ai7pkhI/AAAAAAAAAIs/hRV3UBWcDrw/s200/1_3__13437t.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As vedetas morrem a três? De quando em vez acontece, como se uma chamasse a outra e a outra. Foi assim com Hendrix, Joplin e Morrison, e agora com Fawcett, Jackson e Bausch. Claro que todo este paralelismo poderá parecer absurdo. O primeiro trio vinha do mundo do rock e todos andavam nos vinte, trinta anos, para além de pouco tempo antes ter morrido também Brian Jones, o que somado ao mítico &lt;em&gt;american trio&lt;/em&gt; poderia ter formado um quarteto . Agora, este trio que desaparece na velocidade estonteante de cinco dias (e não de cerca de um ano), pouco teria de comum entre si, à excepção do mediatismo que cada um reuniu em torno das suas personalidades e, em certa medida, das suas obras. Com honrosas e diferentes amplitudes, esclareça-se. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-7203574305166588437?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/7203574305166588437/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=7203574305166588437' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7203574305166588437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7203574305166588437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/06/morte-tres.html' title='A Morte a Três'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Skp1bFhVvSI/AAAAAAAAAI8/nZ8difDCy2k/s72-c/michael_jackson(2).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-8815116430449041066</id><published>2009-06-25T23:10:00.003+01:00</published><updated>2009-12-13T00:56:11.724Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica e Actualidade'/><title type='text'>Estórias de Ricos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E certo dia uns quantos ricos zangaram-se… Zangaram-se de tal forma que logo a adormecida Sra. D. Justiça foi convidada a acordar.&lt;/em&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O Comendador Joe, jogador e homem das artes apesar do estranho sotaque, afortunado dos tempos em que ainda havia filões a dar ouro, não perdoou a cinco magnânimes regedores de uma empresa de agiotagem - usualmente designada banco -, e sem piedade nem complacência, como se sentimentos desses fossem catarses de católicos ascetas, despertou a sonolenta Sra. D. Justiça, tão laica e balanceada quando engalanada chega e caminha para a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Estimulada pelo estremeção de tão varonil dedo acusador, logo bradou Assim não, meus senhores. E acusou no pressuposto de palavrões conjugados, do qual resultam conceitos como manipulação de mercado, falsificação da contabilidade, burla qualificada… mas, no essencial e para o vulgo e comum mortal entender, algo que se resume a qualquer coisa como vinte e quatro milhões de euros – o que na moedinha pobretana do antigamente dá uns doze milhões de contos, mais tostão menos tostão – distribuídos pelos cinco malandrins, sabe-se lá em que quinhões. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Navegando por estas águas turvas do mundo de agiotagem e semelhantes malfeitorias, lá vem ao banzé o badalado offshore das Ilhas Caimão, espécie de paraíso na terra para banhos de capital. Julga-se que era aí que se debruava a tramóia… mas por agora é só julgar, pois até já soam burburinhos maldizentes que acham que a senhora pode voltar a adormecer. Até porque estas coisas de ricos são tudo invejas e, bem visto o panorama, isto é gente que resolve as coisas como gentlemenes.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Se eu fosse o narrador desta história até ao momento em que se lê fim, dava-se um salto às Caimão ou ali à Suiça, os cinco levantavam o pilim, devolviam-no e esquecia-se isto do deve e da manipulação e da burla!... Era uma poupança de trabalhos e gastos. E o Comendador Joe, se não gostar, vá passear ao museu ou jogar na bolsa que a Sra. D. Justiça volta já para a caminha. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-8815116430449041066?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/8815116430449041066/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=8815116430449041066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8815116430449041066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8815116430449041066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/06/estorias-de-ricos.html' title='Estórias de Ricos'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-3589710917502883821</id><published>2009-06-10T18:33:00.002+01:00</published><updated>2009-06-13T18:35:39.168+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Europeias 2009'/><title type='text'>Notas sobre as Europeias (II)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SjPjIoHeZeI/AAAAAAAAAIk/OpyNFsP6b4s/s1600-h/resultadosfinaiseuropa2009.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346866919966139874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 270px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SjPjIoHeZeI/AAAAAAAAAIk/OpyNFsP6b4s/s400/resultadosfinaiseuropa2009.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reconheço que parte do meu último texto sobre as Europeias se tornou praticamente obsoleto logo no dia a seguir. Na verdade, e apesar da minha formação académica enfermar em tentações cientificas muitas vezes arriscadas, como o recurso a sondagens para apontar resultados previsíveis, não tenho por hábito guiar-me por este tipo de estudos (venham eles donde vierem) para aferir os pulsares da política, até porque não me parece que esse tipo de exercícios matemáticos aplicados à vontade ou à escolha das pessoas sejam capazes de produzir resultados estritamente científicos. Para não alimentar polémicas, até sou capaz de nutrir respeito por quem os persegue, mas, permitam-me que me mantenha céptico, independentemente da minha admiração por quem não desiste da objectividade dos números atingidos enquanto resultado de exigências metodológicas honestas. De facto, as sondagens pré-eleitorais relativas ao acto do passado domingo revelaram-se de uma assertividade desastrosa. Nada de inédito, é certo, mas desta vez, talvez pelo desenlace final, poucos se escusaram em apontar as insuficiências das previsões, colocando em causa desde o método à objectividade com que são trabalhadas as amostragens e consequentemente os resultados por elas produzidos. Em suma, eu próprio caí na armadilha das sondagens e com base nelas adiantei uma derrota do PSD e do seu candidato, independentemente do empate técnico que se apontava. Não foi assim. O PSD ganhou as eleições e Paulo Rangel, um candidato aparentemente fraco ganhou margem para que fazedores de opinião o catapultem para voos nunca dantes imaginados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álibi da abstenção foi bradado pelos técnicos de sondagens como causa primeira para o falhanço. Mas é esse mesmo álibi que parece servir ao actual partido de poder para desvalorizar a votação histórica conseguida pelos dois partidos à esquerda do PS. A lógica parece assentar num acto eleitoral que mobilizou maioritariamente quem quis votar contra o governo. Até parece aceitável mas, ao vermos o Bloco de Esquerda e o PCP a ultrapassarem juntos a barreira dos 20% dos votos parece legítimo e politicamente honesto tirar ilações. É que para além do voto de protesto, é premente equacionar que há uma franja cada vez maior de eleitores a não se reconhecerem na política de sempre, simbolizada em PS, PSD e CDS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ultrapassagem em número de votos e mandatos pelo BE ao PCP (apesar da margem ser mínima) é evidentemente um facto inédito no panorama político nacional, uma vez que nunca o PCP se viu ultrapassado à esquerda. Apesar do excelente resultado da CDU, há naturalmente, para o PCP, um incómodo compreensível nesta nova arrumação do quadro partidário português. A grande dúvida é se o resultado eleitoral do BE é consistente noutro cenário eleitoral. Independentemente do elevadíssimo valor da abstenção, crê-se que o crescimento eleitoral do BE se deveu, sobretudo, a uma canalização de votos de simpatizantes do PS que aproveitaram a eleição em causa para mostrar o seu desagrado com a actuação governativa. A ténue aproximação do militante e deputado socialista Manuel Alegre ao partido de Francisco Louçã poderá também ter tido algum impacto na votação obtida uma vez que os “alegristas” não se cansam de valorizar o resultado conseguido pelo poeta-deputado nas últimas presidenciais em oposição ao seu próprio partido. E o certo é que este resultado do BE tem forçosamente uma ligação clara com o paupérrimo resultado obtido pelo PS. Por tudo isto, será extremamente interessante verificar o fenómeno BE nas legislativas e já agora saber como se comportará o eleitorado consistente do PCP em oposição ao eleitorado mais volátil do BE num cenário com uma previsivel menor abstenção e com outras e mais relevantes dinâmicas em causa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-3589710917502883821?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/3589710917502883821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=3589710917502883821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/3589710917502883821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/3589710917502883821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/06/notas-sobre-as-europeias-ii.html' title='Notas sobre as Europeias (II)'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SjPjIoHeZeI/AAAAAAAAAIk/OpyNFsP6b4s/s72-c/resultadosfinaiseuropa2009.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-955439373811420788</id><published>2009-06-06T18:47:00.006+01:00</published><updated>2009-06-13T18:36:52.287+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Europeias 2009'/><title type='text'>Notas sobre as Europeias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O acto eleitoral&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;Em vésperas de eleições para o Parlamento Europeu pulsa-se mais um acto eleitoral marcado pela abstenção, à semelhança do que se passa noutros Estados membros que já iniciaram as votações. Poderão apontar-se inúmeras variáveis que contribuem para o desinteresse dos europeus neste acto eleitoral mas torna-se incontornável que um dos vectores que mais empurra os eleitores para a abstenção é o próprio conceito de Europa estruturado por uma burocracia institucional situada entre Bruxelas e Estrasburgo. De facto, a Europa enquanto instituição política é uma abstracção aos olhos do cidadão comum, seja aqui, seja em França, Espanha ou Alemanha. A face elegível pelo cidadão desta abstracção é o Parlamento Europeu, o órgão constituído pelas famílias políticas transnacionais geradas das tendências nacionais dos Estados membros da União que, teoricamente, representam as nossas vontades na tomada de decisões. Teoricamente, volto a sublinhar, porque aquilo que de facto ali se representa é toda uma rede tecnocrática amorfa e distante dos cidadãos que contribui para que a Europa enquanto conceito se encontre numa crise profunda e o eurocepticismo ganhe cada vez mais terreno em todos os Estados membros. Quando uma nomenclatura burocrática afasta ou pressiona os cidadãos nas decisões mais importantes (veja-se todo o historial da Constituição Europeia ou da sua versão &lt;em&gt;soft &lt;/em&gt;chamada Tratado de Lisboa), o pronuncio acerca do modelo institucional desta Europa só pode ser negativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escolhas&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;A poucas horas de se começar a votar em Portugal, e fazendo fé nas sondagens, o partido do governo arrisca-se mesmo a vencer as eleições. Ao contrário da tendência tipo nos outros países da Europa, nem a crise e as múltiplas conflitualidades com a governação, nem mesmo a degradação institucional que paira um pouco por toda a parte parecem ser suficientes para levarem o eleitorado que amanhã se mobilize a derrotar o PS. Não deixa de ser preocupante para o principal partido da oposição, e também para o País, que a maioria do eleitorado não reconheça outras soluções para lá da que está no poder. Mesmo num cenário de empate técnico, o PSD é um vencido anunciado porque todas as condições conjunturais deveriam proporcionar-lhe uma vitória esmagadora e não um empate técnico. O PS de Sócrates até pode não ganhar nos números, mas anuncia-se que resista, o que só não é surpreendente porque o PSD de Ferreira Leite não encontra engenho nem rumo para se apresentar ao eleitorado, conforme demonstrou a campanha eleitoral de Paulo Rangel, feita entre clubes de elite e umas medrosas arruadas. Na verdade, até nem se pode dizer que o PS não tenha ajudado ao escolher o pior cabeça de lista possível: Vital Moreira foi mesmo muito mau e produziu embaraços suficientes para dar folga aos adversários. Mas, nem assim; e ainda há quem pense e propague que Paulo Rangel foi uma “excelente” escolha! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-955439373811420788?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/955439373811420788/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=955439373811420788' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/955439373811420788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/955439373811420788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/06/notas-sobre-as-europeias.html' title='Notas sobre as Europeias'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-4844656811315553852</id><published>2009-05-15T23:51:00.004+01:00</published><updated>2009-12-13T00:56:37.692Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica e Actualidade'/><title type='text'>O Primo da China</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 247px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336187305815792626" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sg3yFRIZW_I/AAAAAAAAAIc/4_ZvAXMqZPg/s400/b684290a.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;o ver a capa do Expresso deste fim de semana só posso sentir-me estupefacto. Numa primeira impressão, e abstraindo-me da garrafal manchete, pensei tratar-se de um cartaz de um filme de &lt;em&gt;kung-fu&lt;/em&gt;, daqueles que na infância me prendiam o olhar na fachada do Éden. Num segundo e momentâneo visionamento pensei que Tarantino aprontara das suas e, com Cannes no horizonte, o maior semanário português se rendera a nova incursão no &lt;em&gt;zen&lt;/em&gt; sanguinário do cineasta americano. Afinal, e porque à terceira é de vez, de cinefília há aqui muito, ou talvez nada. Trata-se de uma foto do primo de José Sócrates, o tal que andou metido nos estranhos negócios do &lt;em&gt;outlet&lt;/em&gt; de Alcochete e que agora anda por terras da China a treinar artes marciais 8 horas por dia, segundo o jornal. Assalta-me uma dúvida: em quem irá desancar o primo de Sócrates com tanto adestramento?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-4844656811315553852?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/4844656811315553852/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=4844656811315553852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/4844656811315553852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/4844656811315553852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/05/o-primo-da-china.html' title='O Primo da China'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sg3yFRIZW_I/AAAAAAAAAIc/4_ZvAXMqZPg/s72-c/b684290a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-663685303020484106</id><published>2009-05-07T22:01:00.008+01:00</published><updated>2009-12-13T00:55:45.019Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica e Actualidade'/><title type='text'>Contra-ciclo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em tempos de crise, um novo jornal pago chegou hoje às bancas. Numa altura em que a tendência internacional é a redução humana das redacções e até mesmo o reequacionar da continuidade de um formato como o jornal em papel (escrevi algures sobre isso num texto já aqui publicado e na decorrencia da revolução que têm sofrido muitos jornais norte-americanos) a chegada do «I» parece surgir em completo contra-ciclo. Eis algumas inquietações: &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não querendo ser injusto na avaliação deste primeiro número chegado hoje aos escaparates, tudo me leva a crer que o «I», ao contrário do que escreve o editor do jornal (“&lt;em&gt;tudo isto aqui é novo&lt;/em&gt;”), não traz nada de inédito ao panorama da imprensa escrita, à excepção de disponibilizar em português peças do «New York Times», incluindo crónicas de alguns dos seus colunistas como Thomas L. Friedman ou Paul Krugman. Nada que, a exemplo, a «Visão» não faça recorrentemente com a «Time». &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O jornal agrafado em jeito de revista faz recordar o gorado semanário «Já» de Miguel Portas. A arrumação das páginas lembra as mudanças no «Diário de Noticias» em inícios da década, cheio de &lt;em&gt;sínteses&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;caixinhas&lt;/em&gt; que servem mais para dispersar do que para cativar, apesar de (e citando o argumento com que se implementou esse modelo no DN) ser esta a fórmula que melhor corresponde aos anseios do leitor moderno. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Entre algumas pobrezas que se vão detectando página a página - como falta de contexto de uma série de troca de frases soltas entre David Cameron e Gordon Brown na rubrica internacional («Radar Mundo») ou de uma síntese dos dois anos de governação Sarkozy em três caixas que apenas ali parecem estar a fechar a página (não obstante a participação de um "tal" de Vasco Rato numa das colunas a dizer «&lt;em&gt;cedendo à pressão dos protestos&lt;/em&gt;» - vide página 16), - destaco aquilo que me parece um pouco abusivo da parte de um director de jornal que julga, na sequência dos artigos de opinião publicados e a publicar no «I», que “&lt;em&gt;a opinião orienta os raciocínios&lt;/em&gt;”. O verbo o&lt;em&gt;rientar &lt;/em&gt;não&lt;em&gt; &lt;/em&gt;parecerá pernicioso e denunciador de excessiva presunção quando aplicado a colunas de &lt;em&gt;opinião&lt;/em&gt; publicadas na imprensa? &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Em sintese, o «I» de informação que agora chegou tem a variável &lt;em&gt;on line&lt;/em&gt; que prometo visitar para procurar o prometido “&lt;em&gt;novo&lt;/em&gt;” mundo da informação. Por ora, ficarei por aí; o papel, mesmo que em provável contra-ciclo, não convenceu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-663685303020484106?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/663685303020484106/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=663685303020484106' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/663685303020484106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/663685303020484106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/05/contra-ciclo.html' title='Contra-ciclo'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-753796243303859738</id><published>2009-05-05T23:23:00.003+01:00</published><updated>2009-05-05T23:36:46.233+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Obituário'/><title type='text'>Vasco Granja</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SgC-b3uOxqI/AAAAAAAAAIU/ERvhdIwNHCE/s1600-h/VascoGranja_1b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332471344830269090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 324px; CURSOR: hand; HEIGHT: 221px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SgC-b3uOxqI/AAAAAAAAAIU/ERvhdIwNHCE/s400/VascoGranja_1b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A televisão era ainda a preto e branco. Não havia Canal Panda nem vhs e a Disney era algo a que só acedia aos domingos de manhã quando o meu pai me levava ao malogrado cinema do Caleidoscópio.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Em casa, desenhos animados era sinónimo de Vasco Granja: os &lt;em&gt;toons&lt;/em&gt; do período dourado da &lt;em&gt;Warner&lt;/em&gt;, o experimentalismo vindo do leste quando a Europa ainda era dual, as animações com plasticina que me inspiravam desajeitadas obras a que sonhava dar vida...&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O simpático senhor que animou tantas horas da minha infância morreu ontem, aos 83 anos. Um grande bem haja a Vasco Granja, um dos nomes mais inesquecíveis da minha geração.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1378463&amp;amp;idCanal=14"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Sobre o percurso do grande VASCO GRANJA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-753796243303859738?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/753796243303859738/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=753796243303859738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/753796243303859738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/753796243303859738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/05/vasco-granja.html' title='Vasco Granja'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SgC-b3uOxqI/AAAAAAAAAIU/ERvhdIwNHCE/s72-c/VascoGranja_1b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-626227202786548449</id><published>2009-05-02T01:06:00.002+01:00</published><updated>2009-05-02T20:31:03.489+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Desgraça de Política</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O impropério e o insulto podem não ser reacções legítimas numa democracia mas acontecem com imensa facilidade quando a lógica das massas se impõe. É assim no futebol, é assim numa manifestação ou num protesto; e manda a democracia que o valor da tolerância acabe por relevar alguns dos excessos. De facto, o protesto não encontra muitas vezes barreiras de linguagem no anonimato da multidão que age e reage dentro de uma espiral de contágio sempre mais emotiva que racional. Qualquer agente político em democracia tem o dever de entender isso enquanto inevitabilidade da dimensão pública. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Há umas semanas atrás, o primeiro-ministro queixava-se que as manifestações organizadas pela CGTP persistem no insulto pessoal contra a sua pessoa. Sócrates, que gosta de se mostrar inflexível nos seus propósitos e desde sempre tem desvalorizado os sinais da rua (num autismo bem típico das maiorias parlamentares absolutas), não se coibiu a criticar os excessos de linguagem e aproveitou para relançar assim o “&lt;em&gt;marketing&lt;/em&gt;” da vitimização que, como se sabe, potencia simpatias sobre a “&lt;em&gt;vítima&lt;/em&gt;” e combate o “&lt;em&gt;agressor&lt;/em&gt;”. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Quando o verbo atravessa a fronteira e se torna agressão, mesmo que tal não supere o empurrão ou o repelão, a situação extravasa para um campo que não pode ser tido como aceitável. O que sucedeu ontem a Vital Moreira no Martim Moniz, durante a manifestação do 1º de Maio da &lt;em&gt;Intersindical&lt;/em&gt; é, de facto, lamentável porque nada pode legitimar aquele tipo de reacção por parte de alguns cidadãos, sobretudo numa manifestação organizada que é também uma festa de liberdade e de democracia. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Posto isto, convém esclarecer que o sucedido ao candidato independente do Partido Socialista às Europeias foi apenas, e felizmente, resultado da actuação de uma meia dúzia de manifestantes e não do grosso da coluna. Porém, depressa se levantaram os clamores de ignomínia por parte do PS e dos comissários políticos do governo espalhados pelas redacções dos jornais e das televisões que se apressaram a visar no campo das responsabilidades a CGTP-IN e o Partido Comunista Português. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Sem apelo nem agravo, quem olha hoje a imprensa do dia verifica que a manifestação dos trabalhadores no 1º de Maio se tornou numa exteriorização da intolerância política representada numa esquerda de raiz leninista, estalinista, guevarista, e etc., etc., etc. Em suma, quem atentamente assiste a tudo isto com base nos &lt;em&gt;media&lt;/em&gt; e quer preservar alguma seriedade intelectual e política só pode constatar que Portugal assiste a uma vaga de desinformação que só pode servir, entre tantas coisas, o tal “&lt;em&gt;marketing&lt;/em&gt;” de vitimização que com certeza irá surgir com enorme frequência ao longo deste ano eleitoral. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Durante a noite de ontem, e depois de ter assistido à conferência de imprensa de Vitalino Canas do PS tive mais uma vez a certeza que o país está e estará no &lt;em&gt;ground zero&lt;/em&gt; da luta política enquanto a alarvidade dos medíocres continuar a dominar a acção política. Na verdade, nada disto surpreende se lembrarmos a ligeireza insultuosa com que alguns combatem publicamente os seus adversários políticos – basta lembrar como um quadro destacado do PS atacou, há uns dias, um histórico do seu próprio partido, recorrendo a recursos estilísticos que culminaram no julgamento de carácter para assinalar discordâncias ideológicas. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O que parece mais grave nesta situação é que a insensatez e a falta de civismo democrático de uma tão diminuta massa anónima acabaram por ganhar o lugar de protagonistas no Dia do Trabalhador. Resultado: o discurso de Carvalho da Silva foi praticamente silenciado dos blocos informativos e os milhares de trabalhadores e desempregados que encheram as ruas tornaram-se desordeiros intolerantes. Na retina ficará apenas um Vital Moreira hostilizado por manifestantes instigados em ódio destilado pelo dirigismo sindical e pelo PCP, segundo a versão oficial dos factos. Imagine-se se em Portugal se passasse, para não ir mais longe, o que sucede regularmente nas grandes manifestações em França ou na Alemanha. Partiriamos para a ilegalização do PCP e de uns quantos sindicatos?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-626227202786548449?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/626227202786548449/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=626227202786548449' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/626227202786548449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/626227202786548449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/05/desgraca-de-politica.html' title='Desgraça de Política'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-5983436376025242089</id><published>2009-04-30T23:26:00.002+01:00</published><updated>2010-01-17T23:33:09.585Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Cenas da Luta de Poder e de Classes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sfo7nNRjZ5I/AAAAAAAAAIM/mSg0kBI781s/s1600-h/neswletter-MeninaJulia.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 147px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330638653710624658" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sfo7nNRjZ5I/AAAAAAAAAIM/mSg0kBI781s/s400/neswletter-MeninaJulia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Corria o ano de 1888 quando August Strindberg, autor sueco, filho de um aristocrata falido e de uma empregada doméstica, escreveu a mais famosa das suas obras, «&lt;em&gt;Menina Júlia&lt;/em&gt;». No prefácio à peça, Strindberg salientava: &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;«&lt;em&gt;Deixei-me seduzir por um assunto por assim dizer estranho às lutas partidárias de hoje, visto que o problema da grandeza ou decadência social, da superioridade e da inferioridade, do bem e do mal, do homem e da mulher, tem e terá sempre um interesse duradouro&lt;/em&gt;» &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Nesse mesmo ano, o Brasil abolia a escravatura e a Áustria via nascer o Partido Social Democrata dos Trabalhadores. Dois exemplos em resposta a relações de poder e de classe: no primeiro caso, a superação da mais abjecta forma de exercício de poder de uns sobre outros homens; noutra, o erigir de novas relações de poder e representatividade através da emancipação político-partidária de uma classe. Ambos os acontecimentos são meras curiosidades e, observando hoje uma peça como «&lt;em&gt;Menina Júlia&lt;/em&gt;», apercebemo-nos como o autor tinha absoluta razão quando destacava o &lt;em&gt;interesse duradouro&lt;/em&gt; dos temas aflorados, até porque o mote da jovem aristocrata na vertigem de descer ao mundo da criadagem até se ver bloqueada na sua própria teia quando sente que já é impossível recuperar o poder e o controlo sobre o todo, nada mais pode ser que «&lt;em&gt;um tema da vida&lt;/em&gt;». Porém, simultaneamente, Strindberg estaria longe de entender quanto o rumo dos tempos faria da peça um clássico intemporal sobre uma época e sobre conflitualidades futuras que colocariam cara a cara homens em constante oscilação de posição de poder. Basta-nos relembrar quantas vítimas passaram a carrascos e vice-versa ao longo desse longo século XX para entender que o mundo mudara e transportara definitivamente as intemporalidades da vida doméstica para o plano distendido do social e do político. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Neste sentido, há nesta obra tão pulsante de vida a inevitabilidade de um olhar politológico que vê no triângulo “&lt;em&gt;Menina Júlia-Criado-Cozinheira&lt;/em&gt;” uma metáfora sobre relações de poder e de classe que se revêem nas oscilações constantes de posição que os personagens vão ocupando ao longo da peça. No início, tudo está nos &lt;em&gt;devidos&lt;/em&gt; sítios, como a metódica arrumação de uma sala de visitas. A &lt;em&gt;menina&lt;/em&gt;, a filha do patrão que é conde, manda e os criados obedecem, até na satisfação dos mais ridículos dos caprichos, sem que se reconheça a vontade de questionar. Mas, depois vem o humano, a insinuação de quem serve mas ambiciona deixar de servir (o &lt;em&gt;criado&lt;/em&gt;) e no ímpeto da carne e do desejo, no anseio pela experiência e pela transgressão, o poder desfaz-se. Há o ruído da turba, e a jovem mulher (a &lt;em&gt;menina Júlia&lt;/em&gt;), agravada pela sua própria condição de género, como qualquer criatura em desgraça, vira escória, perde o poder e de agente manipulador transforma-se em agente manipulado, capaz de ser humilhada pela criatura mais submissa à sua própria condição de berço (a &lt;em&gt;cozinheira&lt;/em&gt;). A tragédia traçada no horizonte de Júlia vislumbra-se como a libertação do criado à sua autonomia de construção de uma história; mas acaba por ruir quando, invisível, um poder maior, quase divino, se abate sobre ele (o do &lt;em&gt;conde&lt;/em&gt;, a verdadeira emanação do Poder, sempre fora de cena mas tantas vezes presente como ente supremo, seja pelas botas de montar seja pelo toque estridente da campainha, segundos antes do cair do pano) e o recoloca na condição originária, ou seja, na daquele que nasceu para servir. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A encenação de Rui Mendes, com Beatriz Batarda, Albano Jerónimo e Isabel Abreu, agora em cena no D. Maria II, pode não ser genial nem sublime, mas tem a grande virtude de deixar fluir o texto, dignificando uma peça marcante na história do teatro ocidental.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-5983436376025242089?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/5983436376025242089/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=5983436376025242089' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/5983436376025242089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/5983436376025242089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/04/cenas-da-luta-de-poder-e-de-classes.html' title='Cenas da Luta de Poder e de Classes'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sfo7nNRjZ5I/AAAAAAAAAIM/mSg0kBI781s/s72-c/neswletter-MeninaJulia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-7845028691184290393</id><published>2009-04-25T10:45:00.008+01:00</published><updated>2009-04-25T11:28:38.166+01:00</updated><title type='text'>Das Portas que Abril Abriu</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SfLdK1jH9PI/AAAAAAAAAIE/uivJoD1RG8E/s1600-h/25_de_Abril_1993_-_Dia_da_Liberdade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328564487375549682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 186px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SfLdK1jH9PI/AAAAAAAAAIE/uivJoD1RG8E/s320/25_de_Abril_1993_-_Dia_da_Liberdade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De tudo o que Abril abriu&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;ainda pouco se disse&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;um menino que sorriu&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;uma porta que se abrisse&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;um fruto que se expandiu&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;um pão que se repartisse&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;um capitão que seguiu&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;o que a história lhe predisse&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;e entre vinhas sobredos&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;vales socalcos searas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;serras atalhos veredas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;lezírias e praias claras&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;um povo que levantava&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;sobre um rio de pobreza&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;a bandeira em que ondulava&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;a sua própria grandeza!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;De tudo o que Abril abriu &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;ainda pouco se disse &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;e só nos faltava agora&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;que este Abril não se cumprisse.&lt;/em&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Excerto de &lt;strong&gt;As Portas Que Abril Abriu&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;José Carlos Ary dos Santos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-7845028691184290393?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/7845028691184290393/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=7845028691184290393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7845028691184290393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7845028691184290393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/04/das-portas-que-abril-abriu.html' title='Das Portas que Abril Abriu'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SfLdK1jH9PI/AAAAAAAAAIE/uivJoD1RG8E/s72-c/25_de_Abril_1993_-_Dia_da_Liberdade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-7097477108110921982</id><published>2009-04-24T23:29:00.002+01:00</published><updated>2009-04-25T11:29:00.633+01:00</updated><title type='text'>Memória de 24 de Abril</title><content type='html'>&lt;em&gt;Vararam-te no corpo e não na força&lt;br /&gt;e não importa o nome de quem eras&lt;br /&gt;naquela tarde foste apenas corça&lt;br /&gt;indefesa morrendo às mãos das feras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas feras é demais. Apenas hienas&lt;br /&gt;tão putridas tão fetidas tãos cães&lt;br /&gt;que na sombra farejam as algemas&lt;br /&gt;do nome agora morto que tu tens.&lt;/em&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;excerto de &lt;strong&gt;Soneto Escrito na Morte de Todos os Antifascistas Assassinado pela PIDE&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;José Carlos Ary dos Santos&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-7097477108110921982?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/7097477108110921982/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=7097477108110921982' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7097477108110921982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7097477108110921982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/04/memoria-de-24-de-abril.html' title='Memória de 24 de Abril'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-1082700311365574156</id><published>2009-04-23T00:54:00.009+01:00</published><updated>2009-04-25T11:07:44.574+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Obituário'/><title type='text'>Ballard e Chambers</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SfJTbELQ4RI/AAAAAAAAAH8/aECC3BHcHxk/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328413033575276818" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 147px; CURSOR: hand; HEIGHT: 203px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SfJTbELQ4RI/AAAAAAAAAH8/aECC3BHcHxk/s200/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SfJSx0bAg9I/AAAAAAAAAH0/BRzVLcTkQeI/s1600-h/JG.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;As nossas vidas estão sujeitas ao&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Império desses dois grandes&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;laitmotives&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;do século XX: &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;o sexo e a paranóia&lt;/em&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;J. G. Ballard&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer o obituário simultâneo de um escritor e de uma estrela do cinema pornográfico pode parecer um pouco estranho. Porém, na minha memória imediata, &lt;strong&gt;J.G. Ballard&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Marilyn Chambers&lt;/strong&gt;, recentemente falecidos, surgem efectivamente ligados a um nome: David Cronenberg. Mas, bem vistas as coisas, ambos pertencem a um único universo, o da tardo-modernidade nu&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SfJSx0bAg9I/AAAAAAAAAH0/BRzVLcTkQeI/s1600-h/JG.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328412324971709394" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 186px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SfJSx0bAg9I/AAAAAAAAAH0/BRzVLcTkQeI/s200/JG.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;m século em que a ciência tida como modelo absoluto de eficácia social e a pornografia tão “&lt;em&gt;acentuadamente política&lt;/em&gt;” (como a considerou Ballard) se confundiram. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas, recuemos a 1972, o ano em que a pornografia saltou dos &lt;em&gt;red light districts&lt;/em&gt; para o &lt;em&gt;mainstream&lt;/em&gt; e fez nascer duas estrelas improváveis, Linda Lovelace (protagonista de «Garganta Funda») e Marilyn Chambers (a “&lt;em&gt;all american girl&lt;/em&gt;” de «Atrás da Porta Verde»). O impacto social e moral de «Garganta Funda» (eficazmente retratado no documentário «Inside Deep Throat») foi paralelamente complementado pelo mais elaborado e artístico filme dos Irmãos Mitchell, protagonizado por Marilyn Chambers (se não estou em erro, o único filme pornográfico a ter direito de exibição na Cinemateca Portuguesa). &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;De facto, ao contrário do padrão regular do cinema pornográfico, «Atrás da Porta Verde» revela preceitos estéticos que, muito embora discutíveis, são completamente inéditos no género. Como um crítico de cinema &lt;em&gt;mainstream&lt;/em&gt; da época referia, «Behind the Green Door» era o filme que significava «&lt;em&gt;a vanguarda de uma nova linguagem estética no cinema&lt;/em&gt;». À boleia deste impacto, Marilyn Chambers, que até já havia contracenado com Barbara Streisand num filme de Herbert Ross em 1970, torna-se um ícone para lá do género mas, consequentemente, também uma vítima desses anos fugazes da popularidade e aceitação do cinema pornográfico. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O ponto mais &lt;em&gt;mainstream&lt;/em&gt; da carreira de Chambers surge em 1977, quando o mais &lt;em&gt;ballardiano&lt;/em&gt; dos cineastas, o canadiano David Cronenberg a dirige no inquietante «Rabid», exercício de horror onde o desejo sexual, carnal e visceral conduz ao apocalipse (algo que já estava subjacente na obra anterior de Cronenberg, «Os Parasitas da Morte», e que encontrará o seu auge na adaptação do «Crash» de Ballard ao cinema). Para Chambers, «Rabid» era o seu primeiro trabalho enquanto protagonista num filme não pornográfico e consta que a actriz sustentava o sonho de fechar a página sobre o passado &lt;em&gt;hardcore&lt;/em&gt;. Mas, como sempre no meio &lt;em&gt;rated-X&lt;/em&gt;, o destino estava traçado e, conforme chegou a assumir, o passado nunca a abandonou, ainda mais quando a contra-revolução nos costumes se instala em Washington, com Ronald Reagan, no início dos anos 80. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Na introdução que o próprio escreveu para o seu livro «Crash» (1973), J. G. Ballard refere: «&lt;em&gt;A pornografia é a forma de ficção mais acentuadamente política, dado que demonstra como nos usamos e exploramos uns aos outros da maneira mais impiedosa&lt;/em&gt;». Escritor britânico conectado com a &lt;em&gt;new wave&lt;/em&gt;, ficou conhecido pelas suas obras no domínio da ficção científica, mas será precisamente «Crash», a sua obra mais pornográfica e apocalíptica, que o torna um nome incontornável na literatura do século XX. Morreu de cancro na próstata aos 78 anos tendo atingido o auge da popularidade quando Steven Spielberg adaptou ao cinema as suas memórias de guerra em «Império do Sol». Porém, o cineasta que mais jus fez à marca do escritor britânico foi precisamente David Cronenberg, sobretudo quando transporta «Crash» para a tela. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O «Crash» de Cronenberg é tão fiel a J.G. Ballard que promove a linguagem da pornografia a um segundo fôlego no cinema &lt;em&gt;mainstream&lt;/em&gt; mas, desta vez, longe do impacto social e moral que o &lt;em&gt;porno chic&lt;/em&gt; havia conseguido nos anos 70 (até porque o filme foi injustamente ostracizado). O que eventualmente a adaptação dessa obra maior da literatura conseguiu foi introduzir uma abordagem estética que, não sendo explicitamente pictórica, conduz a narrativa na lógica niilista que subjaze ao filme pornográfico. Tudo ao serviço de um realismo apocalíptico que se serve do automóvel «&lt;em&gt;não só como imagem sexual, mas também como metáfora global da vida humana na sociedade dos nossos dias&lt;/em&gt;», usando as palavras do próprio Ballard. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O percurso de vida de Marilyn Chambers, a estrela porno que mais &lt;em&gt;glam&lt;/em&gt; deu à indústria, poderia ser o drama de alguém que experimentou a adversidade da lógica impiedosa dos desejos que ligam a matéria sexual ao objecto, o qual, em última instância, é humano, conduzindo à aniquilação física e racional do indivíduo. Não faleceu, como Linda Lovelace, num acidente de automóvel - passível de ser encenado pelos personagens de Ballard enquanto ritual de satisfação sexual, num misto de chapa amolgada e carne -, nem renegou o seu papel de objecto de desejo na indústria do &lt;em&gt;hard core &lt;/em&gt;como a companheira de geração, mas fez um percurso que culminou na solidão da autocaravana onde vivia e onde morreu por causas não apuradas. Pessoalmente, pouco poderia ter a ver com J.G. Ballard; seria mesmo uma improvável personagem dos seus livros porque o seu apocalipse terá sido efectivamente mais interior que exterior, mas não deixa de ser curioso como foram praticamente companheiros de morte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-1082700311365574156?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/1082700311365574156/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=1082700311365574156' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/1082700311365574156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/1082700311365574156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/04/ballard-e-chambers.html' title='Ballard e Chambers'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SfJTbELQ4RI/AAAAAAAAAH8/aECC3BHcHxk/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-5326168742278267564</id><published>2009-04-18T22:13:00.006+01:00</published><updated>2009-06-13T18:37:19.628+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Europeias 2009'/><title type='text'>Europa Made in Portugal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Neste ano de crise, as eleições! A abrir, as europeias, depois as que verdadeiramente interessam porque isto de Europa é, no vernáculo partidário português, um sinónimo de sondagem à séria para o que se segue, ainda mais neste 2009 de tanta actividade. Em vésperas do primeiro debate a cinco na RTP 1 (programa «Prós e Contras») deixo um breve olhar sobre o tema. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Há dias, ainda antes de se saber as escolhas para cabeças de lista às Europeias pelo PSD e pelo CDS, um cronista da nossa praça (que, infelizmente, não recordo o nome) levantava a hipótese de termos PS, PSD, BE e CDS a optarem por cabeças de lista formados no PCP. O exercício revelava-se interessante e mordaz, colocando frente à resistente comunista Ilda Figueiredo, os nomes de Vital Moreira (candidato confirmado pelo PS), Miguel Portas (confirmadíssimo pelo BE), Zita Seabra (PSD) e Celeste Cardona (CDS). &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;De facto, desconheço se alguma vez Zita Seabra ou Celeste Cardona chegaram a ser equacionadas pelos seus actuais partidos, porém, as possibilidades de termos aqui um pleno de candidatos “europeus” formados no “anti-europeísmo” revelava-se com toda a certeza mais interessante do que aquilo que a realidade acabou por reservar. O PSD apontou a seta com o inenarrável Paulo Rangel; o CDS apostou num rapaz de mão do líder, deixando o histórico “europeu” Ribeiro e Castro em terra. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Hipoteticamente, o caso da aposta de Manuela Ferreira Leite e da sua direcção no actual líder da bancada só pode significar que o PSD anseia livrar-se de Rangel e Rangel anseia pela única possibilidade de alguma vez vencer uma eleição em que seja protagonista. Dentro de um leque de potenciais candidatos capazes de catapultar o partido para os desafios mais sérios que se avizinham, a actual direcção laranja aposta num candidato tão inócuo que, face à conjuntura, até Vital Moreira se arrisca a ser a escolha acertada de Sócrates e não a segunda versão da candidatura de Soares às presidenciais. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O que este leque de candidatos deixa no ar é que tanto o PS como o PSD se encontram completamente desinteressados deste acto eleitoral. À esquerda, PCP e BE apostam na continuidade do resultado minímo garantido; à direita, justificam-se as escolhas na solidão liderante de Paulo Portas que afasta outras soluções porventura mais competitivas. Em síntese, uma retumbante vitória anunciada da abstenção num dia que se quer de sol e calor!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-5326168742278267564?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/5326168742278267564/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=5326168742278267564' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/5326168742278267564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/5326168742278267564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/04/europa-made-in-portugal.html' title='Europa Made in Portugal'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-6690596267592118244</id><published>2009-04-17T11:21:00.001+01:00</published><updated>2009-04-18T11:22:24.396+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barak Obama'/><title type='text'>Foto do Dia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sempv70awRI/AAAAAAAAAEo/arjcI4BVvek/s1600-h/18chavez_xlarge1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325974675318817042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sempv70awRI/AAAAAAAAAEo/arjcI4BVvek/s400/18chavez_xlarge1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-6690596267592118244?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/6690596267592118244/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=6690596267592118244' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6690596267592118244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6690596267592118244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/04/foto-do-dia.html' title='Foto do Dia'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sempv70awRI/AAAAAAAAAEo/arjcI4BVvek/s72-c/18chavez_xlarge1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-4671088370625870177</id><published>2009-03-30T15:48:00.011+01:00</published><updated>2009-03-31T00:01:21.527+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Obituário'/><title type='text'>Maurice Jarre (1924-2009)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SdDdKLQEt9I/AAAAAAAAAEg/v5ysRAGUrFw/s1600-h/51ZEkFcjtDL__SL500_AA240_.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318994326813194194" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 230px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SdDdKLQEt9I/AAAAAAAAAEg/v5ysRAGUrFw/s320/51ZEkFcjtDL__SL500_AA240_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O deserto. As dunas batidas a vento. A caminhada insondável do viajante no dorso de um camelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É incontornável que perante esta imagem não nos ocorra a música de Maurice Jarre para um dos grandes épicos da história do cinema, «Lawrence of Arábia» de David Lean. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O compositor francês, autor de mais de uma centena e meia de bandas sonoras para cinema, faleceu ontem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SdDc5RI5ktI/AAAAAAAAAEY/_fsrAcfbFSc/s1600-h/51ZEkFcjtDL__SL500_AA240_.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-4671088370625870177?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/4671088370625870177/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=4671088370625870177' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/4671088370625870177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/4671088370625870177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/03/maurice-jarre-1924-2009.html' title='Maurice Jarre (1924-2009)'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SdDdKLQEt9I/AAAAAAAAAEg/v5ysRAGUrFw/s72-c/51ZEkFcjtDL__SL500_AA240_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-8996939458814872063</id><published>2009-03-28T01:01:00.014Z</published><updated>2009-04-18T23:13:38.505+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Uma Teoria da Conspiração</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sc14k_NsKfI/AAAAAAAAAEQ/HO0DYTeQa3I/s1600-h/465041.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318039311833901554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 260px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sc14k_NsKfI/AAAAAAAAAEQ/HO0DYTeQa3I/s400/465041.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;À&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; hora que escrevo estas linhas, a imprensa nacional anuncia, por via de um exclusivo TVI, que Charles Smith (sócio da consultora Smith &amp;amp; Pedro, contratada no âmbito do licenciamento do Freeport de Alcochete) surge num dvd, em posse da polícia britânica, a garantir que José Sócrates é corrupto e terá recebido dinheiro, por via de um primo, para dar luz verde ao projecto do “&lt;em&gt;outlet&lt;/em&gt;” de Alcochete. Na TVI, é possível assistir ao som real do alegado dvd, acompanhado por imagens desfocadas a preto e branco que visam recriar a situação, ilustrando-a e dando-lhe o dramatismo merecido. Em suma, um mimo de produção do canal que se orgulha de representar o melhor que se faz na ficção portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já ontem, por esta mesma hora, a notícia de abertura dos blocos informativos da SIC e da RTP destacavam o artigo de opinião assinado por Marinho Pinto, onde o bastonário da Ordem dos Advogados desmonta todo o processo conspirativo que visa envolver José Sócrates no “&lt;em&gt;caso Freeport&lt;/em&gt;”. No seu estilo, tantas vezes apontado como demagógico e desbragado, Marinho Pinto expõe o modo como se construiu um processo de investigação que nasce de uma carta supostamente anónima, e que hoje se sabe ter sido escrita por um ex-deputado do CDS-PP, e acabou por envolver uma tríade composta por agentes da Polícia Judiciária (um deles condenado por violação do segredo de justiça), um jornalista intimamente ligado ao PSD e um ex-chefe de gabinete do antecessor do actual primeiro-ministro em São Bento.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perante dois cenários como os expostos, quase apetece lembrar aquele personagem de Graham Greene que dizia «&lt;em&gt;No nosso século, a realidade não é coisa que se enfrente&lt;/em&gt;». Na verdade, perante a crise profunda dos difíceis tempos deste século (que já não é o de Greene), talvez valha mais romancear a realidade, dar-lhe uma certa excitação e discorrer a um ritmo telenovelistico, doseado em capítulos onde tudo parece avançar no sentido do desfecho para que logo o episódio seguinte o negue, numa espiral dialéctica que só o engenho da cultura televisiva é capaz de criar (qual devir histórico qual quê!). &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Olhando para este “&lt;em&gt;caso Freeport&lt;/em&gt;”, recuperado dos baús no ano de (quase) todas as eleições, apetece-nos claramente desligar mas, o mais emotivo de tudo isto é que começamos a sentir que nada do que se está a passar aqui é real, logo é esse picante da ficção que nos fixa aos próximos episódios e nos permite extrapolar. A mim, que tantas vezes me sinto com pouca vontade de enfrentar a realidade deste tempo insano prende-me esta história que envolve numa intriga internacional o primeiro-ministro do meu País (Sócrates), uns consultores mercenários (da Smith &amp;amp; Pedro), uma família pouco recomendável (a de Sócrates), uns fulanos da oposição a Sócrates (numa coligação não decretada CDS-PP/PPD-PSD), polícias (Judiciária), justiça (Ministério Público) e muita comunicação social sedenta de acção.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora, perante tamanho leque de ingredientes, comecemos uma teoria da conspiração que nada mais é que a minha, na óptica de espectador desta realidade que só se enfrenta porque nos parece absoluta ficção. Mas antes, de modo a evitar interpretações funestas ou maldosas, gostaria de expor, do ponto nevrálgico do meu apartidarismo, o que penso de José Sócrates, eventual grande protagonista deste seriado. Depois, sem escamotear que pode haver fogo de onde saí fumo, avançar com os sublinhados que fazem deste caso o cenário ideal para uma teoria da conspiração. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;P&lt;/span&gt;roduto da escola de um aparelho partidário, Sócrates tem uma qualidade inegável que reside na habilidade com que doseia algum carisma com um optimismo por vezes irresistível, mesmo perante o maior dos cataclismos. Este optimismo estratégico que o faz iludir as crises perante as maiores adversidades é a antítese do miserável “&lt;em&gt;discurso da tanga&lt;/em&gt;” que o antecedeu, num &lt;em&gt;pathos&lt;/em&gt;, emocional quanto baste, que transporta habilmente intermitentes estados de graça ao longo de quatro anos de governação. Mesmo perante manifestações de professores e de trabalhadores do público e do privado a sacudirem as ruas com quase tanto ímpeto quanto nos tempos do PREC, mesmo perante esta conjuntura económica internacional negativa, sem paralelo nas últimas largas dezenas de anos, a fazer disparar o desemprego, o actual primeiro-ministro vai resistindo. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não obstante qualquer factor mais drástico, Sócrates e o seu PS mantêm todas as condições para ganhar as próximas legislativas, se bem que longe dos resultados de 2005. Há culpas na ineficácia da oposição é certo, mas há que reconhecer a habilidade política do actual primeiro-ministro, mesmo quando confrontado com ameaças internas que se perfilam no partido vindas de lideranças errantes, como as encabeçadas ora por Manuel Alegre (a fazer render o milhão de votos das presidenciais) ora por Mário Soares (eterna eminência parda que assombra de quando em vez a actuação governativa com aproximações à agenda da oposição). Independentemente de se encontrar escudado numa hábil máquina partidária (a que não pode ser estranha a actuação de uma velha raposa chamada Almeida Santos e o papel de guardião do aparelho partidário desempenhado por Santos Silva) e numa sólida maioria parlamentar ávida do seu estatuto, Sócrates faz valer-se do peso que detém enquanto principal rosto de uma geração de líderes provinda do "guterrismo" que, inevitavelmente, se afirma como a chave mestra para permitir ao aparelho socialista a manutenção do poder.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em tudo o resto, José Sócrates é medíocre. E só não desce abaixo da mediocridade porque quase tudo o que o rodeia não é capaz de ser melhor que isso. O actual primeiro-ministro é nitidamente um produto destes tempos de descrédito dos agentes políticos, um resultado do nosso tão português «medo de existir», uma espécie de actor que encarna o papel com um guião suficientemente credível para as expectativas baixas do seu público. José Sócrates é uma interpretação mediana de alguém que, não sendo nem particularmente dotado nem talentoso, teve frequentes lapsos de engenho político nos momentos indicados, o que faz dele alguém que aproveitando a vaga vai sabendo evitar a espuma. Apesar de na vida real ter andado metido em situações um pouco dúbias, como uns projectos de engenharia duvidosos lá para a Beira Interior ou um sarilho de proporções mal decifradas denominado Universidade Independente, o maior risco que corre não parece ser, à partida, nem a crise nem este "&lt;em&gt;caso Freeport&lt;/em&gt;". A ameaça velada aos seus objectivos vem dos ventos soprados por Belém, sobretudo se antes da data projectada para as legislativas trouxer tempestade. A hipótese é remota mas, não convirá descuidá-la perante uma conjuntura tão complexa que poderá envolver à gestão da crise um eventual problema de carácter. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Independentemente do que se possa pensar de menos positivo sobre o primeiro-ministro de Portugal, para lá das questões da política e das controvérsias que envolvem o passado de Sócrates, estou cada vez mais certo que há lobos bem mais ferozes que ele. E quer-me parecer que se movem como hienas perante uma carcaça que ainda estrebucha. Talvez isso justifique este caso do &lt;em&gt;outlet&lt;/em&gt; com aquele estranho elenco de protagonistas que, se aliado ao timing das incidências públicas do caso, só podem ser lidas ou ao abrigo da tese da cabala ou como a mais infeliz das "coincidências" para um político com demasiados esqueletos no armário.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porém, a favor de Sócrates joga um "&lt;em&gt;caso Freeport&lt;/em&gt;"que caminha a passos largos para o descrédito, não pelo ruído que faz mas pelo facto de &lt;em&gt;quando&lt;/em&gt; o faz. O eventual crime de corrupção vem a lume quando o secretário-geral do PS se prepara para enfrentar as eleições legislativas de 2005 e regressa agora, de novo, quando o primeiro-ministro se candidata a um segundo mandato. Agora, estes dois últimos desenvolvimentos não deixam de ser particularmente estranhos nos seus tempos de ocorrência: primeiro, o artigo do bastonário da Ordem dos Advogados que pela informação fundamentada que contém (e restringida ao processo e a processos anexos) se torna incontornável na exposição do caso perante a opinião pública; segundo, menos de 24 horas depois do artigo ser tornado público surge uma “conveniente” gravação visando secundarizar por completo o teor do artigo de Marinho Pinto, como se para um grande mal fosse imediatamente necessário um grande remédio.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;O facto de ser aquela televisão a difundir o teor da gravação do suposto dvd com direito a uma dramatização encenada não pode parecer inocente ou ser confundido com furo jornalístico. De facto, a televisão de José Eduardo Moniz tem sido um dos meios de comunicação social mais hostis ao governo ao longo desta legislatura e não pode haver aqui confusão com tabloidização banalizada e muito menos com informação isenta. A exemplo, e a prová-lo, estão considerações constantes, laterais ao dever de informar, levadas a cabo em inúmeras emissões do principal telejornal da estação pelo seu mais influente pivot. Convém não esquecer que será de bom senso existirem fronteiras definidas entre informação e &lt;em&gt;opinação,&lt;/em&gt; nem que seja em defesa do bom jornalismo.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;O envolvimento na produção de factos passíveis de acção judicial por pessoas ligadas ao maior partido da oposição, e particularmente ao principal adversário político de Sócrates nas últimas eleições, só pode ser mesmo uma muito estranha e grave coincidência se quisermos ver todo o filme pelo prisma da realidade. Coisas destas não se passam num Estado de direito democrático! Mas, como aqui mandam as regras do &lt;em&gt;seriado&lt;/em&gt;, nada como um ex-chefe de gabinete de alguém que até já foi primeiro-ministro, membros do maior partido opositor ao actual partido do governo e uns inspectores da Polícia Judiciária numa sala da casa de um jornalista com notória filiação partidária para termos emoção a rodos. Perante isto, porque não equacionar a tese de que há aqui uma conspiração sem deixar cair as dúvidas sobre o relacionamento de um primeiro-ministro nesta trapalhada toda? &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas, estamos apenas a conjecturar uma mera teoria da conspiração sobre qualquer coisa que pode, ou não, ter acontecido. A estas hipotéticas leituras, quase tão fantasiosas quanto os factos que aqui se trataram, poderiamos ainda verificar as reacções ao artigo de Marinho Pinto por parte de alguns dos seus mais ilustres pares para, num ápice, perceber que o primeiro-ministro cooptou o bastonário da mais influente ordem profissional do País para a sua trincheira. Mas chega! Isso eram mais umas centenas de palavras e a realidade não pode ser mesmo coisa que se enfrente. Sobretudo aqui, em Portugal.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nota final: Para quem queira congeminar a sua própria teoria da conspiração acerca do caso aqui ficam algumas fontes a consultar:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/especiais/especial.aspx?especial=Caso%20Freeport&amp;amp;seccao=Pol%EDtica"&gt;Especial Freeport (DN)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dossiers.publico.clix.pt/dossier.aspx?idCanal=2708"&gt;Dossier Freeport (Público) &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/DNMultimedia/DOCS+PDFS/BoletimdaOA.pdf"&gt;Boletim da Ordem dos Advogados (Abril 2009)&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-8996939458814872063?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/8996939458814872063/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=8996939458814872063' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8996939458814872063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8996939458814872063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/03/uma-teoria-da-conspiracao.html' title='Uma Teoria da Conspiração'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/Sc14k_NsKfI/AAAAAAAAAEQ/HO0DYTeQa3I/s72-c/465041.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-7407264264162488569</id><published>2009-03-22T12:49:00.012Z</published><updated>2009-04-01T17:30:21.383+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>"Gran Torino" (ou o Epílogo do Último Grande Herói?)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/ScY0lp8sboI/AAAAAAAAAEA/PNDkjMh41eE/s1600-h/DirtyHarry.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315994231677677186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 122px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/ScY0lp8sboI/AAAAAAAAAEA/PNDkjMh41eE/s200/DirtyHarry.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Saber se este é ou não o último filme interpretado por um dos últimos grandes ícones do cinema americano talvez não seja particularmente importante. De facto, há sempre uma certa &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/ScY0l_PTApI/AAAAAAAAAEI/lWNBvcWdAuw/s1600-h/gran_torino.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315994237392847506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 134px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/ScY0l_PTApI/AAAAAAAAAEI/lWNBvcWdAuw/s200/gran_torino.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;tendência para pensarmos que assim é quando a dada altura uma imagem icónica se revela de uma forma tão pungente através da sua própria desmontagem. No imediato, ocorre-me um dos melhores filmes de Woody Allen, «Deconstructing Harry» (1997), que parecia anunciar o afastamento definitivo de Allen do lado de cá da câmara, porém, essa abstinência durou apenas dois ou três anos. O certo é que o último filme de Clint Eastwood, «Gran Torino», soa a uma espécie de epílogo de carreira, desmontando e humanizando com uma brutal e comovedora simplicidade (marca também ela própria do cinema de Eastwood enquanto autor), uma imagem que está vincadamente associada às personagens que criaram o mito, tais como o “Dirty” Harry Callahan, o Sargento Thomas Highway de «Heartbreak Ridge», o William Munny de «Imperdoável» ou, nos primórdios da carreira, o “homem sem nome” dos notáveis western-spaghetti de Sergio Leone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será precisamente através do fragilizado pistoleiro William Munny, de «Imperdoável», que Eastwood anuncia este ciclo de decomposição da sua própria imagem enquanto actor, sendo que cada papel que virá a interpretar a partir daí (se exceptuarmos «As Pontes de Madison County») é a exorcização de si mesmo enquanto herói de acção, como se o espelho que reflecte o homem envelhecido contasse toda uma história de passado que afinal, no seu íntimo, não correspondia exactamente ao pistoleiro virulento e implacável, ao militar duro e xenófobo ou ao polícia rebelde e vingador. Nesta sequência da obra de Eastwood, o Walt Kowalsky de «Gran Torino», um veterano de guerra da Coreia e operário reformado da Ford, é a mais solitária e exposta das suas personagens rumo à desmontagem final do mito, até porque ela reúne todos os traços que marcaram as personagens mais famosas de Clint Eastwood, do «homem sem nome» a Harry Callahan, humanizando-a através das suas próprias dualidades e idiossincrasias ou expondo-a através da sua maior proximidade à morte do que à vida. E não será de estranhar se, na recta final do filme, ao vermos uma lágrima rolar pela face de Walt Kowalsky, acorrer-nos que aquele que pode ser o fantasma de Dirty Harry, afinal, também chora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-7407264264162488569?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/7407264264162488569/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=7407264264162488569' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7407264264162488569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7407264264162488569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/03/gran-torino-ou-o-epilogo-do-ultimo.html' title='&quot;Gran Torino&quot; (ou o Epílogo do Último Grande Herói?)'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/ScY0lp8sboI/AAAAAAAAAEA/PNDkjMh41eE/s72-c/DirtyHarry.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-1221695245433957909</id><published>2009-03-19T23:35:00.003Z</published><updated>2009-04-25T11:29:17.128+01:00</updated><title type='text'>Sailing to Byzantium</title><content type='html'>A propósito de um filme que me fez descobrir um livro, eis que pelo meio, tão apaixonado por um como por outro, descubro este magnifico poema de W. B. Yeats.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;THAT is no country for old men. The young&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;In one another's arms, birds in the trees&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Those dying generations - &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;at their song,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The salmon-falls, the mackerel-crowded seas,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fish, flesh, or fowl, commend all summer long&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Whatever is begotten, born, and dies.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Caught in that sensual music all neglect&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Monuments of unageing intellect.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;An aged man is but a paltry thing,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A tattered coat upon a stick, unless&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Soul clap its hands and sing, and louder sing&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;For every tatter in its mortal dress,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nor is there singing school but studying&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Monuments of its own magnificence;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And therefore I have sailed the seas and come&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;To the holy city of Byzantium.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;O sages standing in God's holy fire&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As in the gold mosaic of a wall,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Come from the holy fire, perne in a gyre,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And be the singing-masters of my soul.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Consume my heart away; sick with desire&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And fastened to a dying animal&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;It knows not what it is; and gather me&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Into the artifice of eternity.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Once out of nature I shall never take&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;My bodily form from any natural thing,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But such a form as Grecian goldsmiths make&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Of hammered gold and gold enamelling&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;To keep a drowsy Emperor awake;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Or set upon a golden bough to sing&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;To lords and ladies of Byzantium&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Of what is past, or passing, or to come&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-1221695245433957909?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/1221695245433957909/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=1221695245433957909' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/1221695245433957909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/1221695245433957909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/03/sailing-to-byzantium.html' title='Sailing to Byzantium'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-6704185728241628607</id><published>2009-03-13T23:16:00.018Z</published><updated>2009-04-03T16:34:39.475+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica e Actualidade'/><title type='text'>Dia de Luta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SbrphAKYQ0I/AAAAAAAAADo/1B8b9_ldo7s/s1600-h/480x480.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312815463625409346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 362px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SbrphAKYQ0I/AAAAAAAAADo/1B8b9_ldo7s/s400/480x480.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Duzentos mil! Já não pode ser mais encarado como um mera questão de função pública. A luta e participação sindicais são uma manifestação de civismo em prol da democracia, da liberdade e da qualidade de vida de todos os cidadãos activos. Perante uma crise sem precedentes desde a última grande guerra, é essencial contribuir em busca de novas soluções, por uma maior redistribuição da riqueza e pela qualidade do emprego, obstaculizando as medidas erradas propostas e execuadas pelas constantes más opções de governação. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Uma manifestação como a que hoje foi patrocinada pela CGTP-IN é uma demonstração clara da vitalidade da democracia portuguesa que, não obstante os ataques silenciosos que tem sofrido ao longo das últimas décadas, parece manter intacta os valores superiores que fizeram o 25 de Abril. Por isso, e reeditando a nobre e popular tendência da resistência lusitana que derrotou castelhanos e &lt;em&gt;Andeiros&lt;/em&gt;, em Portugal, as pessoas saiem à rua, manifestam-se e nunca se deixam vencer, por mais que o queiram fazer crer. Podiamos ser mais, é certo, os que encheram as avenidas principais da capital, mas há milhares que ausentes lutavam na sua empresa, no seu ciclo de vida e, enquanto homens e mulheres lutarmos, há direitos que se defendem e conquistam. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Em suma, são estas coisas que me fazem, apesar do tanto de ruim que se diz sobre os portugueses, sentir orgulho neste Portugal, seja branco, mestiço, preto, amarelo ou vermelho! Porque, perante tantos anos de negligente desgoverno e má política mascarada, as pessoas ainda se mobilizam, saiem à rua e lutam, por mais que os ventos desta modernidade ora vendida ora oferecida ditem o contrário. Porque é pela liberdade, independentemente de tudo o que se passou num passado contra-producente de ditadura, que  se norteia a vontade de cada português que não se rende. E, na rua, livre, faz soar o seu protesto!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-6704185728241628607?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/6704185728241628607/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=6704185728241628607' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6704185728241628607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6704185728241628607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/03/dia-de-luta.html' title='Dia de Luta'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SbrphAKYQ0I/AAAAAAAAADo/1B8b9_ldo7s/s72-c/480x480.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-3283284846410401919</id><published>2009-03-12T23:03:00.007Z</published><updated>2009-03-20T23:13:02.272Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica e Actualidade'/><title type='text'>Elefante</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SbmVLWJn4KI/AAAAAAAAADg/YEgnW2bKgbw/s1600-h/6S7CAD8QM45CAG1CG2NCAOK9M4QCAIQUFB8CA0LNRJ0CA3B587FCAUGW5THCAW8S5G1CAJRFVK4CAEKJTAWCATBM1LDCAUNQC0YCAMLY04TCARA4Y18CANT46K8CAGB74KACAO13LR0CA0FWU95CANUU3OT.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312441257617252514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SbmVLWJn4KI/AAAAAAAAADg/YEgnW2bKgbw/s400/6S7CAD8QM45CAG1CG2NCAOK9M4QCAIQUFB8CA0LNRJ0CA3B587FCAUGW5THCAW8S5G1CAJRFVK4CAEKJTAWCATBM1LDCAUNQC0YCAMLY04TCARA4Y18CANT46K8CAGB74KACAO13LR0CA0FWU95CANUU3OT.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SbmU8b3GAtI/AAAAAAAAADQ/3VY_wpQcai4/s1600-h/9GOCALM925NCAJD46UTCAJVF634CAODN8HWCAO8A75WCAQ70N90CAZZ386ACAL8YOP3CAPQ28DUCAHQ7IJWCA1FEA8FCARCNLLRCAY53YWICAS3Y29NCA5FSO3OCA3DQVBYCANTOECFCAYPF8CRCATC67V0.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312441001452110546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SbmU8b3GAtI/AAAAAAAAADQ/3VY_wpQcai4/s400/9GOCALM925NCAJD46UTCAJVF634CAODN8HWCAO8A75WCAQ70N90CAZZ386ACAL8YOP3CAPQ28DUCAHQ7IJWCA1FEA8FCARCNLLRCAY53YWICAS3Y29NCA5FSO3OCA3DQVBYCANTOECFCAYPF8CRCATC67V0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Q&lt;/span&gt;uase uma década após Columbine, um adolescente de 17 anos reedita o furacão assassino do horror niilista e absurdo nos arredores de Estugarda. Entre Columbine e Winnenden, Estugarda, o mundo tem sido pontualmente abalado por um fenómeno que entre os EUA e a Europa vai ocorrendo com uma frequência incompreensivelmente crescente. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Perante esta espécie de absoluta falência humana das nossas sociedades para compreender o que não é racionalmente passível de entender, vejo-me numa espiral de informações difusas que se acercam das televisões e das manifestações de violência omnipresente, dos jogos de computador com toda a sua saga de barbárie gratuita e da facilidade com que um indivíduo absolutamente normal se torna numa máquina de morte sem que nada pareça indicar. Tanto, ou tão pouco, para ter resposta. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Caso para questionar, enquanto pai e cidadão, mas sem recurso apressado a julgamentos populares, o que se está a passar connosco enquanto pais, familiares, colegas ou professores? Que mundo é este em que se criam criaturas capazes de um massacre que retira a vida a dezasseis pessoas sem que consigamos sequer ter uma pista no passado sobre tão sangrento futuro? Ou é tudo mtv, playstation ou manga, incluindo nós mesmos? &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Face a uma realidade que parece inconcebível, lembro o filme de Van Sant e aquela escola americana baseada em Columbine. Ontem, essa escola era em Winnenden. Antes tinha sido em Erfurt, em Kauhajoki, em Jokela ou no Virginia Tech. Tudo para recordar a parábola do elefante (que deu nome ao filme) onde um grupo de cegos examina as várias partes do animal conseguindo cada um deles descrever aquilo que lhe toca; porém, nenhum consegue ter a percepção do todo. Nenhum!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-3283284846410401919?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/3283284846410401919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=3283284846410401919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/3283284846410401919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/3283284846410401919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/03/elefante.html' title='Elefante'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SbmVLWJn4KI/AAAAAAAAADg/YEgnW2bKgbw/s72-c/6S7CAD8QM45CAG1CG2NCAOK9M4QCAIQUFB8CA0LNRJ0CA3B587FCAUGW5THCAW8S5G1CAJRFVK4CAEKJTAWCATBM1LDCAUNQC0YCAMLY04TCARA4Y18CANT46K8CAGB74KACAO13LR0CA0FWU95CANUU3OT.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-2888390243508926949</id><published>2009-03-09T23:16:00.008Z</published><updated>2009-03-20T23:11:42.492Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barak Obama'/><title type='text'>A bordo do Air Force One</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Barak Obama é, de facto, um político de habilidade notável. No passado fim de semana, o actual presidente americano prestou, numa &lt;a href="http://www.nytimes.com/2009/03/08/us/politics/08obama-text.html?pagewanted=1&amp;amp;_r=1&amp;amp;sq=Obama%20interview&amp;amp;st=cse&amp;amp;scp=1"&gt;entrevista ao The New York Times&lt;/a&gt;, uma lição de como administrar nas doses certas índices de realismo político sem travar a euforia que, cem dias depois da eleição, ainda sustentam a sua imagem num cenário de crise profunda e de dimensões ainda incalculáveis. Mesmo quando confrontado com o epíteto de "socialista"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrevista de cerca de meia hora dada a bordo do Air Force One, reconheceu que a coligação ocidental não está a ganhar a guerra no Afeganistão, abriu caminho a uma solução negociada com talibãs moderados (recuperando assim a táctica usada no Iraque com algumas milícias sunitas) e não deixou cair bandeiras de campanha como a reforma do sistema de saúde norte americano com vista à universalização. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Pelo meio, falou de crise para justificar as medidas que eventualmente alguns encaram como “socialistas”, sem nunca se ter enquadrado ideologicamente. Talvez por essa incerteza ideológica, sentiu necessidade de uma adenda, prestada num contacto final com o jornal, não vá o código genético da América antiestatista, individualista e populista degenerar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-2888390243508926949?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/2888390243508926949/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=2888390243508926949' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2888390243508926949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2888390243508926949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/03/bordo-do-air-force-one.html' title='A bordo do Air Force One'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-2463862281546930924</id><published>2009-03-07T23:50:00.001Z</published><updated>2009-03-09T09:25:40.297Z</updated><title type='text'>Working on a Dream</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por vezes faz falta uma grande canção de intervenção, daquelas que sacodem enquanto a trauteamos. Nestes dias tão incertos, em que as esperanças se diluem num cenário de acontecimentos que pareciamos nunca ter equacionado para as nossas vidas, surge uma grande canção de esperança como a que dá título ao novo album de Bruce Springsteen. É natural que lá esteja muito do "efeito" Obama, mas para quem acredita que &lt;em&gt;é possível&lt;/em&gt;, estas palavras soam como um hino... &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;Out here the nights are long, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;the days are lonely&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I think of you and &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Now the cards&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I've drawn's a rough hand, darling&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I straighten the back and&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Come on!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;I'm working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Though sometimes it feels so far away&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And I know it will be mine someday &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Rain pourin' down, I swing my hammer&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;My hands are rough from working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Let's go!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Though trouble can feel like it's here to stay&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Well our love will chase trouble away&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alright! &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;I'm working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Though it can feel so far away&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Our love will make it real someday &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;The sun rise up, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I climb the ladder&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The new day breaks and&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hey! &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;I'm working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Though it can feel so far away&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Our love will make it real someday&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Though it can feel so far away&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm working on a dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And our love will make it real someday&lt;/em&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Em grande forma, &lt;em&gt;The Boss&lt;/em&gt;, o grande &lt;em&gt;working class hero&lt;/em&gt; destes tempos! &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-2463862281546930924?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/2463862281546930924/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=2463862281546930924' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2463862281546930924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2463862281546930924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/03/working-on-dream.html' title='Working on a Dream'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-2568830133988285466</id><published>2009-03-05T20:03:00.001Z</published><updated>2009-03-20T23:13:57.083Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica e Actualidade'/><title type='text'>O Fim e o Princípio (I)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;«&lt;em&gt;Os jornais em papel vão acabar?&lt;/em&gt;» - questiona a correspondente do Público em Washington na edição de hoje do diário. Na peça, constata-se a tendência actual na imprensa escrita que, dos Estados Unidos para o resto do mundo, se acentua numa diminuição de títulos e num encolher desmesurado das redacções. Acompanhando este fim anunciado, os jornais perdem em número de páginas e em secções e edições avulsas, prejudicando manifestamente o tratamento dos temas e a qualidade do jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Na base deste diagnóstico constatável a qualquer cidadão medianamente informado, articulam-se tendências claras de consumo de informação que encontram na internet o princípio da continuidade do jornalismo. Porém, o jornalismo enquanto conceito de informação fragmentou-se para lá do jornalista (o agente difusor da informação) por via da interactividade e actuação sobre a notícia permitida por blogues, fóruns, sítio de internet ou comentários, ou seja, pelo apogeu da liberdade de expressão que a internet nos parece ter garantido como um fenómeno quase irreversível.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas se por um lado nunca se produziu tanta informação, e provavelmente nunca nos sentimos tão livres para comunicar, por outro, a realidade demonstra-se aos nossos olhos como uma amálgama de meias verdades, distorções ou mesmo mentiras. A naturalidade do imediatismo com que somos assimilados através do fluxo quase constante de informação leva-nos a não exigir um conceito mais profundo de busca pela verdade, isto é, de busca pela &lt;em&gt;&lt;strong&gt;informação&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. E, em parte, o anunciado fim do jornal clássico, em papel que mancha as mãos de tinta, parece anunciar o princípio de uma nova era que pode corresponder a ameaças concretas à própria liberdade dos cidadãos e à qualidade e ao aprofundamento do ideal da democracia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-2568830133988285466?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/2568830133988285466/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=2568830133988285466' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2568830133988285466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/2568830133988285466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/03/o-fim-e-o-principio-i.html' title='O Fim e o Princípio (I)'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-6653278533937555009</id><published>2009-03-01T15:00:00.000Z</published><updated>2009-03-05T15:28:00.386Z</updated><title type='text'>Volver</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Esta casa precisa de obras, de se refrescar, de entrar nos mapas das hipóteses quotidianas, como se fosse feita de pulsar constante e não do bater incerto do momento. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;No fundo, está em nome próprio. Acidental ou não... o Próprio!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;E agora estas palavras. Para mim próprio. Convencendo-me do quê? De que faço como o Gelman (ó poeta das pambas que fazes respirar o tango) e grito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;em&gt;yo que escribo palabras para volver.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Será?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-6653278533937555009?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/6653278533937555009/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=6653278533937555009' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6653278533937555009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/6653278533937555009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2009/03/volver.html' title='Volver'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-8332501306685992674</id><published>2008-12-13T22:16:00.000Z</published><updated>2009-03-05T15:21:17.636Z</updated><title type='text'>Do Caís das Colunas...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SUQ1ZSazD5I/AAAAAAAAAC4/TZHa-dA9r-I/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279403371742302098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 285px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SUQ1ZSazD5I/AAAAAAAAAC4/TZHa-dA9r-I/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem, Lisboa viu-lhe devolvida, dez anos depois, o Caís das Colunas. Para os mais incautos ou desinformados, a longa ausência ainda poderia ser conjecturada pelos danos das marés do Tejo ou por uma qualquer outra fúria de uma natureza em revolta. Mas, o nosso Caís das Colunas foi privado de existir durante dez anos devido à mão humana e às suas obras espinhosas. Somando-se ao escabroso desses espinhos, essa tradição tão lusitana de deixar fluir o tempo para que cada obra seja como as de Santa Engrácia, tão emblemático local viu-se esquecer no vai vem do tempo. Até ontem, para fazer jus ao postal ilustrado da cidade.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas Lisboa é uma cidade devastada sem empresa de terramoto ou de qualquer outro devastador fenómeno natural. A cidade parece um laboratório de escavações que não procuram a cidade perdida ou jazidas de ouro negro, que o diga quem vive ou passa pela Alameda D. Afonso Henriques, pela Avenida Duque D´Ávila e se atreve até ao Bairro Azul. Já lá vai quase meia década e um dos principais eixos da cidade continua transformado num estaleiro de grandes empreiteiros.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Para muitos, tudo se justifica com o desenvolvimento da cidade, alegando-se qualquer coisa a que se teima em apelidar de melhoramentos na qualidade de vida das pessoas na grande cidade. Mas, fazendo bem, é legítimo perguntar-se porque não se faz obra mais depressa, até porque se é em nome da qualidade de vida das pessoas que a obra nasce deveria ser legitimo que o tempo encurtasse para a ver nascer. Em nome de Lisboa e dos lisboetas, dos cidadãos que vêm e que passam, dos moradores, quando chegará o dia em que o desenvolvimento neste País não condene as nossas vidas aos custos descontrolados de tempo e de dinheiro?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-8332501306685992674?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/8332501306685992674/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=8332501306685992674' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8332501306685992674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/8332501306685992674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2008/12/do-cas-das-colunas.html' title='Do Caís das Colunas...'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SUQ1ZSazD5I/AAAAAAAAAC4/TZHa-dA9r-I/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-5394135592004431454</id><published>2008-11-07T06:26:00.001Z</published><updated>2009-03-20T23:11:13.541Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barak Obama'/><title type='text'>Obama (III) - os desafios</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SSiktJtttaI/AAAAAAAAACw/BVbfskngs3M/s1600-h/Obama-History-Chicago-Tribune.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271644459445892514" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SSiktJtttaI/AAAAAAAAACw/BVbfskngs3M/s320/Obama-History-Chicago-Tribune.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Barak Hussein Obama será, a partir de 20 de Janeiro de 2009, o novo inquilino da Casa Branca, após uma eleição com um enorme simbolismo histórico, ou não fizesse de um afro-americano o 44º presidente dos Estados Unidos. A expressiva vitória de Obama – 338 grandes eleitores contra 156 de McCain até ao dia de hoje – fez de uma América imersa numa grave crise económica e a braços com um esforço de guerra em vários palcos do mundo rejubilar. Numa reportagem da SIC em Washington era possível ver-se o entusiasmo com que tanta gente saiu à rua quebrando o cinzentismo de uma cidade tão formal quanto a rígida arrumação de Capitol Hill.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;De Chicago, e perante uma multidão, as palavras de Obama para a América ressoaram como um sinal de esperança para um mundo cansado de oito longos anos de George W. Bush na liderança do país mais influente do planeta. A esperança na «mudança» começou a pautar o pulsar de americanos e não americanos a partir daquele momento. Resta agora, após a eleição mais desejada, saber de que modo o novo presidente dos EUA fará a diferença.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se bem que os problemas internos dos EUA acabem por ter repercussão planetária (ocupando em primeira instância, e ao que tudo indica, a agenda do novo presidente), é no plano internacional que Obama enfrentará desde já os maiores desafios, sobretudo pelo capital de confiança adquirido para lá das fronteiras norte-americanas. Para os mais cépticos (nos quais me incluo), a crença em mudanças substantivas são ténues. A política externa norte-americana é no seu âmago análoga desde há mais de 100 anos, quando o poder em Washington congeminou o “destino manifesto” do papel dos EUA no mundo, visando um projecto imperialista – ou neo-colonial para o situar na época da sua origem. Com maior ou menor grau de multilateralismo, nada indica que se vá proceder a uma revolução liderada pelos EUA nas relações internacionais. Serão de prever as mesmas peculiaridades de sempre que se compreendem numa real politik utilitarista, entre o apoio a ditaduras estrategicamente amigas a situações de desequilíbrio extremo como o são os casos do Kosovo (iniciado com a dupla Clinton-Albright) ou da Geórgia, passando inevitavelmente pelo sempre periclitante Médio Oriente e pelo conflito israelo-palestiniano. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Para lá da crise económica profunda que alastra pelo globo e faz os Sarkozyis e os Barrosos da Europa ansiarem por uma refundação do capitalismo, é no plano militar e nos apoios estratégicos que se espera mais da actuação de Barak Obama. Porém, e conforme já deixou escrito, o novo presidente dos EUA anunciou sempre ser apologista de uma política externa «realista e bipartidária» ao estilo «do pai de George Bush, de John Kennedy e, em certos aspectos, de Ronald Reagan», pelo que não se pode esperar demasiado de Obama nesse capítulo, apesar dos tempos e das circunstâncias adquirirem volatilidades que podem condicionar mesmo os mais coerentes. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Em relação ao Médio Oriente, sabe-se que é sua intenção procurar uma saída rápida das tropas americanas mobilizadas no Iraque, mas em relação a Israel e à Palestina subsistem múltiplas interrogações, sabendo-se de antemão que poderão estar em aberto novas iniciativas diplomáticas para encontrar uma solução para um problema que deve ser encarado como a raiz de todos os males. Evidentemente que a busca de uma solução equilibrada para o longo conflito israelo-palestiniano liderada pelos EUA pode roçar a ficção cientifica, mas se Obama tiver coragem suficiente para a fazer, enfrentando o poderoso lobby sionista tão influente na política externa norte-americana, pode vir a estender o seu capital de popularidade às latitudes mais improváveis, mesmo assumindo que uma mudança da política externa norte-americana nesta matéria poderá comportar riscos pessoais incalculáveis – será à toa que Doris Lessing profetizou que «se Obama ganhar (…) matá-lo-ão»? &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O multilateralismo surge como outro dos grandes desafios que Obama tem pela frente, sobretudo após o estado em que Bush Jr. deixou as relações dos EUA com muitos dos seus principais aliados. Com o capital de confiança que neste momento detém, cabe a Obama tomar as decisões certas para tentar pelo menos normalizar as relações com a Europa e, sobretudo, com a Rússia, abandonando desde já o provocatório projecto do escudo antimíssil na Europa de Leste. Ao mesmo tempo, e com o declínio das relações dos EUA com uma parte considerável da América Latina, surge o desafio de tentar restabelecer alguma confiança com os vizinhos do sul. O levantamento do embargo a Cuba poderá ser a chave para o início de um processo de estabilização diplomática com países como a Bolívia e, principalmente, a Venezuela de Hugo Chávez. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Com os dados lançados (e sobre a mesa há ainda outros dossiers tão prementes uanto os enunciados, como o Irão ou a Ásia), caberá agora a Barak Obama, o primeiro presidente negro dos EUA, responder aos desafios que tem pela frente com inteligência e coragem. Não se esperam milagres, mas há por esse mundo fora milhões de “&lt;em&gt;believers&lt;/em&gt;” que acreditam na «mudança» anunciada e que se deseja palpável. Vejamos agora, até quando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-5394135592004431454?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/5394135592004431454/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=5394135592004431454' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/5394135592004431454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/5394135592004431454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2008/11/obama-iii-os-desafios.html' title='Obama (III) - os desafios'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SSiktJtttaI/AAAAAAAAACw/BVbfskngs3M/s72-c/Obama-History-Chicago-Tribune.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-9142968100463025134</id><published>2008-11-04T19:25:00.001Z</published><updated>2009-03-20T23:10:45.159Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barak Obama'/><title type='text'>Obama (II) - uma visão sentimental</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SShdEOMo7XI/AAAAAAAAACo/VwID6e9hM4k/s1600-h/obamaMOS0202_468x365.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271565690949135730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 156px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SShdEOMo7XI/AAAAAAAAACo/VwID6e9hM4k/s200/obamaMOS0202_468x365.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nos inícios da década de 60 do século passado, Joseph Kappler reviu muitas das investigações feitas ao longo de décadas em matéria dos efeitos dos meios de comunicação social nas atitudes e comportamentos dos cidadãos, concluindo que os &lt;em&gt;media&lt;/em&gt;, de facto, não persuadem os indivíduos a mudar de atitude mas sim a reforçarem atitudes para as quais já sentiam predisposição. Independentemente de toda a crítica e discussão susceptível decorrente da afirmação de Kappler, o fenómeno Barak Obama até poderia ser compreendido à luz desta conclusão.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;De facto, Barak Obama potenciou na sua candidatura à Casa Branca a atitude de colocar milhões de cidadãos a acreditar em algo novo, como se a sua candidatura encarnasse um elemento fundamental na predisposição da larga maioria da população norte-americana: a vontade de voltar a haver esperança na relação entre o cidadão comum e aqueles que detêm o poder político. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Nos tempos que correm, ter esperança é uma sensação em vias de extinção na relação dos cidadãos com a política e os políticos. O descrédito semeado pelos agentes do poder ao longo de tantos anos, e tão evidente nos nossos regimes democráticos ocidentais, ocultou essa necessidade básica do homem social. Talvez por ter assumido tão eficazmente o papel, Obama fez predispor, como um efeito massificado (em todos os cantos do mundo), as pessoas para a crença na possibilidade da esperança alicerçada no mote da tão propagada «mudança».&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mais provável é que essa ansiada «mudança» não venha a ser tão substantiva quanto muitos pretendem. O certo é que hoje a América vai a votos e de forma quase inédita (pelo menos para a minha geração) meio mundo encontra-se debruçado na expectativa deste ser o primeiro dia de uma nova era, desconhecendo-se de antemão o que será objectivamente. Sem concorrência ideológica efectiva, nunca o mundo terá esperado tanto de um só homem. Para milhões, Obama não só poderá liderar a maior potência mundial como ser a esperança no futuro de um planeta a braços com crises profundas em matéria económica, social, ambiental e militar. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse homem, tal messias dos tempos modernos, chama-se Barak Obama, negro, quarenta e sete anos, filho de um queniano e de uma norte-americana branca, nascido no Havai, principal candidato a ocupar a Casa Branca, quatro décadas depois de Martin Luther King ter projectado um "sonho" em Washington. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como tantos milhões, simpatizo com Obama. Apesar de acontecer lá longe, nunca um acto eleitoral terá envolvido a expectativa de tantos milhões como este, e tudo porque ali concorre alguém que parece transportar ao mundo a tocha da esperança. A minha simpatia por Obama é céptica em relação ao carácter messiânico do homem que pode transformar o mundo num lugar melhor, mas a verdade é que ele acendeu a luz da esperança em milhões de excluídos do seu país, desde negros a hispanos. Simpatizo com Obama porque há milhões de africanos que vêem a esperança renascer ao acreditarem num homem que talvez não esqueça a suas raízes. Simpatizo com Obama porque o mundo é um local cada vez mais perigoso e qualquer fenómeno, por efémero que seja, que conduza à esperança deve ser vivido, nem que seja em nome dos nossos filhos. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Obama poderá vir a ser um flop para todos aqueles que nele depositam tanto da sua crença no futuro. Para mim, alguém que não se revê ideologicamente na política norte-americana, para os párias dos EUA, para os mártires do continente africano, para os oprimidos pelos actos planetários do “império” americano e seus tentáculos. Obama pode até vir a ser o refundador do capitalismo em quem os antigos comparsas de Bush agora depositam a sua esperança para manterem à tona um sistema em crise e pelo qual são co-responsáveis.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;Independentemente de tudo isso, da quase certeza nas expectativas frustradas de milhões por esse mundo fora, Obama conseguiu mexer com emoções e hoje, no dia em que pode vencer as eleições, o mundo globalizado vislumbra de novo aquilo que parecia ter esquecido: a esperança. Ou não simpatizássemos quase todos com aquele homem negro que, contra todas as expectativas, ambicionou um dia ser presidente dos Estados Unidos da América. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-9142968100463025134?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/9142968100463025134/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=9142968100463025134' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/9142968100463025134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/9142968100463025134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2008/11/obama-ii-uma-viso-sentimental.html' title='Obama (II) - uma visão sentimental'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SShdEOMo7XI/AAAAAAAAACo/VwID6e9hM4k/s72-c/obamaMOS0202_468x365.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-7534173692598405851</id><published>2008-11-01T11:35:00.001Z</published><updated>2009-03-20T23:10:20.434Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barak Obama'/><title type='text'>Obama (I) - a «mudança»</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SSf-AT5ZMLI/AAAAAAAAACY/Fa5iBHaBKb8/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271461170154909874" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 161px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SSf-AT5ZMLI/AAAAAAAAACY/Fa5iBHaBKb8/s200/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O sítio da internet da campanha de Barak Obama leva à exaustão a palavra que marcou todo o marketing de uma campanha: CHANGE. O mote em redor de cada campo da página Web é precisamente «change – we can believe in». Como característica bem americana, a «change» proposta por Obama comporta uma carga messiânica bem vincada – num dos atalhos da página lê-se «Front Row to History», conduzindo o visitante a um campo onde, a troco de um donativo, poderá vir a fazer parte do grupo de pessoas que estará no Grant Park de Chicago, na noite das eleições, a presenciar o momento “histórico” da anunciada vitória.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Simultaneamente, o apelo à união entre facções do partido é bem vincado nesta altura pelos estrategas de marketing político de Obama: «Welcome Hillary Supporters» é um atalho bem destacado na página, visando envolver todo o partido na campanha. Esse sentido de unidade supera os limites do próprio Partido Democrata, destacando-se uma lista de personalidades mais próximas de fileiras republicanas que se viram “cooptados” pelo projecto de Obama. O nome mais notório é o de Colin Powell, ex-secretário de Estado de George W. Bush. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Seguindo a viagem pelo sítio, é possível continuar a embater em mais «mudança». Numa t-shirt oferecida a todos os contribuidores da campanha pode ler-se «&lt;strong&gt;one voice can change the world&lt;/strong&gt;». Mais uma vez, a palavra «mudança» surge em grande relevo, ganhando agora uma dinâmica universal, estendendo-se para além dos potenciais eleitores. No verso da t-shirt prolonga-se toda a amplitude universal da «mudança» enquanto epicentro de toda a mensagem da campanha:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;If one voice can change a room then it can change a city; if it can change a city then it can change a state; if it can change a state then it can change a nation; if it can change a nation then it can change the world&lt;/em&gt;. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Entre tanta «mudança» polvilhando toda a campanha de Obama fica a questão: o que mudará efectivamente? Especulando-se, a mudança mais premente e imediata será o estilo da presidência. Barak Obama é objectivamente diferente de George W. Bush. O americano matarruano do Texas será substituído por um americano mais polido e confiante em si mesmo, sobretudo no domínio da comunicação com os mais diversos agentes da política, meios de comunicação incluídos. Barak Obama demonstra ter uma capacidade invejável (senão inédita no nosso tempo) para dominar os vários níveis da comunicação e da imagem no plano político, sendo até agora esse o seu grande trunfo nesta longa caminhada rumo à Casa Branca. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Efectivamente, toda esta epígrafe de «mudança» veiculada pelos estrategas de campanha de Obama surge até agora envolvida numa espécie de limbo ideológico ou, para não ir tão longe no uso de um conceito que comporta muito mais que palavras, num limbo de ideias. O que esta campanha para a presidência dos EUA demonstra é que aquilo que está em jogo vai para além de uma definição axiomática e articulada de ideias que conduzirão a &lt;em&gt;policies&lt;/em&gt;. A imagem veiculada e a carga simbólica da mensagem, por mais abstracta que seja, é mais eficaz na prossecução do objectivo (vencer uma eleição) que a clareza e transparência das ideias. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não deixa de ser interessante que a «mudança» anunciada na campanha se torne num paradigma que ultrapassa a barreira física (e, porque não, eleitoral) das fronteiras norte-americanas, estejam elas onde estiverem e venha apelar ao desígnio histórico do papel dos EUA no mundo. Perante uma crise financeira global com epicentro nos EUA, a efectivação da mensagem na sua imanente abstracção visa ser tão extensível no plano interno como externo. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Será pois, à sombra desta propagandeada «mudança» messiânica que, provavelmente, Barak Obama vencerá as eleições de 4 de Novembro, pois é ele, o único a reunir as condições necessárias para alterar a face do “imperialismo” americano que Bush colocou no estádio da decadência. A história que Obama se arrisca a fazer não passa somente por ser o primeiro mestiço a liderar o país mais poderoso do mundo. Aquilo que a história poderá vir a contar é que Obama foi o presidente norte-americano que inverteu o destino fatal do modelo capitalista que os EUA lideraram no mundo nas últimas duas a três décadas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-7534173692598405851?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/7534173692598405851/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=7534173692598405851' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7534173692598405851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7534173692598405851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2008/11/obama-i-mudana.html' title='Obama (I) - a «mudança»'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SSf-AT5ZMLI/AAAAAAAAACY/Fa5iBHaBKb8/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-7308711205196855747</id><published>2008-10-20T14:23:00.001+01:00</published><updated>2010-01-17T23:33:39.740Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>A Elegia de Roth, segundo Stanley Spencer</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SQzJuZ82kOI/AAAAAAAAACQ/eDRkYwhgTC0/s1600-h/535785242_929f50db7e_o.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 390px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263803863566553314" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SQzJuZ82kOI/AAAAAAAAACQ/eDRkYwhgTC0/s400/535785242_929f50db7e_o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SQzJkbs6guI/AAAAAAAAACI/BNT1p2Vz8go/s1600-h/535785242_929f50db7e_o.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;There's a painting of Stanley Spencer's that hangs in the Tate, a double nude portrait of Spence and his wife in their mid forties. It's the quintessence of directness about cohabitation, about the sexes living together over time. Spencer is seated, squatting, beside his recumbent wife. He is looking ruminatively down at her from close range through his wire-rimmed glasses. We, in turn, are looking at them from close range: two naked bodies rightin our faces, the better for us to see how they are no longer young and attractive. Neither is happy. Ther is a heavy past clinging in the present. For the wife particularly, everything has begun to slacken, to thicken, and greater rigors than striating flesh are to come. At the edge of the table, in the immediate foreground of the picture, are two pieces of meat, a large leg of lamb and a single small chop. The raw meat is rendered with physiological meticulousness, with the same uncharitable candor as the sagging breasts and the pendent, unaroused prick displayed only inches back from the uncooked food. You could be looking through a butcher's window, not just at the meat but the sexual anatomy of the married couple.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Philip Roth, &lt;em&gt;The Dying Animal &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;"O Animal Moribundo",&lt;/em&gt; tradução &lt;em&gt;portuguesa)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-7308711205196855747?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/7308711205196855747/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=7308711205196855747' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7308711205196855747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7308711205196855747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2008/10/elegia-de-roth-segundo-stanley-spencer.html' title='A Elegia de Roth, segundo Stanley Spencer'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SQzJuZ82kOI/AAAAAAAAACQ/eDRkYwhgTC0/s72-c/535785242_929f50db7e_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-7038314084108832772</id><published>2008-10-17T08:25:00.002+01:00</published><updated>2009-03-20T23:12:15.850Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica e Actualidade'/><title type='text'>Breve Anatomia de uma Crise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há pouco mais de um mês atrás, numa conversa de café, discorria com um velho amigo sobre o que mudara no mundo com o 11 de Setembro. Não obstante concordarmos com uma maior integração do sentimento de medo no nosso quotidiano, independentemente de não o racionalizarmos constantemente, concluímos que a maior alteração surtida nas nossas vidas foi a perda da inocência bacoca da nossa história ser encarada como “fim da história”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas alguns dias depois, e com o exponencial aumento do preço dos combustíveis a pautar uma crise económica generalizada que afectava já os preço de bens essenciais (talvez mais por efeitos especulativos do que por obra de efeitos “reais”), surge a revelação mais inesperada (?): há bancos a falir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos pelo início: no Verão do ano passado, instalava-se no sistema financeiro norte-americano uma crise provocada pelos empréstimos à habitação concedidos a famílias que eventualmente não tinham condições para os pagar – o &lt;em&gt;subprime&lt;/em&gt; ameaçava assim todo o sistema financeiro mundial. Em pleno centro nevrálgico do capitalismo financeiro, milhares de clientes da banca deixavam de pagar as suas hipotecas, o malparado disparou e os preços do imobiliário caíram a pique. Num sistema global, as repercussões do fenómeno depressa se fizeram sentir pois, através de produtos financeiros complexos, as hipotecas de famílias de baixos rendimentos (&lt;em&gt;subprime&lt;/em&gt;) tinham sido revendidos para todo o mundo. Em síntese, e usando um eufemismo caro aos economistas, muita banca dos quatro cantos do mundo andou a comprar “material tóxico”, puro lixo, mascarado de activos e que feitas as contas podem mesmo não valer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado na mentira, no laxismo e na ganância, a banca internacional e todo o sistema financeiro prosperou num ambiente falsificado de excesso de crédito com garantias de menos, lançando o mundo numa crise que chegou e não se sabe quando e como acabará. A dimensão do problema é de tal grandeza que, à boa maneira socialista (a vida tem destas surpresas!), o porto de abrigo final são as nacionalizações. E no epicentro do capitalismo actual, o governo Bush não esperou por mais, e nacionalizou! Na Europa, com os efeitos a penetrarem no sistema, os passos americanos começam a ser seguidos, não vá a catástrofe arrasar com o que ainda soçobra. A exemplo, os prósperos islandeses que o digam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é evidente, injectar milhões e milhões de dólares, ou euros, num sistema financeiro à beira do colapso, usando ou não como fuga para a frente (numa perspectiva de economia capitalista) a nacionalização de bancos, não é mais do que um acto desesperado para socorrer um estado de coisas que provavelmente não terá salvação possível, reservando a factura da crise, o cerne do problema, para a esfera dos cidadãos contribuintes. Para salvar a face, os tecnocratas que nos centros de decisão sustentaram politica e ideologicamente a farsa do capitalismo global num sistema financeiro opaco e falacioso, vêem agora o dinheiro do Estado (essa entidade, esse tal &lt;em&gt;leviatã&lt;/em&gt; que se quer bem longe da nobre actividade do lucro) como o paliativo a administrar urgentemente ao doente moribundo que arrastará tudo quanto possa para o abismo se vier a padecer. A julgar pelo comportamento das mediocridades humanas que detém o controlo político dos Estados aqui e além-mar, a herança do colapso do sistema desregulamentado por eles criado ao longo das últimas décadas, abater-se-á sobre todos nós, cidadãos comuns, salvando-se ainda os anéis de alguns a quem já, certamente, ocorreu só restarem os dedos no fim da tempestade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante a amplitude desta crise financeira, garante-nos o curto prazo o contágio dos efeitos da crise financeira na economia real. Num sistema decadente, em colapso de dentro para fora, os tempos que se avizinham serão certamente difíceis e pouco dados a previsões fiáveis. O fantasma da recessão económica generalizada traz consigo ameaças terríveis quer no plano económico quer no plano social. Falências, desemprego ou aumento de índices de pobreza serão decorrências imediatas desta crise nas nossas vidas. E, &lt;strong&gt;até quando&lt;/strong&gt;, parece ser a pergunta que mais inquieta particulares e famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em jeito de reticências (para não haver tentações de colocar pontos finais nestas coisas da história!) para esta breve anatomia da crise, e lançando o mote para outra ocasião em que se discorra sobre crise e capitalismo, resta-me recordar o velho Marx que de há anos a esta parte faz parte das prateleiras mais recônditas e bafientas das universidades ocidentais. Estaria, afinal, certo no seu diagnóstico?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-7038314084108832772?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/7038314084108832772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=7038314084108832772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7038314084108832772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/7038314084108832772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2008/10/breve-anatomia-de-uma-crise.html' title='Breve Anatomia de uma Crise'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-5270246756830801740</id><published>2008-04-22T15:59:00.000+01:00</published><updated>2008-09-13T16:04:44.188+01:00</updated><title type='text'>Quando longe, sonho Lisboa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SMvWSpcMEUI/AAAAAAAAABs/vzs4sjBlxvw/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245521806853148994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 205px; CURSOR: hand; HEIGHT: 168px" height="168" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SMvWSpcMEUI/AAAAAAAAABs/vzs4sjBlxvw/s200/untitled.bmp" width="200" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Cidade debruçada no rio que corre e se mistura com o sal do mar. Porto de chegada, porto de partida, porto de chegada... Sempre tu, terra de marinheiros e marialvas que irrompem das águas e galgam colinas. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A tua luz branca do sol reflectido nas calçadas a abraçar os calorosos edifícios. O teu buliço a roçar o caos e as noites tranquilas dos lares antigos onde os velhos adormecem tão sós.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Minha Lisboa. Cidade que me viste nascer e crescer. Como te amo, como te odeio. Como me sinto livre ao partir das tuas amarras profundas fundeadas no Tejo e te desejo quando lá de longe te sonho no sossego da distância. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-5270246756830801740?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/5270246756830801740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=5270246756830801740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/5270246756830801740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/5270246756830801740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2008/04/quando-longe-sonho-lisboa.html' title='Quando longe, sonho Lisboa'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SMvWSpcMEUI/AAAAAAAAABs/vzs4sjBlxvw/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-1510550636934168424</id><published>2008-04-07T00:35:00.001+01:00</published><updated>2009-03-20T23:12:46.518Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica e Actualidade'/><title type='text'>Pensamento Crítico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SKoIwE8sjwI/AAAAAAAAAA8/XDp6WXSVRUk/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236007138826686210" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 154px; CURSOR: hand; HEIGHT: 263px" height="224" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SKoIwE8sjwI/AAAAAAAAAA8/XDp6WXSVRUk/s200/untitled.bmp" width="154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;olheio o romance que actualmente leio. Houve, logo no início da narrativa, uma frase que me vincou a atenção: «&lt;em&gt;Na sociedade humana, pensar é a maior de todas as transgressões&lt;/em&gt;». A frase surge logo nas primeiras páginas de «&lt;strong&gt;Casei Com Um Comunista&lt;/strong&gt;» do norte-americano &lt;strong&gt;Philip Roth&lt;/strong&gt;, e saí da boca de um personagem que é um professor de literatura inglesa. Pouco depois, acrescenta-se «&lt;em&gt;Pensamento crítico, eis a máxima subversão&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há alguns dias, num episódico destaque nos jornais, ficámos a saber que a nova reforma do sistema de ensino nacional afasta disciplinas como a Filosofia e a História do estatuto de cadeiras nucleares dos currículos do ensino secundário. A justificação parece despontar do novo conceito político que o governo do Partido Socialista faz do ensino e da visão de progresso que anuncia às actuais e às gerações vindouras, projecto esse assente numa noção que é assumida na linguagem do actual poder como uma prioridade e um desígnio nacional. Refiro-me ao conceito (projecto, objectivo?) de «&lt;em&gt;Choque Tecnológico&lt;/em&gt;», expressão de contornos propagandísticos que compreende, tal como se pretende que indique, tecnologia abarcada com ensino, pragmatismo e competitividade. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;De certa forma, a perspectiva subjacente ao conceito delimitado naquela expressão envolve mais um certo número de noções relacionadas com uma determinada linguagem da economia (a tirânica estatística da racionalidade do mercado) do que com a do progresso efectivo do povo, mais especificamente do povo português. Relacionando as medidas tomadas no sector da educação ao conceito de «Choque Tecnológico» depressa se percebe que o pensamento deve ser sacrificado em favor da racionalização de meios que possam presumir competitividade económica no mundo globalizado. Aquilo que na sua aparência parece (ou talvez não) mais estranho é o facto do denominado “choque tecnológico” do Governo não parecer saber conviver com outros saberes que não os considerados “úteis” de um ponto de vista estritamente economicista. Assim, e perante o actual racionalismo obscuro da praxis subjacente às políticas públicas, deixemos que o binómio custo/benefício imediato decida e justifique os afastamentos estratégicos de meios conducentes ao desenvolvimento do pensamento e da literacia. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ora é precisamente a partir deste prisma que se percebe os fundamentos da razão do Poder em secundarizar uma cadeira tão vital para o fomentar do pensamento crítico como a Filosofia. Relegando os velhos e bafientos senhores da Grécia ou os mais recentes senhores Descartes, Kant, Hegel ou Marx para o fundo das salas de aulas, podemos progredir na linguagem do mundo de hoje, criando seres acríticos, anómicos e, se possível, apenas focados nas “realidades” que interessam, como se a humanidade não precisasse da Filosofia e dos filósofos para nada a não ser para atrapalhar o fluxo normal da racionalidade económica. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Na verdade, parece que se crê, no reduto de acção do Portugal do “choque tecnológico”, que a ciência se faz sem a filosofia, como se pensar o mundo nas suas múltiplas dimensões fosse um luxo a que as sociedade pós-modernas da globalização não se podem entregar. Mesmo sabendo que na origem das respostas da ciência estão questões filosóficas, eis a política ultramontana do governo português para o progresso do povo. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Junho de 2007&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-1510550636934168424?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/1510550636934168424/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=1510550636934168424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/1510550636934168424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/1510550636934168424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2008/04/pensamento-crtico.html' title='Pensamento Crítico'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SKoIwE8sjwI/AAAAAAAAAA8/XDp6WXSVRUk/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-3925280286212657423</id><published>2008-03-26T16:16:00.001Z</published><updated>2009-03-28T01:31:09.409Z</updated><title type='text'>Assim são os Blogues</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SKoD23jTxtI/AAAAAAAAAAs/XQUS4Y30WC4/s1600-h/freud_wideweb__470x309,0.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236001757931488978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SKoD23jTxtI/AAAAAAAAAAs/XQUS4Y30WC4/s400/freud_wideweb__470x309,0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; minha experiência com blogues vem de há uns bons três ou quatro anos. Entre a vontade de discorrer sobre muito ou mesmo nada, os blogues chegaram a tornar-se a minha pequenina e anónima obsessão. Depois, e como tudo na vida, tornaram-se uma espécie de mono a lembrar aquele sofá velho e usado que temos na sala à espera do dia em que o possamos substituir. E quando esse dia chega, lá o largamos à poeira do sótão porque, sabe-se lá por obra e graça do quê, algo nos diz que talvez ainda lhe possamos dar alguma utilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim são os blogues. Algures vagueiam, assinados no anonimato de pseudónimos, heterónimos ou alcunhas, pairando por esse mundo ilimitado da internet, caídos no esquecimento do autor ou dos outrora regulares visitantes que alimentaram aquele narcísico contador de visitas que nos vai fazendo ganhar a ilusão de nos sentirmos populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, voltar à estação dos blogues é uma espécie de dejá-vu. De antemão, algo me diz que vou estar tentado, durante o fulgor inicial, a actualizações periódicas e ao alegre sacrifício de alguns minutos do dia a um espaço remoto como este. Depois, com o passar do tempo e perante outras prioridades ou vontades, aquilo que é hoje um bebé acarinhado e devotado torna-se de novo um mono. E assim se anuncia o esquecimento. E mais uma vez, se lança ao abandono o velho e usado sofá onde outrora se fez sala. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;imagem: &lt;em&gt;Benefits Supervisor Sleeping&lt;/em&gt; de Lucien Freud&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-3925280286212657423?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/3925280286212657423/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=3925280286212657423' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/3925280286212657423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/3925280286212657423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2008/03/assim-so-os-blogues.html' title='Assim são os Blogues'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SKoD23jTxtI/AAAAAAAAAAs/XQUS4Y30WC4/s72-c/freud_wideweb__470x309,0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-4204599608416463346</id><published>2008-03-18T07:23:00.000Z</published><updated>2008-08-19T00:31:32.606+01:00</updated><title type='text'>Outono em Barcelona</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SKoGODOLjdI/AAAAAAAAAA0/2CWmYioY8HU/s1600-h/barcelona.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236004355224341970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SKoGODOLjdI/AAAAAAAAAA0/2CWmYioY8HU/s320/barcelona.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;D&lt;/span&gt;e braço dado no Eixample, pelo Passeio de Grácia, da Pedrera à Casa Batlló. Sopra o vento frio que desce dos Pirinéus. Descemos devagar, na calma do estio pretérito, sentido a cidade pulsar. Queremos lavar os olhos no Mediterrâneo que acabou de ver Ulisses passar. La Rambla é uma festa! Há gentes de um mundo inteiro que faz acontecer vida em cada passo cadente que damos. Atiramos uma moeda ao homem estátua... Petrificado! Do Lyceu libertam-se vozes de anjos que é impossível ouvir perante a multidão entregue ao buliço. Um chocolate quente e churros no café da ópera aconchega o coração. Está frio, mas transpiramos a satisfação. Tudo pulsa: o Miró no chão, a velha fábrica de sombrinhas, os quiosques de bugigangas, as esplanadas cercadas... lá está a estátua de Cólom. Este é real, não é gente! Aponta para o mar. Aqui, do Porto Velho, de onde se deseja ancorar para depois subir, lenta e levemente, nesta tarde de Outono em Barcelona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-4204599608416463346?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/4204599608416463346/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=4204599608416463346' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/4204599608416463346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/4204599608416463346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2008/03/outono-em-barcelona.html' title='Outono em Barcelona'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/SKoGODOLjdI/AAAAAAAAAA0/2CWmYioY8HU/s72-c/barcelona.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1299562525357789627.post-1864870195223490304</id><published>2008-03-15T15:22:00.000Z</published><updated>2008-03-15T16:02:05.235Z</updated><title type='text'>Recorda-me</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/R9vyg997o-I/AAAAAAAAAAU/oaCt5qcjbuY/s1600-h/IM000161.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177998844796576738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/R9vyg997o-I/AAAAAAAAAAU/oaCt5qcjbuY/s400/IM000161.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/R9vtCN97o9I/AAAAAAAAAAM/8nvO3gUrkJY/s1600-h/IM000163.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177992818957460434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/R9vtCN97o9I/AAAAAAAAAAM/8nvO3gUrkJY/s400/IM000163.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como a minha filha de cinco anos se deixa encantar pelos lugares onde passa, devo a ela já algumas memórias que o tempo que corre não me vai deixando lembrar com a frequência que deveria para me sentir, digamos, equilibrado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi no verão passado, que ela registou estas imagens. A serra profunda, retratos de um lugarejo no norte da Austria, em pleno coração dos Alpes. Era manhã, recordo-o agora, e das janelas do quarto, a criança disparou a sua pequena máquina fotográfica para nos fazer lembrar à posteridade que a vida é bela quando se acredita que se está numa terra de conto de fadas. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1299562525357789627-1864870195223490304?l=asombradosdias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombradosdias.blogspot.com/feeds/1864870195223490304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1299562525357789627&amp;postID=1864870195223490304' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/1864870195223490304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1299562525357789627/posts/default/1864870195223490304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombradosdias.blogspot.com/2008/03/recorda-me.html' title='Recorda-me'/><author><name>Frederico Bernardino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11785051504415777259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbyZQPfjeY/R9vyg997o-I/AAAAAAAAAAU/oaCt5qcjbuY/s72-c/IM000161.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
